Moises sarça

Maravilhoso fenômeno da sarça ardente II

Maravilhoso fenômeno da sarça ardente II

Moises sarça
O fogo simboliza o amor intenso que todo judeu sente por seu Criador. E o fato do fogo não consumir a sarça significa que este amor é eterno, constante e sempre presente, em qualquer circunstância da vida. Nossos sábios ensinam que um judeu não pode e nem deseja, de modo algum, distanciar-se de D’us. Ele está ligado e entrelaçado, por sua própria essência, com a essência de Seu Criador – um arbusto ardente que não se consome.
O maravilhoso fenômeno da sarça ardente
por Rabino Avraham Cohen
A ordem Divina de remover os calçados ensina como um líder de nosso povo de Israel deve agir com seus irmãos. Os sapatos têm importante função, já o sabemos. Protegem-nos dos percalços do caminho, tornando ilesa a nossa caminhada. Descalços, os pés, ficam expostos, e qualquer pedra em nosso caminho pode ferir-nos ou causar dor.

Metaforicamente, um líder do Povo Judeu não pode “andar de sapatos”, sempre protegido. Isto o tornaria indiferente e apático em relação a seus irmãos. Ao assumir o comando, deve “tirar os sapatos” e sentir a dor e o clamor de cada um dos judeus. Ele deve procurar entender os problemas de seus irmãos e tentar resolvê-los o mais rápido e da melhor maneira possível.

Somente após receber tais ensinamentos, Moshé estaria apto para trazer a redenção a seus irmãos, liderando seu povo até a Terra Prometida. Na realidade, Moshé já possuía todas essas qualidades, daí ter sido eleito por D’us para conduzir seu povo. Contudo, estes ensinamentos eram necessários para os futuros líderes da Nação Judaica.

Um comportamento exemplar

Os comentaristas se perguntam: por que Moshé, o pastor, teve que conduzir o rebanho ao deserto, bem longe da cidade? Não seria mais fácil apascentar perto de casa, sem viagens penosas e longínquas? A resposta é que Moshé estava preocupado em não furtar as propriedades alheias, nem se aproveitar ou prejudicar os bens de seus semelhantes. Por isso fez questão de se afastar até o deserto, certamente terra de ninguém. Este é o respeito e a consideração que Moshé tinha por seus semelhantes.

O Zohar chama Moshé Rabenu de “Raya Mehemna” – o pastor fiel, porque ele sabia como conduzir o rebanho e se preocupava com os mínimos detalhes de seu bem-estar. O Midrash descreve como Moshé agia na hora de apascentar o rebanho. Ele o dividia em três grupos: pequenos, idosos e jovens, cercando-os a todos. Ao pastar, ele liberava primeiro os pequeninos. Por ter ainda dentes frágeis, eles teriam o privilégio de comer o pasto mais tenro. Em seguida soltava os mais velhos, que, por sua idade, também necessitavam de grama branda. E, por último, tocava os jovens, já fortes para mastigar a grama dura.

Ao ver o cuidado de Moshé com seu rebanho, o Eterno disse: “Preciso um pastor como este para o Meu rebanho – o povo de Israel. Alguém que se preocupe com cada indivíduo, pessoalmente, e analise a força e a capacidade de cada integrante de seu rebanho. Um verdadeiro líder se preocupa não somente com o coletivo, mas especialmente com o individual.” Foi assim que Moshé se transformou em Moshé Rabenu, “Raya Mehemna”- o pastor fiel!



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  1. Numa Interpretação sob os olhos da Torá.

    Com o fogo que ardia no interior do arbusto, o Todo Poderoso pretendia fazer ver a Moshé que sempre há um outro aspecto, ao nosso redor, que não é visto por nós. A Presença Divina estava na sarça ardente e, assim como o arbusto, não havia sido consumido pelas chamas, o terrível sofrimento dos Filhos de Israel no Egito não seria capaz de destruí-los.

