Pantanal do MS

O Pantanal Matogrossense

Pantanal do MS
O Pantanal não é apenas um. Estudos efetuados pela Embrapa Pantanal identificam 11 pantanais, cada um com características próprias de solo, vegetação e clima: Cáceres, Poconé, Barão de Melgaço, Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia, Abobral, Aquidauana, Miranda, Nabileque e Porto Murtinho.

O Pantanal Matogrossense, a maior região alagável do mundo, que abrange parte dos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é hoje uma das áreas mais importantes para pesquisadores, atividades turísticas e para a pecuária no País.

 Ocupando uma área de 140 mil km2, o Pantanal, como seu ciclo especial de águas, que transforma durante boa parte do ano imensas planícies em áreas semi-alagadas, abriga uma fauna riquíssima, que o governo nos últimos anos tem procurado proteger, como é o caso dos jacarés e aves das mais diferentes espécies.

Esse ecossistema delicado e extremamente complexo tem sofrido com o desmatamento ao longo das margens dos rios que cortam a região, todos eles ligados à bacia hidrográfica do rio Paraguai. Os garimpos de ouro e diamante também causam assoreamento de rios que chegam ao Pantanal, especialmente no Mato Grosso, onde a atividade garimpeira tem sido mais intensa.

Problemas à parte, a região do Pantanal, cada vez mais, desperta a atenção, não apenas pelos aspectos que envolvem seu ecossistema original, mas também pelas especificidades do homem pantaneiro, acostumado a vencer as longas distâncias entre fazendas de gado, cruzando áreas alagadas.

A colonização chegou à região no século XVIII, através dos rios Tietê, Paraná e Paraguai. Eram aventureiros à procura de ouro. Com o declínio desse tipo de exploração, o homem do Pantanal acabou consolidando fazendas de pecuária extensiva, atividade que se adapta bem à região, com suas imensas pastagens naturais.

As dificuldades de acesso aos grandes centros brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo, acabaram fazendo com que a população local tivesse mais contato, até o início do século, com o Paraguai, Argentina e Uruguai. Com isso, o pantaneiro acabou absorvendo traços culturais dos países vizinhos, inclusive um sotaque de forte influência espanhola nas áreas mais próximas da fronteira.

Esse imenso delta interno entre o planalto central brasileiro e a cordilheira dos Andes tem características que misturam espécies da fauna e flora típicas da Amazônia e das áreas do cerrado. No Brasil concentra-se 80% do Pantanal e o restante desse ecossistema distribui-se entre Bolívia e Paraguai.

Tanto no Brasil quanto nos países vizinhos, estudos científicos mais sistemáticos sobre a região somente começaram a se desenvolver nas últimas décadas. Na verdade, os próprios cientistas reconhecem que pouco se sabe sobre a fauna e a floradopantanal,que já sentem os efeitos das destruição do homem ao meio ambiente.

Paisagens – Quem chega à região do Pantanal depara-se com quadros diversificados. A presença constante de animais, principalmente aves, encanta o visitante. Cerca de 650 espécies de aves povoam a região. Répteis como o jacaré caiman, são encontrados em abundância, espalhados pelos rios, lagos e baías.

É a maior concentração faunística de todas as Américas. Grandes bandos de capivaras, o maior roedor do mundo, podem ser observados com extrema facilidade, ao lado de alguns cervos do Pantanal. Já a ariranha, antes comum em toda a região, não tem sido mais encontrada devido à enorme pressão da caça ilegal e predatória a que foi e continua sendo submetida, principalmente pelo elevado valor de sua pele.
O jacaré também tem sido alvo de caçadores – sua pele tem grande valor no mercado internacional e sua carne é apreciada. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem investido na repressão à caça predatória, embora esta seja uma tarefa difícil, tendo em vista que são inúmeros os rios e lagoas espalhados no Pantanal.

A região é um convite à pesca. São cerca de 230 espécies de peixes, destacando-se a piranha, o pintado, o pacu, o curimbatã e o dourado. A proteção dos peixes é outro desafio. Especialmente na época da desova, quando as fêmeas sobem os rios até as cabeceiras, a luta contra a pesca predatória torna-se mais intensa.

Rio, como o Miranda, no Mato Grosso do Sul, são alvos fáceis de donos de frigoríficos que perseguem os cardumes de peixes, pescados facilmente com tarrafas. O espetáculo da piracema, como o fenômeno da desova é conhecido, impressiona a quem o assiste. Alguns cardumes que sobem o rio, vindos do rio Paraguai, nadam na superficie da água. Os dorsos prateados ou dourados dos peixes compõem uma cena de beleza ímpar, já que alguns cardumes ocupam praticamente toda a extensão visível do rio.

Ecologistas preocupados com o destino do Pantanal, defendem a necessidade de um manejo integrado para garantir a saúde desse ecossistema. Além dos problemas da caça indiscriminada e da ocupação das margens dos rios por garimpos e fazendas, os técnicos querem mais medidas para organizar o fluxo de turismo para a região. Lembram, por exemplo, que tem sido comum o atropelamento de animais ao longo da rodovia Transpantaneira. Além disso, carros e ônibus costumam chegar muito próximos de ninhais ou viveiros.

A região do Pantanal – 80% localizada no Brasil e 20% em terras bolivianas e paraguaias.



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