Zé Rodrix

Zé Rodrix – UM MAÇOM PARA NUNCA SER ESQUECIDO

Estava arrumando meus livros neste final de ano quando reencontrei ” O Diário de um Construtor do Templo” escrito pelo nosso Ir.: Zé Rodrix, imediatamente meus pensamentos voltaram ao meu tempo de aprendiz maçom, época que li este livro, ou melhor devorei este livro em 3 dias e não contive a emoção em alguns trechos, percebi também quantos mistérios na maçonaria ainda iria descobrir.
Logo irá fazer dois anos que o Ir.: José Rodrigues Trindade, V.:M.: da sua loja, partiu para o Oriente Eterno, isto foi no dia 22 de maio de 2009. Neste vou post escrever um pouco do que foi Zé Rodrix, nascido na cidade de Rio de Janeiro em 25 de novembro de 1947. Foi um compositor, multiinstrumentista, cantor, publicitário e escritor maçônico brasileiro. Feliz daquele que desfrutou sua arte e mais ainda aqueles que tiveram a enorme felicidade de conviver com ele neste mundo terreno.
Quando jovem estudou no Conservatório Brasileiro de Música, desenvolvendo a característica da multi-instrumentalidade: tocava piano, violão, acordeão, flauta, bateria, saxofone e trompete. Tornou-se conhecido em 1967, ao vencer o III festival da TV Record daquele ano, acompanhando Marilia Medalha, Edu Lobo e o Quarteto Novo defendendo a música “Ponteio”.
Na década de 1970, participou da banda Som Imaginário com Wagner Tiso, Robertinho Silva, Tavito, Luís Alves e Laudir de Oliveira, tocando ao vivo com Milton Nascimento e participado do LP de estreia da banda.

Zé Rodrix na flauta e teclados

Desligando-se da banda em 1971, venceu o Festival da Canção de Juiz de Fora, junto a Tavito, com a canção “Casa no campo”, uma de suas composições mais famosas, que se tornaria um grande sucesso na voz de Elis Regina, e cujo trecho da letra batizou o estilo de música conhecido como Rock Rural, com influências regionalistas, tropicalistas, folk, country e rock, tocada pelo trio do qual faria parte logo em seguida, com Sá & Guarabira.

 

A letra da música Uma “Casa no Campo” foi feita num ônibus entre Brasilia e Goiania, e foi músicada assim que chegaram no hotel.
Nessa época, compôs músicas como “Mestre Jonas”, “O Pó da Estrada” “Os Anos 60”, “Pendurado no Vapor” e “Primeira Canção da Estrada” sempre com seus parceiros Sá amp; Guarabira.
Mestre Jonas- foi das canções com inspiração n Bíblia ressaltando o lado Jonas moderno que todos nós possuímos.
Soy Latino Americano- Uma “guajira” cubana tipica ( três acordes que vão e vem ) e uma intenção crítica. Revelar os defeitos de carater do brasileiro da época. Estranhamente, todos os consideram qualidades, e este foi o motivo do sucesso da música. A identidade entre o personagem e quem se encontrou retratado por ele.
Zé Rodrix saiu do trio em 1973, para seguir em carreira solo e participações especiais em gravações de artistas diversos, como Secos & Molhados. Na década de 80 passou a se dedicar mais na área de publicidade que musical , mas em 1983, o músico passou a integrar o grupo Joelho de Porco, com o qual gravou o LP e participou do Festival dos Festivais em 1985, ganhando o prêmio de melhor letra pela música “A Última Voz do Brasil”.
Entre 1989 e 1996 assinou a direção musical dos espetáculos “Não fuja da Raia” e “Nas Raias da loucura”, de Sílvio de Abreu, e do programa “Não fuja da Raia” (Rede Globo), estrelado por Cláudia Raia.

Sua vida profana e artística continuava. Em 1994 foi contemplado com o prêmio Kikito, no Festival de Cinema de Brasília, pela trilha sonora do filme “Batman e Robin”.Em 1991 foi iniciado na Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Apóstolos do Templo” nº 241, Oriente de São Paulo, onde foi Aprendiz Maçom, elevado a Companheiro Maçom um ano depois. Foi exaltado a Mestre Maçom pelos seus altos conhecimentos adquiridos sobre a Ordem. Pertenceu à Comissão de Comunicação na gestão do Grão Mestre Salim Zugaib. No ano 2000 instalado como Venerável Mestre de sua Loja.

 

A paixão pela Arte Real e a maçonaria mística tomou conta do coração do Ir.: Zé Rodrix e os mistérios do Templo de Salomão passou a fazer parte de todos os minutos de sua vida. Para ele, assim como em todo o mundo a maçonaria é praticada através de rituais secretos que englobam símbolos, alegorias e lendas. A maior parte delas tirada da história real da Antiguidade. E foi través destas histórias e lendas que ele estruturou sua maneira maçônica de pensar.
Queria uma história que introduzisse valores individuais para formar novos Homens Maçônicos. Queria uma escola de pensamento antiga enraizada na ética, consciência e tolerância. Queria uma história para que todos os Filhos da Viúva entendesse melhor os mistérios e segredos da maçonaria e ao mesmo tempo uma história que fizesse qualquer profano se apaixonar pelo romance e fosse levado as lágrimas no final de seus livros. A história de Joabem, de Zorobabel e Esquim de Floyrac já viviam na mente daquele futuro escritor maçônico, o enredo já fazia parte de sua vida, da mesma forma que a sua sombra estaria sempre presente pelos caminhos que iria trilhar dai para frente.
E foi assim que ele lançou seus livros que foi intitulado como: A TRILOGIA DO TEMPLO.

E foi assim que ele lançou seus livros que foi intitulado como: A TRILOGIA DO TEMPLO.

