Reis persas: Xerxes

Reis persas: Xerxes

Continuando a série de textos sobre os grandes reis persas da Antiguidade – já falamos de Ciro, o Grande e Dario – chegou a vez de falar de Xerxes, que governou a Pérsia entre os anos de 485 e 465 a.C..

Filho de Dario e legítimo neto de Ciro. A linhagem real estava estabelecida.

Dario, enquanto rei, casou-se com Atossa, filha de Ciro e irmã de Cambises. Xerxes não era o filho mais velho de Dario, mas era o mais velho da união Dario/Atossa, por isso ele restituiu a linhagem de Ciro no trono, herdando toda a estrutura administrativa implantada pelo seu avô e ampliada por Dario.

A Pérsia era um império forte, que controlava os povos que viviam em seus domínios cobrando impostos ao mesmo tempo que dava liberdade de culto e, além do controle dos sátrapas, uma certa liberdade administrativa, que não tirava o poder dos sátrapas mas deixava cada povo ter relativa autonomia sobre as decisões internas. Xerxes evitou modificar esta estrutura, e manteve a organização administrativa que estava dando certo há décadas.

No campo militar, Xerxes direcionou suas forças para tentar invadir a Grécia, assim como seu pai havia feito anos antes, sem sucesso. Naquela época a Grécia era apenas um conjunto de cidades-estados que não viviam sob um governo unificado, mas que não estavam muito a fim de responder às ordens persas.

Já falamos aqui sobre a batalha mais famosa que os exércitos comandados por Xerxes lutaram, a Batalha das Termópilas, que foi vencida pelos persas mas seu desenrolar foi decisivo nas Guerras Médicas, vencidas pelos gregos.

Os espartanos que lutaram nas Termópilas conseguiram atrasar o exército persa. Assim, os gregos conseguiram organizar uma defesa mais eficiente e os exércitos de Xerxes foram derrotados nas batalhas de Salamina, em 480 a.C. e Platéia, no ano seguinte.

Mas se os exércitos persas eram maioria, por que os gregos venceram? Simples: do lado grego havia um comando firme. Apenas um general no campo de batalha era capaz de comandar milhares de soldados e todos lutavam de forma organizada. Os persas eram mais dispersos. Venciam em número de combatentes, mas eram incapazes de manter uma organização coesa no calor da luta.

Neste sentido tanto Ciro quanto Dario foram mais bem-sucedidos do que Xerxes. Mas também devemos lembrar que os dois primeiros reis até então enfrentaram exércitos não tão organizados como os gregos. Apesar da fama de “violentos e bárbaros”, na hora de enfrentar um exército mais disciplinado os persas foram derrotados.

Após tentar sem sucesso invadir a Grécia, Xerxes desistiu das grandiosas campanhas militares e voltou suas atenções para o interior do império, principalmente para as obras públicas iniciadas por Dario, completando as grandes construções como a Porta de Todas as Nações e o Templo das Cem Colunas, em Persépolis, então capital do império.

Ruínas de Persépolis, no atual Irã.

Xerxes foi assassinado em 465 a.C. por Artabano, um dos seus generais mais influentes. Sucedido por Artaxerxes, o império persa jamais voltou ao seu esplendor da época de Ciro e Dario. Anos mais tarde Alexandre da Macedônia conquistaria toda a região sob controle dos persas, unificando sob suas ordens centenas de povos e governando o maior império da Antiguidade.

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fonte www.historiazine.com



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