Ordem do Templo

Ordem do Templo

Esta ordem começa com o candidato, um Cavaleiro de Malta, que, após exame de consciência e reflexão pede respostas adequadas para certas perguntas, procura unir-se a uma Comanderia de Cavaleiros Templários. Para testar sua fé, é direcionado para executar um determinado número de anos de peregrinação. Estando cheio de zelo e fervor, que o faz desejar realizar ações mais úteis, ele pede e é concedida a remissão. Assumindo uma obrigação mais solene ainda, e depois é obrigado a um determinado número de anos de guerra cavalheiresca, como um teste de sua coragem e constância. Tendo desempenhado satisfatoriamente a estes, ele é admitido no Asilo dos Cavaleiros Templários, onde ele é um participa de exercícios memoráveis. Acompanhando esses exercícios é realizadas leituras das Escrituras do Novo Testamento. Ele é então convocado a um tempo de penitência, em sinal de humildade. Após isso, ele sela a sua filiação na Ordem do Templo do modo mais solene, e impressionante ,finalmente e devidamente reconhecido como Valente membro da Ordem do Templo. O este corpo é chamado de Comanderia. A relevância desta sublime Ordem cristã dificilmente pode ser negligenciada. Ela fornece uma conexão viva entre a Arte Real e o cristianismo.

As Relíquias

Além das propriedades, enormes reservas de dinheiro, os Templários eram também ricos em relíquias.

As relíquias eram os restos das pessoas ou coisas que tinham sido caracterizadas nas histórias do Novo Testamento. Uma relíquia popular era naquele tempo um pedaço de madeira da cruz verdadeira — a cruz em que Jesus foi crucificado. Outra era a cabeça de S. João Batista. Os povos na idade média tinham uma adoração desesperada por relíquias, que veneravam com admiração. Mas como seria de esperar, havia uma abundância de fraudes. Diversas cabeças de João Batista estavam em circulação. E havia bastante lascas da madeira da verdadeira cruz que davam para fazer uma enormidade de crucifixos! Os Templários tinha em sua posse a coroa dos espinhos, tirada da cabeça de Cristo. Tiveram também o corpo da mártir Santa Eufémia de Chalcedon (julgava-se ter poderes de cura divinos). Tiveram uma cruz feita de um banho usado supostamente por Jesus, uma cruz de bronze feita da bacia que Jesus usava para lavar os pés dos seus discípulos na última ceia, e uma coleção apreciável de outras relíquias. O escritor popular Ian Wilson, no seu livro best-seller The Turin Shroud, é levantada a questão que eles compraram também o lençol em que Cristo foi envolvido no seu túmulo na Terra Santa. Mas a relíquia mais estimada era o próprio Santo Graal — o cálice que Jesus usou na última ceia. Era comentado que tinha sido descoberto enterrado no velho templo de Salomão em Jerusalém. No princípio do século XIII o poeta alemão Wolfram von Eschenbach visitou Outremer especialmente para aprofundar o estudo da Ordem. É verdade, admitiu ele. “Os Templários possuíam certamente o Santo Graal”. Este foi mais tarde corroborado por Trevrizent, que declarou: “é sabido que muitos formidáveis guerreiros repousam em Munsalvaesche com o Santo Graal”. A verdade remanescerá provavelmente sempre em mistério uma vez que todos os casos de Templários foram conduzidos em segredo. Todo o membro da Ordem que revelasse os procedimentos das reuniões dos Templários era punido com a expulsão. Eram proibidos de fazer cópias das estátuas dos Templários e das regras da Ordem, para não caírem nas mãos erradas. Era esta não mais do que uma aplicação do princípio de que nas épocas de guerra, ‘Conversas descuidadas custam vidas?’ Ou guardavam algum segredo mais sinistro? Muitos de seus contemporâneos acreditaram no último.

Motivos pessoais

Yvan Gobry A ambição do rei foi o principal motivo da prisão dos Templários. Felipe, o Belo foi o primeiro rei capetiano a utilizar exércitos mercenários. Precisava de dinheiro para pagá-los. Antes, os senhores armavam seus próprios cavaleiros e o rei não intervinha, financeiramente falando. Agora, o Grão-Mestre do Templo, Jacques de Molay, refugiado em Chipre, última terra cristã no Oriente, colocava à disposição um verdadeiro tesouro para financiar uma nova cruzada para reconquistar a Palestina. Quando voltou para a França, trouxe o tesouro e depositou-o na casa-mãe em Paris. Felipe, o Belo esperava colocar as mãos nessa excepcional fortuna e sobre os bens imobiliários da Ordem. Entretanto, estes últimos foram distribuídos pelo papa para a Ordem dos Hospitalários. Enquanto estavam na Palestina, os Templários não representavam nenhum perigo para a Coroa. Mas quando, terminadas as cruzadas, voltaram para a Europa Ocidental, e particularmente para a França – quatro quintos da Ordem eram franceses – o rei se viu diante de uma tropa de 30 mil homens armados que conheciam perfeitamente as artes da guerra. Os Templários poderiam facilmente ter derrubado o poder. Certamente eles não o fariam jamais, pois eram dedicados à Santa Sé, à Terra Santa e às virtudes religiosas. Motivos políticos  Georges Bordonove Em 1291, a queda de São João de Acre marcou o fim do reino de Jerusalém. Os Templários, mergulhados em seu quixotismo religioso, não pensaram de modo algum em procurar um local para se fixarem, como fizeram os cavaleiros Teutônicos na Prússia, ou os Hospitalários em Malta. A França transformou-se de Estado feudal em um Estado moderno fortemente centralizado. Felipe, desejando controlá-lo, retirou, pouco a pouco, as atribuições dos grandes senhores feudais. Com os Templários, ele descobriu um verdadeiro Estado dentro do Estado, ainda mais temível do que qualquer principado feudal subsistente. O rei, não podendo aceitá-lo, tentou obter a fusão das duas ordens religiosas-militares, Templários e Hospitalários, com o objetivo de impor um de seus filhos como Grão-Mestre à frente dessa nova Ordem. Desse modo, esperava poder controlar essas forças militares que ele temia e dispor facilmente de suas riquezas. O projeto fracassou, em grande parte devido à falta de visão de Jacques de Molay, o Grão-Mestre então em função, que não compreendeu a que perigo, ele expôs a ordem da qual era responsável. Se ele tivesse aceitado a fusão, jamais teriam ocorrido os processos contra o Templo.

