Manuscritos

Monarquia Inglesa e a Maçonaria

Monarquia Inglesa e a Maçonaria

Ascendeu ao trono da Inglaterra, Henrique VII, iniciador da dinastia Tudor. A nova dinastia, cujos principais representantes foram Henrique VIII (1509 a 1547) e Elizabeth I (1558 a 1603), estabeleceu um regime monárquico absolutista.

Manuscritos
Entre 1390 e 1723 encontramos nada menos do que 130 manuscritos relatando os usos e costumes, ritos e histórias da Maçonaria operativa. Dentro destes, existe consenso entre os investigadores, sobre alguns textos fundamentais, nomeadamente o denominado Regius da região de Gloucester, escrito em forma de poema e datado de 1390. O documento Cooke, da região de Oxford, datado de 1410. Outro manuscrito, denominado Grand Lodge, da região de York, data de 1583. Contudo os textos mais elaborados e completos, são os das corporações de York e de Edimburgo, embora este muito mais fragmentado

A afirmação do absolutismo foi facilitada com a reforma religiosa. O rompimento com Roma se deu por ocasião da questão surgida em torno do divórcio entre Henrique VIII e Catarina de Aragão. O soberano inglês, desejando casar-se com Ana Bolena, solicitou ao Papa Clemente VII a anulação do seu casamento com aquela que só lhe dera filhas. A recusa do Papa levou o monarca a proclamar o Ato de Supremacia, em 1534, homologado pelo Parlamento, que colocou a religião da Inglaterra sob a autoridade monárquica. Henrique VIII passou a se interessar pelo movimento reformista religioso que se difundia na Europa, por ele nutrindo simpatia crescente.

Elizabeth I intensificou o apoio de seu antecessor ao protestantismo e com ela no trono a Igreja Anglicana implantou-se definitivamente com suas características; um misto de crenças calvinistas, apoiadas sobre a organização de parte do catolicismo, conforme foi estabelecido no

Ato dos 39 Artigos em 1563. Impulsionada por esse sentimento religioso expansionista, a monarquia tentou intervir na Igreja Presbiteriana da Escócia, para enfraquecer a seita. A iniciativa fez eclodir uma guerra civil, forçando o Rei da Inglaterra a reunir o Parlamento para pedir recursos. A oposição no Parlamento resistiu ao pedido, derrotando a concessão. O Rei mandou prender líderes oposicionistas e esses desencadearam um movimento revolucionário, conhecido como Revolução Puritana.

A maioria no Parlamento, liderada por Oliver Cromwell, pertencente ao puritanismo, venceu e mandou aprisionar e decapitar o Rei, proclamou a República e designou Cromwell para governar, como Lorde Protetor.

Com a morte de Cromwell em 1658, abriu-se um período de crise institucional, que conduziu à restauração da dinastia dos Stuart; Carlos II em

1660 e Jaime II em 1685. Jaime II pretendeu restabelecer a primazia da religião católica, desprezando a preferência da maioria protestante. Foi facilmente vencido pela burguesia capitalista e pelos mercadores da cidade de Londres, na chamada Revolução Gloriosa de 1688. O Parlamento saiu fortalecido. Todavia, o povo não sentiu-se vitorioso, pois considerou a Revolução Gloriosa um movimento aristocrático.

Foi a época em que evoluíram liberalidades, em resposta à rigidez do puritanismo, e eclodiram as polêmicas religiosas. Emergiu o caos dos costumes. Os dogmas foram atacados e ridicularizados. A religião sofre na Inglaterra o seu maior período de retrocesso. Uma reação foi necessária para neutralizar o avanço da corrupção e da libertinagem.

 Surgiram a partir de 1700, numerosas “sociedades para a reforma da conduta”, como foram intituladas na época. Com atuação firme e eficiente elas mobilizaram os setores mais conservadores do povo inglês e empenharam-se em reconduzi-lo ao sentimento de respeito pelos seus antigos princípios éticos e morais.

A maçonaria profissional, denominada entre os maçons, operativa, se integrou no movimento. Depois de um período de progresso proporcionado pelas frentes de trabalho criadas pelo incêndio em Londres, em 1666, voltara a entrar em decadência também. Perdera grande parte do seu caráter original e se transformara em mera fraternidade de socorros mútuos, adotando postura voltada para o culto a Deus e a preservação de uma mensagem de moral natural, de tolerância e de fraternidade.

As Lojas das Corporações de Ofício procuraram meios para sobreviverem à crescente precariedade de sua situação funcional e financeira e abriram suas portas para profissionais de áreas estranhas à construção, os aceitos. Essas entidades se transformaram em cultos de incentivo à religiosidade e ao aprimoramento dos valores relativos à cidade.

As atividades das sociedades para a reforma da conduta, constituídas predominantemente pela burguesia, visaram principalmente as massas, pois não se sentiam encorajadas a criticar os costumes da nobreza inglesa.

