Tiradentes: mártir ou farsa?

Tiradentes: mártir ou farsa?

Duzentos e vinte e um anos depois de se cumprir a sentença de morte contra Joaquim José da Silva Xavier, também conhecido como Tiradentes, ainda pairam dúvidas quanto a veracidade desses fatos que ganharam destaque com a decretação da independência e da república, numa tentativa de sufocar o sentimento monárquico que estava impregnado na sociedade brasileira do século XIX.

É com esse enfoque, que o jornalista e historiador Roberto Perez pretende publicar a segunda edição, ampliada e revisada, do livro “Casos & Acasos nos Sertões do Rio Preto – Revisitando a História da Formação de Suas Matrizes Culturais”, sob a vertente da arqueologia social e territorial que forjou a identidade peculiar do povo na Região Serrana fluminense e da Zona da Mata mineira. O livro impresso está sendo finalizado e será lançado em dezembro, com produção da Rede Associada de Comunicação e da Check Marketing Produções. Já o livro digital será editado pela E-books Petrópolis e terá um blog para fóruns de debate e construção coletiva dos entendimentos históricos.

Com a chegada do feriado dedicado ao mártir da Inconfidência, o historiador apresenta um pouco do que pretende contar aos leitores e que pode, a princípio, provocar descontentamentos, mas para ele, há provas irrefutáveis sobre as ocorrências narradas e nada melhor que trazer as polêmicas para serem discutidas à luz da verdade. “É preciso reescrever a história à cada virada de página”, diz ele.

Para o historiador, uma dessas dúvidas históricas é quanto ao caráter nativista que levou Tiradentes a liderar uma insurgência contra a Coroa Portuguesa. A história insiste em apresentá-lo como o mentor e líder do movimento libertário que pretendia refunda a monarquia na Capitania das Minas Gerais, sendo seu novo rei Tomáz Antônio Gonzaga, – ouvidor e português de nascimento, condenado pela Devassa ao degredado para Moçambique por 10 anos, mas a pena era de prisão aberta e ele só não podia sair do país. Seu exílio foi oportuno, pois lá exercia a advocacia, casou com uma rica herdeira com quem teve filhos e nunca mais voltou ao Brasil, mesmo depois da pena terminada, deixando a noiva brasileira Maria Dorotéia de Freitas, a quem dedicou a obra “Marília de Dirceu” esperando seu regresso. Ela morreu velha e solteira. Ele rico e famoso.

As muitas versões dadas ao episódio da malsucedida tentativa de separar a Capitania de Minas Gerais do restante da Colônia e, por conseguinte, da Metrópole portuguesa, enreda personagens se não de todo fantásticos, um tanto misteriosos e até mesmo ingênuos, para a empresa que pretendiam implantar.

Uma delas diz respeito ao desfecho da Devassa, um processo burocrático que durou três anos, e teve dez principais acusados condenados a morte, entre eles, Tiradentes. Todos negaram tudo, menos ele, que foi ao cadafalso e os demais tiveram suas penas modificadas para degredo, alguns nas colônias portuguesas da África e os padres nos conventos portugueses.

A Inconfidência era um movimento republicano da elite mineira rica e culta, formada por contratadores; donos de minas, escravos e terras, por isso, jamais se cogitou ali em libertação dos escravos. Tiradentes não tinha status social e portanto, não se encaixava nesse seleto grupo, quanto mais ser seu chefe. Era alto, magro, forte e vesgo, hábil no manejo dos ferrinhos com que arrancava dentes, mas pobre e um simples alferes, e como todo colono tinha que pagar impostos. Havia profundo descontentamento por isso e sentia-se explorado vendo as riquezas do país sendo levadas sem parar para a metrópole do reino. O sentimento de injustiça se fortaleceu depois de ser preterido numa promoção para o oficialato que tinha como certa, para um apadrinhado de um nobre. Contra ele pesou um crime praticado antes de se alistar na Tropa Paga, quando defendeu um escravo barbarizado por seu senhor, mas nunca declarou publicamente ser um abolicionista.