itos e lendas

As histórias mais fantásticas envolvendo os templários

SANTO GRAAL

A Ordem do Templo teria sido fundada pelo Priorado do Sião e guardou o segredo da filha bastarda de Jesus Cristo. “Isso é uma invenção do anti-semita Pierre Plantard, em 1956”, afirma o historiador italiano Massimo Introvigne.

ARCA PERDIDA

Os templários supostamente escavaram o Templo de Salomão e encontraram a Arca da Aliança. E ainda teriam descoberto os segredos dos primeiros maçons. “É tudo fantasia”, garante o especialista Alain Demurger.

TESOUROS DO TEMPLO

O Manuscrito Copper, encontrado na região do mar Morto, revelaria a localização dos tesouros do Templo de Salomão e teria sido descoberto pelos templários. “É lenda”, diz o historiador Kenneth Zuckerman.

MALDIÇÃO DE MOLAY

A praga rogada por Jacques de Molay foi fulminante, matando o papa Clemente 5º e o rei Filipe, o Belo. Segundo algumas fontes, Clemente na verdade morreu de câncer, enquanto Filipe foi vítima de um derrame cerebral.

SEXTA-FEIRA 13

A crença de que a “sexta-feira 13” é um dia de azar teria surgido em 13 de outubro de 1307, data na qual ocorreu a prisão dos templários na França. Nada a ver. A primeira menção à “sexta-feira 13” é recente, de 1898.

Para saber mais

• Os Templários: Uma Cavalaria Cristã na Idade Média

Alain Demurger, Difel, 2007.

• Templários: Os Cavaleiros de Deus

Edward Burman, Nova Era, 1997.

Por dentro da ordem do templo

QUEM ERA QUEM

Os homens que defenderam Jerusalém em nome de Cristo.

Pader

Os membros combatentes da ordem, apesar de sua formação de monge, eram quase sempre analfabetos e com pouco conhecimento de teologia ou das Escrituras. Por isso, as missas, confissões e outras cerimônias religiosas eram presididas por padres que viviam nos estabelecimentos templários.

Cavaleiro

Geralmente de origem nobre, era o membro da ordem por excelência: tanto um guerreiro experiente, treinado para combater a cavalo com armadura pesada, quanto um monge ordenado, com votos de pobreza, obediência e castidade. Os cavaleiros templários nunca foram mais do que 10% dos integrantes.

Soldado

Os templários também recrutavam soldados leigos, que não eram monges e, na Terra Santa, podiam até ser cristãos de origem síria. Nenhum deles era obrigado a seguir os votos de castidade dos cavaleiros – alguns, inclusive, eram casados. Havia também irmãos leigos que realizavam tarefas domésticas.

ENTRE O BEM E O MAL

A história dos templários está associada a santos e demônios.

SANTO

São Bernardo foi o melhor amigo dos templários. Afinal, nos primórdios da ordem, eram muitos os que achavam que matar infiéis não era algo muito cristão. Ao publicar a defesa doutrinal do grupo, em 1135, Bernardo convenceu a todos da necessidade de fazer justiça pela espada. Sobrinho de um membro da ordem, foi cavaleiro antes de seguir carreira religiosa. Morreu em 1153 e virou santo 20 anos mais tarde.

DEMÔNIO

Um dos símbolos mais enigmáticos associados aos templários é o de Baphomet. “O nome vem de Maomé”, diz o historiador Malcolm Barber. Seria a encarnação do Diabo. Para outros estudiosos, contudo, representaria os santos dos primórdios da Igreja. Na Idade Média, prevaleceu a versão mais sinistra. Os templários empregariam a figura em seus ritos. Mas tudo não passa de uma lenda, jamais comprovada.

INFÂMIA SECULAR

A insígnia da Ordem do Templo – dois cavaleiros dividindo a mesma sela – acabou sendo usada para difamar os templários, acusados de homossexualidade e outras práticas mundanas nos anos finais da cavalaria. Na verdade, o emblema simbolizava humildade: a pobreza não permitiria uma montaria para cada cavaleiro.

FOLHA CORRIDA

Fundação: 1119, em Jerusalém.

Fundador: Hugo de Payns.

Integrantes: aproximadamente 15 mil homens no início do século 13.

Patrimônio: 9 mil propriedades espalhadas pela Europa no século 13 (US$ 160 bilhões em valores atuais*).

Extinção: 3 de abril de 1312.

* Cálculo da Associação do Templo de Cristo.



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