Tomada da Fortaleza de Humaitá

Tomada da Fortaleza de Humaitá

O canhão “El cristiano” (O cristão), que se encontra no pátio dos canhões do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, a onde ele se destaca por ser uma peça de artilharia de 12 toneladas. Seu nome “El cristiano” é porque o material usado para a sua fabricação foram os sinos das igrejas de Assunção, a capital paraguaia.

Durante dois anos o canhão “El cristiano” castigou as tropas brasileiras vitimando centenas de soldados brasileiros. Próximo ao pátio onde está “El cristiano” têm uma placa de aço de 10 centímetros de espessura que fez parte da coraça de um dos navios da Marinha brasileira severamente castigado pelos projeteis desse canhão e que atestam o tremendo poder de fogo de “El cristiano”. Mas ele acabou sendo tomado a baioneta pelos bravos soldados brasileiros em uma das batalhas decisivas que levaram a derrota paraguaia.

Quando as tropas aliadas iniciaram a invasão do Paraguai em 1866, conseguiram conquistar alguns territórios do inimigo. Após a vitória sobre a bateria de Curuzu, os aliados sofreram uma dolorosa derrota contra a bateria de Curupaiti. Este derrota fez com que ficassem estagnados por quase dois anos.

Após esse tempo, com forças e a conjuntura da guerra reestruturada, o líder argentino Bartolomeu Mitre, que comandava também os aliados no momento, apostou numa investida contra Curupaiti objetivando forçar a passagem até Humaitá.

Curupalti foi deixada para trás em 15 de agosto, desta vez sem perdas, por duas divisões de cinco encouraçados. Mas o principal confronto desta ocasião se daria com os canhões da Fortaleza de Humaitá.

Estudo para Passagem de Humaitá - Pintura de Victor Meirelles.
Estudo para Passagem de Humaitá – Pintura de Victor Meirelles.

O confronto com Humaitá foi bem mais complicado e a operação militar para passar pela fortaleza muito mais extensa. Os aliados foram para o norte onde promoveram a derrubada de São Solano, Vila do Pilar e Tayi. Com a posição tomada às margens do Rio Paraguai, cortaram as comunicações fluviais entre Humaitá e Assunção, promovendo o completo cercamento da Fortaleza de Humaitá.

Bartolomeu Mitre foi afastado do comando das tropas dos aliados em janeiro de 1868, em seu lugar assumiu Duque de Caxias, que fora comandante das tropas também. Foi somente em 25 de julho de 1868, após longa investida e operação militar, que a cercada Humaitá sucumbiu ao ataque dos aliados.

Solano Lopez foi obrigado a deixar Humaitá, a situação ficava cada vez pior. Desde 1865 o Paraguai havia perdido o controle e a possibilidade de tomada da Bacia da Prata, realizando desde então somente uma guerra defensiva. Os aliados, privilegiados com o domínio da Bacia do Prata, promoveram a gradativa invasão do território paraguaio até consolidar a derrubada de Humaitá que colocou o líder paraguaio em fuga. A partir desse momento era questão de tempo o desfecho da guerra.



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