Traído por interesses maiores que os seus, Tiradentes foi denunciado pelo Coronel de Cavalaria Joaquim Silvério dos Reis, um português de confiança do governo, já imensamente endividado e sujeito a ter seus bens, minas e escravos confiscados, além de sofrer a pena de exílio ou forca depois da Devassa. Era sua obrigação ser leal aos seus superiores, ao poder constituído, fosse ele qual fosse. E assim ele agiu. Na carta-denúncia que Joaquim Silvério dos Reis entregou ao Visconde de Barbacena, em 11 de abril de 1789, ganhou a fama de traidor dos inconfidentes e do Brasil. A execução de Tiradentes é atribuída a ele, por sua traição velada que resultou na prisão de dezenas de pessoas e prolongou os anseios de independência por mais 30 anos, quando a instalação da República inventa um mito de herói, bem ao estilo positivista e transforma Tiradentes em mártir.

A culminância dessa sentença teve por início a prisão de Tiradentes, no Rio de Janeiro, depois de sucessivas atitudes desmedidas e inconsequentes do alferes, que mesmo recomendado ao silêncio e negativas de qualquer possibilidade de revolta pela derrama, partiu para a Corte, comentando com tropeiros, estalageiros, clérigos e populares, no levante que embrionava a independência das Minas Gerais. Por quase todos era ridicularizado por pregar que seria possível viver independentes de Portugal.

A NOVA IMAGEM DO ESTADO

Com a Proclamação da República, o positivismo precisava criar uma nova identidade nacional, que afastasse os ideais monárquicos das páginas dos jornais e dos assuntos reinantes nos cafés e nas leiterias e para isso os novos marechais governantes escolheram Tiradentes, que era de Minas Gerais, onde estava a maior força republicana e o polo comercial mais expressivo daquela época. Contrariando as características originais do novo herói nacional, “aquele que lutou contra a opressão da monarquia e morreu por isso”, revelaram um homem de aspecto caucasiano, impávido, longa barba e cabelos, vestido por uma túnica branca, que foi retratado por artistas como a imagem de Jesus Cristo, logo aceita pelo povaréu impregnado da doutrina católica e, de vilão, Joaquim Xavier passou a herói nacional do dia para a noite. Sua figura e história “construída” agradavam tanto à elite quanto ao povo.

– “Historiadores mais cautelosos estabeleceram outra linha de pesquisa e buscaram o viés da análise da micro-história, onde surgem personagens intrigantes, – a exemplo do misterioso Embuçado, do padre Inácio Nogueira, de dona Eugênia Maria de Jesus, do ladrão Isidro Gouveia e de maçons infiltrados na organização social e política da Colônia. É Isidro o que mais intriga os pesquisadores e surpreendentemente reescreve a história”, conta Roberto Perez.

A participação da Maçonaria na Inconfidência está lavrada nas cartas de denúncia existentes nos Autos da Devassa, dando conta da participação de maçons nos conluios. Também é possível comprovar a participação da Maçonaria na Inconfidência Mineira. Foi o próprio Tiradentes quem propôs que a bandeira da nova República fosse um triângulo perfeito simbolizando a Santíssima Trindade, riscado em vermelho sobre o fundo branco. Inácio José de Alvarenga sugeriu o dístico maçônico, – uma inscrição tomada ao poeto latino Virgílio: Libertas quae sera tamen – Liberdade ainda que tardia.

Segundo farta documentação encerrada na Torre do Tombo, em Lisboa, a execução de Tiradentes foi uma farsa criada por líderes maçons da Inconfidência Mineira. O carrasco negro Capitânia cumpriu seu ofício e enforcou, esquartejou e salgou Tiradentes, o personagem histórico, mas o Joaquim Xavier estava muito bem vivo, um ano depois, em Paris. Isidro Gouveia, sim, foi executado em seu lugar.

A descoberta dessa troca aconteceu em 1969, em Lisboa, quando o historiador Marcos Correa pesquisava sobre José Bonifácio de Andrada e Silva e acabou encontrando fotocópias de uma lista de presença na galeria da Assembleia Nacional francesa de 1793. Abaixo da assinatura de José Bonifácio, também aparecia a de um certo Antônio Xavier da Silva. Com formação em grafotécnica e, havendo estudado muito a assinatura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Marcos concluiu que as semelhanças eram impressionantes. Tiradentes teria embarcado incógnito, com a ajuda dos irmãos maçons, na nau Golfinho, em 17 agosto de 1792, com destino a Lisboa. Junto com Tiradentes seguiu sua namorada, conhecida como Perpétua Mineira e os filhos do ladrão morto Isidro Gouveia.

