Nilo Procópio Peçanha

Nilo Procópio Peçanha 23/07/1917 a 24/09/1919 (Efetivo)

NILO PEÇANHA, nascido a 2 de outubro de 1867, num pequeno sítio no Morro do Coco, em Campos (RJ), e falecido a 31 de março de 1924, foi político, ministro de Estado e vice-presidente da República, tendo exercido a presidência.

Em Campos. estudou no Liceu de Humanidades, ao mesmo tempo em que escrevia para “A Gazeta doPovo” e para a revista “Aurora”, de artes e letras. No Colégio Alberto Brandão, na capital do império, completou o curso de Humanidades e, certa vez, distribuiu, entre os colegas, um artigo que escrevera e que mandara imprimir, onde, entre outras coisas, afirmava: “A República e a Abolição são irmãs gêmeas; p recisamos, desde já, organizar socialmente o nosso povo”. Isso mostrava que a República e a Abolição constituíam, desde então, o centro de suas atividades.

Tendo iniciado o curso de Direito em S. Paulo, bacharelou-se pela Faculdade do Recife, em 1887. Estabelecido em Campos, montou banca de advocacia e fundou o Clube Republicano da cidade. Com o advento da república, elegeu-se deputado à Constituinte. Foi senador, em 1903, elegendo-se, a seguir, presidente do Estado do Rio. Na época, já era maçom, pois fora iniciado na Loja “GANGANELLI DO RIO”, a 11 de outubro de 1901.

Em 1906, era eleito vice-presidente da República e, a 14 de junho de 1909, com a morte do presidente Afonso Pena, assumia a chefia do governo, para completar o mandato, até 15 de novembro de 1910. Apesar de seu curto período na presidência, conseguiu executar uma boa gestão, inaugurando o ensino técnico-profissional no pais, organizando o Ministério da Agricultura e tentando a implantação da grande siderurgia, ao proceder aos primeiros estudos neste sentido.

Em 1914, voltaria à presidência do Estado do Rio, não completando o mandato, pois assumiu o Ministério das Relações Exteriores, em maio de 1917, desfazendo, então, o clima de “neutralidade suspeita”, ao determinar o reconhecimento do estado de guerra entre o Brasil e a Alemanha. Em 1918, foi novamente eleito para o Senado e, em 1921, liderou o movimento da Reação Republicana, candidatando-se à presi dência da República, conta Arthur Bernardes, que era o candidato das forças majoritárias. Nessa época, as classes armadas achavam-se em estado de agitação, devido a certas cartas, atribuídas a Bernardes, contendo insultos ao Exército e que, posteriormente, verificou-se ser obra do falsário Oldemar Lacerda. O Clube Militar, sob a presidência do marechal Hermes, tomou-se o centro da agitação e a questão culminaria com o fechamento do Clube e com a prisão de Hermes, fatos que levariam ao chamado “episódio dos Dezoito do Forte”, no movimento revolucionário de 1922.

Como conseqüência disso, Nilo sofreu prisão domiciliar, apesar de ser senador e de gozar de imunidades. E isso porque, quando se realizaram as eleições, a 10. de março de 1922, era inevitável a sua vitória, a não ser que houvesse fraude, pois ele tinha o apoio dos principais Estados. Mas houve fraude, como era costume na República Velha, e o Congresso proclamou a vitória de Bernardes.

Às vésperas da posse de Bernardes, Nilo Peçanha escrevia, em manifesto à nação: “Eu, pelo menos, não me renderei; e hei de manter essa atitude, isolado que fique, destinando os poucos anos que me restam de vida à obra de regeneração da República”. Altivo, como sempre, ele serviu de exemplo para que, anos depois, se tentasse salvar o regime, que se deteriorava na mão de oligarquias.
fonte http://www.nilopecanha.org.br/nilo.php

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Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades...
Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades…


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