Cruzadas

Quinta Cruzada

Quinta Cruzada  (1217-1221),

Cruzadas
Decidiu-se que para se conquistar Jerusalém era necessário conquistar o Egito primeiro, uma vez que este controlava esse território. Em maio de 1218, as tropas de Frederico II se puseram a caminho do Egito, sob o comando de Jean de Brienne

Ocorreu pela iniciativa do Papa Inocêncio III, que a propôs em 1215 no quarto Concílio de Latrão, mas foi somente posta em prática por Honório III, seu sucessor no trono de São Pedro. O papado havia também contribuído para desacreditar o ideal das cruzadas, quando manipulou a fé das pessoas para esmagar os Cátaros do sul da França, na chamada Cruzada albigense. Mesmo assim, o papa Honório III conseguiu adesões para uma nova expedição

Após o desvio de interesses que caracterizou a Quarta Cruzada em 1204, o papa Inocêncio III propôs, em 1215, o empreendimento de uma nova Cruzadaatravés do Quarto Concílio de Latrão, um dos mais importantes eventos da Idade Média onde reuniam-se líderes religiosos e laicos de diversas regiões para discutir temas condizentes à Igreja Católica.

 Entretanto, ela só seria efetivamente posta em prática em 1217, a mando do papa Honório III. Os líderes daquela que seria a Quinta Cruzada eram: André II, rei da Hungria; Leopoldo VI, duque da Áustria; Jean de Brienne, considerado por eles rei de Jerusalém; e Frederico II, do Sacro Império Romano-Germânico.

Por mais que Jerusalém fosse o alvo dos cruzados, eles decidiram atacar primeiro a cidade de Cairo, no Egito. Frederico II, que estava a frente da comitiva, deparou-se com um conflito interno entre os sultões do Egito e Damasco. Conquistaram uma pequena fortaleza e receberam reforço papal com a chegada do autoritário cardeal Pelágio.

Em 1219, com um acordo de paz, os muçulmanos propõem a entrega de Jerusalém aos cristãos com a condição de que eles se retirem do Egito. O cardeal Pelágio nega a oferta alegando que os egípcios não resistiriam ao ataque dos cruzados com a chegada de Frederico II.

Depois da demorada reorganização da Cruzada novamente até o Egito, em 1221 os cristãos avançaram até Cairo. Porém, após a recusa das ofertas dos muçulmanos, depararam com uma emboscada em que estariam completamente cercados e sem acesso à comida.

Para a retirada completa dos cristãos, os egípcios fizeram uma nova proposta: deixaria eles se retirarem com vida caso aceitassem a imposição de uma trégua por oito anos de paz.

Sem a chegada das tropas de Frederico II, os cruzados tiveram que se retirar da cidade. Visto como o personagem central do fracasso da Quinta Cruzada, Frederico II foi excomungado da Igreja pelo papa Gregório IX.

1215.

Inocêncio III lança um novo apelo à cruzada durante o sermão de abertura do 4.° Concílio de Latrão. Será dirigida por João de Brienne, rei de Jerusalém e André II, rei da Húngria.

1216, Janeiro.

Morte de Inocêncio III.

1217, Setembro.

André II da Hungria e Leopoldo VI, duque da Áustria, desembarcam em Acre para apoiar as tropas reunidas por João de Brienne.

1217, Dezembro.

Os Francos abandonam o cerco da fortaleza do monte Tabor.

1218, 29 de Maio.

O exército de João de Brienne desembarca em Damieta.

1219.

Primeira incursão dos Mongóis de Gengis-Khan contra territórios muçulmanos.

1219, Março.

Os muçulmanos desmantelam as fortificações de Jerusalém.

1219, 5 de Novembro.

Tomada de Damieta pelos cruzados. Fuga do sultão al-Kamil.

1220, 29 de Março.

João de Brienne entra na Síria.

1221, fim de Junho.

Pelágio, legado do Papa, decide conquistar o Cairo.

1221, 30 de Agosto.

Derrota dos cristãos em Mansurá. Evacuação de Damieta



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