Em uma carta que foi encontrada na Torre do Tombo, em Lisboa, existe a narração do autor, desembargador Simão Sardinha, na qual diz ter-se encontrado, na Rua do Ouro (Lisboa), em dezembro no ano de 1792, com alguém muito parecido com Tiradentes, a quem conhecera no Brasil, e que ao reconhecê-lo saiu correndo. Há relatos que 14 anos depois, em 1806, Tiradentes teria voltado ao Brasil quando abriu uma botica na casa da namorada Perpétua Mineira, na rua dos Latoeiros, hoje Rua Gonçalves Dias, no Centro do Rio de Janeiro, a mesma rua onde foi preso, e que morreu em 1818. Em 1822, Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira e, em 1865, proclamado Patrono Cívico da nação brasileira.

O feriado de 21 de abril, portanto, é fruto de uma história fabricada que criou Tiradentes como bode expiatório, que levaria a culpa pública pelo movimento da Inconfidência Mineira.

O QUE CONTA A HISTÓRIA TRADICIONAL

A burla que criou o feriado conta que Tiradentes foi sentenciado à morte e enforcado no Rio de Janeiro, no cadafalso foi montado no Campo da Lampadosa, que hoje é conhecido como a Praça Tiradentes. No local do cadafalso foi construído o Theatro São João, – hoje Teatro João Caetano -, mas em 1824 e novamente em 1851 e 1856, ficou reduzido a cinzas por causa dos incêndios ateados por agitadores contrários à monarquia.
A execução da sentença de Tiradentes é descrita com detalhes no volume #9 dos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira. “Era o dia 21 de abril de 1792. A Rua do Piolho, onde está a cadeia, o largo da Lampadosa e o Campo de São Domingos estão cheios de gente. As janelas estão apinhadas. As tropas fazem alas da cadeia ao Campo de São Domingos”, descreve o escriba que acompanhou e relatou o teor da macabra e ultrajante exposição da execução.

“Logo pela manhã entrou o algoz para lhe vestir a alva e, pedindo-lhe como de costume o perdão da morte, e que a justiça é que lhe moveria os braços e não a vontade placidamente, voltou-se para ele e lhe disse: “Ó, meu amigo, deixa-me beijar-lhe as mãos e os pés”. Tiradentes está sem barba, o cabelo todo raspado, preparado para enfrentar a morte. O que foi feito com demonstração de humildade, com a mão despiu a camisa e vestiu a alva, dizendo: “Meu Salvador morreu também assim, nu, por meus pecados”.

Recebe no pescoço a corda do carrasco. Não são ainda 9 horas e começa o triste cortejo. Sai à frente uma companhia de soldados. Depois os frades da Irmandade da Misericórdia com sua colegiada dizendo orações. E, em seguida, Tiradentes, laço no pescoço, a ponta da corda segura pelo carrasco.

Tiradentes caminhava com valor, intrepidez e pressa, os solilóquios que fazia com o crucifixo que nas mãos levava encheram de extrema consolação aos que lhe assistiam. Entrou na praça pelas onze horas do dia. Contrito respondeu ao diretor que o confortava até aqui: Que agora morreria cheio de prazer, pois não levara após si tantos infelizes a quem contaminara. Que isto mesmo intentara ele, nas multiplicadas vezes que fora a presença dos ministros, pois sempre lhes pedia que fizessem dele só, a vítima da lei.

Com estes sentimentos, cada vez mais exercia em sua alma as luzes de uma graça triunfadora. Estas luzes reluziam por entre palavras, ações e os gestos do semblante. A praça, – o Largo da Lampadosa, defronte a capela da Nossa senhora da Lampadosa, ficou armada a forca. Cercado por três Regimentos e mais o Largo de São Francisco também cheio de guardas de reserva, todo esse aparato militar calculadamente preparado para revidar qualquer atentado popular, sugeria como principal temor das autoridades. A uniformidade dos documentos revela a mesma reação popular em favor dos Inconfidentes.Fechava o acompanhamento um carretão, que traria os quartos, depois da execução, era puxado por galés.