    Mas, por que foi tão difícil para Moshé entender o sofrimento e a aflição do exílio como um estágio indispensável no plano-mestre de D’us? A resposta está implícita na ordem de D’us ao profeta: “Tira o calçado de teus pés”. Os calçados nos protegem e nos atrapalham, ao mesmo tempo. De um lado, facilitam nossa caminhada qualquer que seja o terreno; mas, de outro, prendem-nos os pés, cerceiam a liberdade de nossos dedos.

    A parte física do homem tem um efeito similar. Se, de um lado, este invólucro material permite que a alma funcione neste mundo físico, do outro, obscurece a percepção espiritual do ser humano. O exílio parecia inexplicável a Moshé porque ele ainda “calçava seus sapatos”. Porque, por assim dizer, ele apenas enxergava o sofrimento dos Filhos de Israel no Egito com os olhos de um mortal. Então D’us ordenou “remove teu calçado!” Era como se dissesse: “Transcende a tua existência física! Olha com os olhos da alma! Observa como a sarça ardente não é consumida! E, assim como a sarça não foi destruída, tampouco o será o Povo de Israel. “A visão do arbusto ardente é a promessa de que a Presença Divina estará sempre atuando na História e de que é Ele quem, em todas as épocas, planeja e conduz a história do Povo de Israel.
    Há um outro ponto a ser interpretado nesta revelação impar, diretamente ligado à liderança de Moshé Rabenu. Com aquela demonstração, o Todo Poderoso deu-lhe as diretrizes do comportamento e da ação dignos de um líder do povo de Israel.

    O arbusto simboliza o judeu. A primeira orientação de como se deve comportar um verdadeiro líder do Povo Judeu é saber valorizar cada judeu, individualmente; desde o mais simples, desde aquele que parece não possuir nenhuma qualidade, nenhum conhecimento intelectual. Este judeu sem virtudes aparentes possui algo de extremo valor – uma alma Divina. Representada pelo fogo que ardia dentro do arbusto

  2. No livro de Êxodo, capitulo 03 fala sobre a visão da Sarça Ardente de Moisés quando estava no monte Horebe (sinai). Além da grande manifestação do poder de Deus em não deixar que as chamas consumissem a sarça temos outros fatores para analisar.

    Começando pelo verso 01 Moisés chegou ao monte Horebe (sinai) o Senhor se revelou a ele, ou seja, quando Moisés estava no monte Deus falou com ele. Podemos aprender então que sempre que subimos ao monte Deus se revela a nós. Subir ao monte significa deixar as coisas naturais para o lado (ainda que por alguns momentos) e buscar a face de Deus.

    Trazendo para nossa vida prática é quando deixamos os problemas para buscar a face de Deus. Ninguém pode entrar na presença de Deus se não se concentrar e ficar livre para Ele, não estou sendo hipócrita eu também tenho problemas e sei como é difícil esquecer deles mesmo quando estou na igreja. Contudo preciso entender que depois de estar na presença de Deus terei melhores condições de enfrentar qualquer problema. Como pastor vejo todos os dias pessoas que procuram a igreja, mas não limpam suas mentes para o agir de Deus. Eu sei que não é fácil, mas é preciso esquecer dos problemas e buscar unicamente a face de Deus.

    Deus se revela a Moisés em uma sarça de fogo ardente (verso 02). Sarça é planta espinhosa da família das fabáceas do gênero Acácia. O mesmo das árvores conhecidas genericamente no Brasil pelo vernáculo “Jurema”. A sarça era comum naquela região, naturalmente nenhuma sarça chamou a atenção de Moisés (em especial), senão aquela que queimava.

    O fogo simboliza a Glória de Deus (Êxodo cap 24 vs. 17), é simbolo do Espírito Santo de Deus. O fogo ilumina, aquece, purifica, transforma, entre outras características. Enquanto a sarça é o homem comum. Como eu ia dizendo nenhuma sarça chamou a atenção de Moisés, senão a que queimava.

    GeroBal Quiroz

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