Os Publicanos

Os Publicanos

Os Publicanos Eram uma classe imposta aos judeus pelos dominadores romanos com a missão de lhes coletarem os impostos. Funcionários romanos, eram odiados e escorraçados. Muitos judeus se tornaram publicanos devido à rentabilidade da profissão: o chefe dos publicanos, em Roma, impunha uma taxa e distribuía aos seus subordinados que, por sua vez, quadruplicavam e repassavam as taxas, e assim sucessivamente.

Buckland afirma que havia duas espécies de publicanos: os publicanos gerais que eram responsáveis pela renda do império, frente ao Imperador, e os publicanos delegados por estes em cada província.

Os que eram considerados pelas “suas rapinas e extorsões, como ladrões e gatunos” seriam as classes inferiores dos publicanos, sendo que para tal, os publicanos gerais nomeavam nas províncias entre os próprios da nação a ser tributada.

Destarte, eram odiados entre os judeus, um judeu que cobrava impostos para nação dominadora.

Alguns estudiosos

Os Publicanos
Durante a dominação de Roma sobre a Judéia, a sociedade era dividida em várias classes, dentre estas, os publicanos eram, de uma forma geral, os responsáveis pela cobrança e arrecadação de taxas, tributos e impostos.

estabelecem que havia dois tipos de publicanos: os gerais, a quem cabia velar pelos tributos cobrados dos judeus ante o Imperador; e os representantes de cada região, designados entre as próprias populações de quem as taxas eram arrecadadas, e considerados os verdadeiros ladrões e, portanto, pecadores diante da Lei Mosaica.

De qualquer forma, eles eram alvos da ira judaica, especialmente por parte dos fariseus, mas uma coisa é certa. Eles não agiam com hipocrisia, como a classe farisaica, que tanto defendia o legado de Moisés, mas não aceitava dividir seu espaço à mesa com os publicanos.

Isto fica claro na passagem do Evangelho na qual Jesus convida o ex-publicano Mateus, anteriormente denominado Levi, para com Ele compartilhar a refeição, e é incompreendido pelos fariseus (Mt 9:11). O novo discípulo, porém, ao ser chamado pelo Messias, deixou tudo de lado, inclusive sua profissão, e seguiu a vereda cristã.

Zaqueu também era publicano e, ao ouvir as pregações do Mestre Nazareno, converteu-se ao Cristianismo e devolveu a quantia exorbitante cobrada dos judeus quando exercia seu trabalho (Lc 19: 1-10). Aliás, era o que João Batista recomendava aos cobradores de impostos quando indagavam sobre como se comportar na profissão, nunca retirar das pessoas um centavo a mais do que lhes era devido (Lc 3:12-13).

Com o tempo esta expressão foi ampliada, englobando todos os que trabalham com as finanças públicas e seus funcionários; aos poucos ela adquiriu um sentido desagradável e torpe, referindo-se a todos os servidores sem escrúpulos e aos que promovem negociatas, bem como à riqueza conquistada de forma duvidosa.

Na época de Jesus, os judeus verdadeiramente se rebelavam contra a cobrança de impostos, e convertiam este problema em princípio religioso – algo inaceitável dentro das normas estabelecidas por Moisés. Alguns hebreus chegaram mesmo a constituir um partido que detinha considerável poder, liderado por Judas, o Gaulonita, combatendo prioritariamente a arrecadação de taxas públicas.

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MS Maçom by Ivar Ximenes Lopes

Sofria grande repúdios dos fariseus.

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  1. Vale a pena mediar, sobre a passagem que destaco:(…) Segundo Lucas, o jovem rico que veio a Jesus era um homem importante. Era fariseu? Suponhamos que sim. Ele pergunta ao Mestre: «o que farei para herdar a vida eterna?». Jesus lhe responde: «Sabe os mandamentos?». Então este homem declara algo que se torna assombroso para nós: «Tudo isto tenho guardado desde a minha juventude». Jesus lhe responde: «Ainda te falta uma coisa», confirma que é verdade o que o jovem rico tem dito. Marcos diz que Jesus: «… o olhando, lhe amou». Assombroso não? Quantos de nossos jovens cristãos poderiam dizer o mesmo? Embora não sabemos exatamente se o jovem era ou não fariseu, não cabe dúvida que o jovem Saulo –que sabemos ter sido fariseu– cumpria um perfil semelhante. Em seu próprio testemunho Saulo reconhece que em sua vida de fariseu, «vivi», diz ele, «conforme a mais rigorosa seita de nossa religião… instruído aos pés de Gamaliel, estritamente conforme à lei de nossos pais, zeloso de Deus».

  2. Alguns estudiosos estabelecem que havia dois tipos de publicanos: os gerais, a quem cabia velar pelos tributos cobrados dos judeus ante o Imperador; e os representantes de cada região, designados entre as próprias populações de quem as taxas eram arrecadadas, e considerados os verdadeiros ladrões e, portanto, pecadores diante da Lei Mosaica.

    De qualquer forma, eles eram alvos da ira judaica, especialmente por parte dos fariseus, mas uma coisa é certa. Eles não agiam com hipocrisia, como a classe farisaica, que tanto defendia o legado de Moisés, mas não aceitava dividir seu espaço à mesa com os publicanos

  3. Jericó era uma cidade interessante. Ela tem captado a imaginação de muitos meninos e meninas como o local da batalha de Jericó no tempo de Josué, quando os muros caíram. A maldição sobre Jericó naquele tempo resultou em que a velha cidade nunca chegou a ser reconstruída. Porém mais tarde uma outra cidade foi construída, uma cidade moderna, que foi o lar de Zaqueu nos dias de Jesus.

    Jericó era uma bela cidade, mas era conhecida por seus publicanos e coletores de impostos. Ali, um judeu podia tomar-se um traidor de seu próprio povo, entregar-se aos romanos e então viver uma boa vida. Ali, um homem podia tornar-se rico, porque recebia uma porcentagem de sua arrecadação. E se sua arrecadação fosse grande, assim seria sua comissão. Zaqueu era não apenas um publicano, ele era chefe entre os publicanos. Ele era o diretor do Serviço de Renda Interna, uma espécie de Secretário da Fazenda para a área de Jericó.

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