O Homem Invencível

O Homem Invencível

A Teoria de Stº Agostinho: O Homem Invencível

Invencível é aquele que ama a Deus a ao Próximo

O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.” (Madre Tereza de Calcutá)

“Não poderá ser vencido por homem algum aquele que vence suas próprias paixões. Com efeito, não será vencido senão aquele a quem o adversário lhe arrebata as coisas que ele ama. Então, aquele que ama somente aquilo que não pode ser arrebatado, é incontestávelmente invencível. E nem poderá ser atormentado por invejoso algum. Além do que, se ele vê os outros chegarem até ao objeto de seu amor para amá-lo igualmente, e participar desse amor, felicita-os generosamente. Ele ama a DEUS, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu espírito. E ama a seu próximo como a si mesmo. Não sente inveja alguma, caso os outros se tornem iguais ao que ele mesmo é. Ajuda-os, quanto pode. Nem poderá tambem pouco lhe ver arrebatado esse próximo a quem ama, como a si mesmo. O que ama nele, não é o cai sob seus olhos, ou sob os outros sentidos corporais. Ele possui dentro de si aquele a quem ama como a si mesmo.

Eis a regra da dileção(caridade): querer também para o outro o bem que se quer para si. E não querer para ele, o mal que não se quer para si mesmo. E isso serve para todos os homens, porque não se deve fazer o mal a ninguém: “A caridade não pratica o mal contra o próximo“(Rm 13:10).

Amemos, pois, como nos é ordenado, mesmo a nossos inimigos se quisermos ser invencíveis. Mas ninguém torna-se invencível por si mesmo. Só graças a essa lei imutável(JESUS) que liberta a todos que a seguem. Assim, o que faz os homens invencíveis e perfeitos é somente o fato de eles poderem amar. E isso não lhes poderá ser arrebatado.

Se um homem ama a seu semelhante não como a si mesmo, mas como a um animal de carga; ou como gosta do seu banho; ou da plumagem ou do canto de um pássaro; isto é, ama só para obter algum prazer ou vantagem temporal, é fatal ele se tornar escravo – não de homem, mas do que é pior ainda – ou do vício vergonhoso e abominável de não amar o outro como ele deve ser amado. É debaixo da tirania de semelhante vício que ele será arrastado para a pior das vidas, ou antes, para a morte.” (Santo Agostinho – De vera Religione – A verdadeira Religião – Cáp 46)



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