Maomé

Maomé

Como figura política, Maomé unificou várias tribos Árabes o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da pérsia até á Península Ibérica. Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim um ser humano; contudo entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos nascido em Meca, Maomé foi durante muito tempo um mercador e viajou extensas viagens no contexto do seu trabalho. Tinha por hábito retirar-se para meditar e orar nos montes perto de Meca. Os muçulmanos acreditam que em 610, quando Maomé tinha quarenta anos,enquanto realizava um desses retiros espirituais numa das cavernas do Monte Hira, foi visitado pelo anjo Gabriel que lhe ordenou que recitasse uns versos enviados por Deus, e comunicou que Deus o havia escolhido como o profeta enviado á humanidade.

i127735Maomé deu ouvidos á mensagem do anjo e, após sua morte, estes versos foram reunidos e integrados no Alcorão, durante o califado de Abu Bakar. Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos Árabes. Em vês disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos. Muitos habitantes de Meca rejeitaram a sua mensagem e começaram a persegui-lo bem como os seus seguidores. Em 622 Maomé foi obrigado a abandonar Meca, numa migração conhecida como a (Hijra), tendo se mudado para Yatthrib (atualmente Medina). Nesta cidade, Maomé tornou-se o chefe da primeira comunidade muçulmana. Seguiraram-se uns anos de batalhas entre os habitantes de Meca e Medina, que se saldaram em vitória por parte de Maomé e seus seguidores, A organização militar criada durante as batalhas foi usada para derrotar as tribos da Arábia. Por altura da sua morte, Maomé tinha unificado praticamente o território sob o signo de uma nova religião, o Islão…

Em Março de 624 Maomé preparou um ataque a uma caravana de Meca que regressava da Síria. A caravana liderada por Abu Sifian (líder do clã Omiada),conseguiu enganar os muçulmanos contudo,Abu Jahal de Meca (líder do clã Makhzum)que se tinha oposto a Maomé e organizado um boicote contra o clã Hachenita,pretendia ensinar-lhe uma lição.A 15 de Março de 6442, próximo de um lugar chamado Badr, as duas forças colidem e apesar de serem apenas 300 mal equipados contra 800 Mequenses melhores equipados na batalha, os Muçulmanos tiveram sucesso, matando pelo menos 45 naturais de Meca, incluindo Abu Jahl, e tomado 70 prisioneiro, com apenas 14 baixas muçulmanas. Para os Muçulmanos a vitória foi encarada como uma confirmação da missão profética de Maomé. Muitos habitantes de Medina converteram-se ao Islã e Maomé tornou-se de facto o governador da cidade. Várias e importantes alianças pelo casamento ocorreram nesta altura. Das filhas de Maomé, Fátima casou com (Ali que seria mais tarde o quarto califa) e Umm Kulthum casou com Otman (o terceiro califa).

SUFISMO

Enciclopédias e muitos autores definem o sufismo como uma seita mística muçulmana. Esse é o primeiro equívoco controverso que alimenta o mistério em torno dessa Irmandade tão enigmática. Fontes da Tradição afirmam que o sufismo é muitíssimo mais antigo que o Islã. Também afirmam que suas doutrinas e práticas estão infiltradas em muitas religiões, outras Irmandades, diferentes culturas e sua origem está situada milhares de anos no passado. Reivindicam um passado de 70 mil anos! Antes do Dilúvio sumério, do Noé-Gilgamesh.Os membros da Irmandade Sufi foram ou são conhecidos por nomes outros: Amigos da Verdade, os Construtores, os Mestres, [como os maçons], Povo do Caminho [como os Essênios pré-Cristãos] e muitas outras denominações que circularam como sinônimas ─ muito antes da religião muçulmana ser inventada pelas elites árabes de meados do primeiro milênio, necessitadas de uma força de coesão política que fizesse frente aos avanços territoriais e culturais da civilização cristã-ocidental.