A maçonaria continuou sendo procurada por interessados provenientes de variados setores da sociedade britânica. O processo transformou a maçonaria operativa em especulativa, quando a maioria em cada Loja foi formada por nobres, intelectuais e representantes de outras atividades profissionais. Essa nova maçonaria foi incumbida de atuar junto às classes superiores, visando melhores resultados na campanha de melhoria da conduta social. Foi o período que antecedeu a fundação da Grande Loja, em Londres, com base nos preceitos do anglicanismo e do simbolismo influenciado pelo iluminismo cientificista.

MS Maçom,

Ivair Ximenes Lopes

Fonte : Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul

http://www.glojars.org.br



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  1. LUIZ FELIPE PONDc9 A oligarquia de eurseqdaO jarge3o por uma sociedade mais justa pode ser falado pelo pior dos canalhasVOCca ACREDITA em justie7a social? Tenho minhas dfavidas. Engasgou? Como pode algue9m ne3o crer em justie7a social? Calma, je1 explico. Quem em se3 conscieancia seria contra uma vida menos ruim ? Ne3o eu. Mas cuidado: o jarge3o por uma sociedade mais justa pode ser falado pelo pior dos canalhas. Assim como dizer vou fazer mais escolas , dizer sou por uma sociedade mais justa pode ser golpe.Alie1s, que invase3o de privacidade e9 essa propaganda poledtica gratuita na meddia, ne3o? O desgrae7ado comum, indo pro trabalho no tre2nsito, querendo um pouco de mfasica pra aliviar seu dia a dia, e9 obrigado a ouvir a palhae7ada sem grae7a dos candidatos. Ou o blablable1 compenetrado de quem se acha se9rio e acredita que sou obrigado a ouvi-lo.Mas voltando e0 justie7a social, proponho a leitura do filf3sofo escoceas David Hume (se9culo 18), An Enquiry Concerning the Principles of Morals, Section III . Ce9tico e irf4nico, Hume foi um dos maiores filf3sofos modernos. c9 conhecida sua ironia para com a ideia de justie7a social. Ele a comparava aos deledrios dos criste3os puritanos de sua e9poca em busca de uma vida pura. Para Hume, os defensores de um crite9rio racional de justie7a social eram te3o fane1ticos quanto os fane1ticos da fe9.Sua credtica visava a possibilidade de nf3s termos crite9rios claros do que seria justo socialmente. Mas ele tambe9m duvidava de quem estabeleceria essa justie7a criteriosa e de como se estabeleceria esse paraedso de justie7a social no mundo. Se vocea falar em educae7e3o e safade, e9 fe1cil, mas e quando vamos ale9m disso no projeto de justie7a social ? Aqui e9 que a coisa pega.Mas antes da pergunta o que e9 justie7a social? , podemos perguntar quem seriam os paladinos da justie7a social . Seria gente honesta? Ou aproveitadores do patrimf4nio dos outros e da mate9ria bruta da infelicidade humana , ansiosos por fazer seus prf3prios patrimf4nios e0 custa do roubo do fruto do trabalho alheio em nome da justie7a social ? Humm A semelhane7a dos hipf3critas da fe9 que falavam em nome da justie7a divina para roubar sua alma, esses hipf3critas falariam em nome da justie7a social para roubar vocea. Ambas abstratas e inefe1veis, por isso mesmo excelentes ferramentas para aproveitadores e mentirosos, as justie7as divina e social seriam armas poderosas de retf3rica autorite1ria e mau-care1ter.Suspeito de que se Hume vivesse hoje entre nf3s, faria credticas semelhantes e0 oligarquia de eurseqda que se apoderou da me1quina do governo brasileiro manipulando uma linguagem de justie7a social : controle da meddia, das escolas, dos direitos autorais, das opinif5es, da distribuie7e3o de vagas nas universidades, tudo em nome da justie7a social . Ataca-se assim, o corae7e3o da vida inteligente: o pensamento e suas formas materiais de produe7e3o e distribuie7e3o.A tendeancia autorite1ria da poledtica nacional espanta as almas menos cegas ou menos hipf3critas. A oligarquia de eurseqda associa as pre1ticas das velhas oligarquias ao maior estelionato da histf3ria poledtica moderna: a ideia de fazer justie7a social a custa do trabalho (econf4mico e intelectual) alheio.Outro filf3sofo brite2nico, Locke (se9culo 17), chamava a atene7e3o para o fato de que sem propriedade privada ne3o haveria qualquer liberdade possedvel no mundo porque liberdade, quando arrancada de sua raiz concreta, a propriedade privada (isto e9, o fruto do seu esfore7o pessoal e livre e que ningue9m pode tomar), seria irreal.Instalando-se num ambiente antes ocupado pela oligarquia nordestina, brutal e coronelista, e sua aliada, a chique oligarquia industrial paulista, os paladinos da justie7a social se apoderam dos mecanismos de controle da sociedade e passam a produzir sucessores e sucessoras tirando-os da cartola, fazendo uso da mais abusiva retf3rica e me1quina de propaganda.Engana-se quem acha que propriedade privada seja apenas sua casa . Ne3o, a primeira propriedade privada que existe e9 invisedvel: sua alma, seu espedrito, suas ideias. c9 sobre elas que a oligarquia de eurseqda avane7a a passos largos. Em nome da justie7a social ela silenciare1 todos.

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