O réu, subiu os degraus, ligeiramente, e sem levantar os olhos que sempre conservou pregado no crucifixo, sem estremecimento algum, deu lugar ao carrasco Capitania para preparar o que era necessário e por três vezes pediu-lhes que abreviasse a execução. Os tambores não cobrem a voz de Tiradentes que reza com o povo. Repetido o Credo pelo padre guardião do Convento de Santo Antônio, viu-se suspenso de uma das traves da forca. Súbito, no meio de uma frase, um baque surdo. O bater dos tambores cresce, o corpo de Tiradentes balança no ar agonizante e o carrasco pula sobre ele para encerrar a agonia. São 11 horas e 20 minutos. O sol vai alto. Tiradentes está morto.

Foi tal a compaixão do povo à infelicidade temporal do réu, que para apressarem a vida eterna, ofereceram voluntariamente esmolas para dizerem missas por sua alma, e só nessa passagem, tirou o irmão à bolsa, cinco dobras”, encerra o relator enviado pela Coroa.

AS REPERCUSSÕES

Os habitantes de Minas Gerais estavam mais preparados para a revolta do que supunham os próprios inconfidentes. Não fossem a indecisão e a covardia do Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrada, o comandante das tropas, e é possível que a história da Independência do Brasil tivesse sido diferente. A cada instante tornava-se mais difícil a Portugal impedir que as ideias liberais se propagassem pelo Brasil. E, em cada novo pensamento rebelde, em cada gesto de desobediência política, em cada desejo de liberdade estava a sombra de um homem enforcado. Tiradentes mostrara o caminho.

Tiradentes foi executado e seus despojos, – os quartos e a cabeça- depois de salgados na Casa do Trem, conduzidos serra acima por oficiais de justiça, inclusive o carrasco Capitânia, único que podia tocar os restos mortais do conjurado, e a respectiva escolta fornecida pelo Esquadrão do Vice-Rei. O cortejo deixou o Rio na madrugada do dia 22, embarcando para o Porto da Estrela, nos Cais dos Mineiros. Os quartos deviam ser fixados no Caminho de Minas, entre a Rocinha do Fagundes e a Fazenda das Sebollas, Varginha do Lourenço, Barbacena e Carijós (Conselheiro Lafaiete) referida algumas vezes como ‘sítio das Bananeiras’. A cabeça seria exposta na Praça de Vila Rica, num poste alto no lugar mais público da vila. A marcha fúnebre cumprindo determinação da Alçada levou cerca de 22 dias, chegando a Vila Rica do dia 14 de maio.

A casa em que morou em Vila Rica foi arrasada e salgada, e nada mais se edificou ali. A parte mais bárbara da sentença consistia em que seus filhos e netos conhecidos fossem despojados de suas propriedades e declarados infames, caso os tivesse. O Padrão de Infâmia foi erguido na área de terreno da casa, à Rua São José, com a inscrição de seu crime e castigo.

Na morte, venceu o Tiradentes. Apenas uma semana depois da execução registrava-se um novo ato de desobediência ao Governo de Portugal. Apesar da vigilância dos guarda, desaparece a cabeça de Tiradentes, embora possa ter sido apenas um ato de piedade cristã, mas mostra também que o Governo não mais intimidava o povo. Os traidores souberam disso pelo rancor que a população lhes devotava. A cabeça certamente denunciaria a fraude e os maçons cuidaram para que não chegasse ao pátio de Vila Rica.