A Irmandade já existia em Medina quando Muhammad, precursor do Islã, apareceu com seu discurso muito inflamado e mal articulado [no século VII d.C. anos 600]. Todavia, foi na época do alvorecer do Islã que os Irmãos Mestres Construtores adotaram a denominação Sufi, depois de um juramento de fidelidade à causa muçulmana em circunstâncias semelhantes àquelas que constrangeram o mestre Galileu noVaticano e se retratar e admitir que o globo é plano! Ou seja: Diga o que Eles querem e salve sua vida.O significado de Sufi ─ [árabe: تصوف, tasawwuf; persa: صوفی‌گری Sufi gari] É uma questão que tem sido discutida pelos lingüistas. A origem do termo é incerta, entre o persa e aramaico, o árabe e o grego. São vários os significados atribuídos à palavra: uma túnica semelhante à de Jesus; puros; pela corruptela de shopiapara significar sábios; contração de Ain-Soph, da Cabala judaica – a Incognoscível Sabedoria que é compartilhada por todas as religiões. O problema dos filólogos ocidentais é compreender a face oculta escrita dos povos do Oriente Médio e Ásia Menor.

Os árabes, assim como os judeus, associam seus fonemas a números permitindo uma complexa riqueza de significados em torno de uma só palavra. Em O Sobrenatural Através dos Tempos, Keep esclarece: A linguagem secreta dos antigos se baseava numa interessante correlação entre letras e números… No idioma árabe havia mil equivalentes números para diversos conjuntos de letras ou fonemas enquanto no idioma hebraico havia 400 números equivalentes.

Sendo assim, os árabes e os hebreus transformavam letras em números e vice-versa, ocultando no texto determinada mensagens… [Em Os Sufis, Idries Shah Apud Keep ─ 1924-1996 indiano, descendente de afegãos, mestre da tradição Sufi, explica]:[Analisemos] a misteriosa palavra Sufi… Decodificada [segundo a relação letras-números, obtemos]: S=90; W=6 F=80; Y=10, [swfy]. Estas são as consoantes usadas na grafia da palavra. [Os números somados totalizam 186. Decodificando temos centenas, dezenas e unidades: 100, 80, 6. Estes números são, por sua vez, associados aos seus equivalentes: 100=Q, 80=F, 6=V].

Estas letras podem ser re-arrumadas de modos diversos para formar raízes de três letras[fonemas e monossílabos] em árabe, todas [os] indicativas [os] de algum aspecto do Sufismo. A principal interpretação é FUQ, que significa: Acima transcendente. Em conseqüência disso, chama-se ao sufismo filosofia transcendente. Os sufis também são chamados dervixes. Tradição Árabe de Origem Desconhecida ─ Porém, os Sufis conseguem ser mais misteriosos que a metafísica Fraternidade Branca, com a qual, dizem, os sufis também mantêm ligações. Como mencionado acima, os Sufis são quase sempre associados ao Islã, mas isso decorre do fato de que o encontro da mística árabe mais antiga com a nova religião do pseudo-profeta Maomé ou Muhammad [570-632 d.C] exigiu dos Adeptos o supra-sumo da sabedoria diplomática para manter suas tradições debaixo dos olhos repressivosdo fanatismo muçulmanos Embora a maioria das fontes insistam em datar o Sufismo como contemporâneo ao Islã, a tradição registrada pelos estudiosos sempre negou esta relação.

O Sufismo jamais foi uma corrente mística do Islã e tanto é assim que os adeptos do sufismo foram, inúmeras vezes e em diferentes países perseguidos [e não raro, presos, castigados ou mortos] pelas autoridades islâmicas. Sobre a sabedoria dos Sufis, Keep escreve: A coletânea de contos árabes chamadas As Mil e Uma Noites escondem por trás de sua aparência ingênua uma sabedoria milenar. Esta sabedoria é conhecida pelonome de sufismo, tradição de origem árabe desconhecida, mas que reconhece em Hermes Trimegisto e Zoroastro alguns de seus primeiros mestres. O sufismo não é uma religião, mas é o conhecimento existente em todas as religiões.

Por isso, seus praticantes, os Sufis, aceitam ler os textos sagrados de qualquer religião do passado que considerem verdadeiras. Os Sufis constituem um grupo de estudiosos, que não têm rituais ou dogma, cuja tradição remonta a uma época bem anterior à de Cristo. [KEEP] Voltando ao mestre Idres Shah, ainda em Os Sufis, chama a atenção para a influência do pensamento e das técnicas sufistas, pouco notadas, no desenvolvimento da civilização Ocidental ao longo dos séculos através de pensadores como Roger Bacon [1204-1294 ─ inglês, frade franciscano] e ocultistas como Raimundo Lullo [Raymond Lully ─ 1232-1315 ─ espanhol da ilha de Maiorca], São João da Cruz [1542-1591 ─ frade carmelita, místico espanhol].



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