DIÁRIO DE UM CONSTRUTOR DO TEMPLO

 Um dos ritos mais praticados na Maçonaria mundial, o Rito Escocês Antigo e Aceito, faz uso, em seus graus simbólicos e superiores, de uma série de histórias reais que tem como centro a construção do Templo de Salomão em Jerusalém, o primeiro Templo de um Deus Único, que exigiu para seu erguimento toneladas de pedras esculpidas cuidadosamente, para ser montado sem ruído nem uso de ferramentas.

É nesta construção que surge a primeira lenda maçônica: a do arquiteto do Templo, um mestiço fenício-hebreu de nome Hiram-Abiff, que representa para os maçons não apenas o Mestre Perfeito, mas, principalmente, aquele Homem Novo que todos buscamos ser. É a historia deste Templo e deste homem que formam o panorama de JOHABEN: DIARIO DE UM CONSTRUTOR DO TEMPLO, no qual os fatos históricos e lendários da vida de Hiram-Abiff e de Salomão são revelados como uma viagem para dentro de cada consciência, num formato de romance que cria o paralelo entre o erguimento do Templo de Jerusalém e o Templo Interior de cada um de nós, através do trabalho na pedreira de nosso próprio espírito.

Nele também se revela o início ideal da sociedade dos pedreiros, os mais antigos artesãos do mundo, no seio dos quais, muitos séculos depois, nasceu a Maçonaria moderna, tal como a conhecemos hoje, e que revela gradativamente estes fatos nos graus de 1º a 14º.

RECONSTRUINDO O TEMPLO

O segundo volume da TRILOGIA, que se chama ZOROBABEL: RECONSTRUINDO O TEMPLO, narra a vida de um príncipe hebreu que realmente existiu e foi o responsável não apenas pelo Segundo Êxodo, aquele que trouxe os judeus escravizados na Babilônia de Nabucodonosor de volta para sua terra natal, o reino de Israel, mas também pela reconstrução do Templo de Salomão, derrubado e desmontado pelos babilônios.

Lidando com os rituais dos graus de 15º a 20º, ZOROBABEL: RECONSTRUINDO O TEMPLO mostra os esforços para que Jerusalém novamente se tornasse a capital dos hebreus, revelando os primórdios do terrorismo como arma de combate, esclarecendo o papel de Cyro e Dario na sobrevivência de Jerusalém, além de revelar o estabelecimento cada vez mais sólido da sociedade dos pedreiros, já agora chamados de Filhos de Salomão, e dos valores que a Maçonaria deles herdou, permitindo aos maçons modernos a recriação de seu próprio espírito através do trabalho incessante de crescimento e transformação que a Ordem lhes propicia.

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FIM DO TEMPLO

No terceiro volume damos um salto de muitos anos, indo aos séculos XIII-XIV para revelar a verdadeira ligação entre a Maçonaria e a Ordem dos Cavaleiros Templários, tão explorada por diversos autores, mas que nunca se preocuparam com a verdade dos fatos, por desconhecer as verdades ciosamente guardadas pela Maçonaria, de quem os Templários foram associados durante toda a sua existência de mais de dois séculos.

As inverdades sobre esta união são de dois tipos: ou a negação pura e simples dela, através de preconceitos historiográficos , ou a aceitação delirante, através de processos “equisotéricos” de misticismo sem nenhuma solidez factual. ESQUIN DE FLOYRAC: O FIM DO TEMPLO, narra de maneira profundamente reveladora tanto a crescente união entre Templários e pedreiros, já prontos para tornar-se a Ordem Maçônica como hoje a conhecemos, como também o papel desta ligação nos momentos que marcaram a destruição da Ordem pela Igreja de Roma e o Reinado de França.

O mais curioso, contudo, é ser narrado pelo traidor da Ordem Templária, um cavaleiro que foi o Judas de seus irmãos e que, de maneira rigorosamente factual, revela o drama de sua tarefa inglória mas essencial para a sobrevivência do Templarismo na Maçonaria, estabelecendo os fatos que dela fazem parte nos rituais que vão do 28º ao 33º grau.

A TRILOGIA DO TEMPLO, escrita nos últimos dez anos, tem sido considerada obra essencial para os maçons brasileiros, pelo material que disponibiliza e revela a todos que desejem não apenas entender a Ordem maçônica mas principalmente estabelecer para si mesmos um caminho de busca e crescimento.

Baseados em profunda pesquisa histórica e comportamental, disponibilizam para os leitores não só os fatos da vida cotidiana nos períodos em que se passam, mas principalmente os pensamentos e atitudes dos homens das respectivas épocas, todos personagens históricos que têm finalmente reveladas as suas motivações e anseios, tal como percebidas e descobertas pelo autor, um escritor profundamente cioso de seu trabalho de escritor e pesquisador maçônico.

Como Maçon lutou para que a Ordem voltasse a ser modelo respeitando seus fundamentos, fez pela Maçonaria durante 10 anos o que muitos não fizeram por séculos. Ou desfizeram, tornando a Maçonaria forma de poder e disputa em vez de uma Ordem de justiça, ética e fraternidade.

Dia 22 de maio de 2009, o Grande Arquiteto do Universo o acolheu com a decência e dignidade com que ele viveu, reservando-lhe como moradia uma “Casa no Campo”. Era um dia chuvoso, parecia que o céu chorava quando suas cinzas foram lançadas na Baia de São Vicente da Ponte Pênsil. Que suas cinzas se espalhe pelos Oceanos de todo o mundo, banhando os continentes com sua presença e sabedoria.

Você não nos pertence mais, agora você faz faz parte do universo misterioso de GADU.

Por José Cantos Lopes Filho M.:I.: GOP

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