UMA PERNA EM PARAÍBA DO SUL

Uma certa lenda conta que um dos quartos de Tiradentes foi exposto na beira do caminho da Estrada Real, entre a Aldeia de Fagundes e o povoado de Queima-Sangue, nas proximidades da Fazenda das Sebollas, o que levou sua amásia Eugénia Maria de Jesus a instruir dois escravos de confiança a roubarem o macabro estandarte e enterrá-lo secretamente, para que ninguém pudesse incriminá-los. Como paga pelo serviço os desafortunados negros receberam um garrafão de aguardente e nacos de carne de porco. Ambos amanheceram mortos, supostamente envenenados e não mais se soube dos restos mortais do alferes, mas há quem conte que a perna foi enterrada no altar da antiga Capela de Sant’Anna de Sebollas e por isso ali perto foi construído um museu e estátua dedicados a ele, na localidade hoje denominada Inconfidência.

DESCENDENTES EM SAPUCAIA E SÃO JOSÉ DO VALE DO RIO PRETO

O desfecho da Inconfidência mostrará algo pouco estudado pela história, que é a linha sucessória de Joaquim José da Silva Xavier. Sabidamente, tinha apenas um filho ilegítimo com a sobrinha do padre português José da Silva e Oliveira Rolim, – de origem arabo-judaica-, instalada num sítio na aldeia da Posse, hoje Teresópolis. É quase certo, também, que tenha sido amasiado em segredo com Eugénia Maria de Jesus, a filha do proprietário da Fazenda das Sebolas, em Paraíba do Sul, mas sem ter com elas algum descendente conhecido, apesar de haver ali se ramificado a família Silva Xavier, tendo se destacado o Coronel da Guarda Nacional Joaquim da Silva Xavier, pai de Maria da Costa Xavier, que foi esposa de Aurino da Costa Carvalho, donos da Fazenda Santa Fé, margeando o Rio Preto, em São José do Rio Preto. Tiradentes, em seus três anos de prisão e sucessivos interrogatórios na Cadeia Velha da Casa de Correção, da Rua do Piolho, nunca foi procurado por parentes ou citou algum deles.

Em 1821, as terras pertenceram ao padre José da Silva e Oliveira Rolim, conhecida como Fazenda Imbuí (atual bairro da Posse) foram concedidas oficialmente ao tenente Joaquim Paulo de Oliveira, filho de Tiradentes, que secretamente guardava sua origem no relacionamento de sua mãe com o alferes. Casou-se com uma mineira e seus dez filhos tocavam a lavoura e o gado que vendiam para a Corte. Um de seus filhos, Paulino José de Oliveira, casou-se com Carolina Maria Claussen, em 2ª núpcias, e juntos empreenderam campanha pelo Sertão do Rio Preto, já bastante ocupado pelas fazendas de cana-de-açúcar e café. Tiveram nove filhos e o primogênito, Antônio Paulino de Oliveira, foi casado com Angélica Martins Esteves, que por sua vez deu a luz à Julieta de Oliveira Esteves, casando-se com Arthur Martins Esteves. Do enlace nasce Bianor Martins Esteves, que se casa com Nancy de Castro Esteves.

Em 1861 nasceu outro neto de Paulino. Theophilo Paulo de Oliveira, em Sapucaia, e indo morar em Sumidouro casou-se, em 1888, com Margarida Brügger, com quem teve 10 filhos e desempenhou importante papel no desenvolvimento da região, não somente como farmacêutico, mas também nas artes, música, política, esportes e industrialização.

O patronímico Oliveira indica sua origem portuguesa, de cristãos-novos e ‘sem-nome’, como os Pereira, Ferreira, Parreira, Nogueira, Lima, Costa, Dourado. Entre elas encontramos referências dos descendentes do Tiradentes em muitas famílias valeriopretanas, inclusive com os três prefeitos: Bianor Martins Esteves, Manoel Martins Esteves e Adilson Faraco Brügger de Oliveira; tetranetos do ilustre inconfidente, por via direta com Joaquim Paulo de Oliveira.

Roberto Perez acredita que “o Dia de Tiradentes é uma ótima oportunidade para se buscar interpretar e compreender o passado e determinar a nossa capacidade de entender o presente, de forma a separar o que é verdade e crença e, com isso, escrever a nossa própria história, seja pessoal ou cultural e assim definir quem somos, construindo a nossa própria verdade, depois de séculos de distorção histórica em torno de nossa origem”.

fonte http://asi.net.br/tiradentes-martir-ou-farsa/



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