Lauro Nina Sodré e Silva

Lauro Nina Sodré e Silva (Belém, 17 de outubro de 1858 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1944) foi militar, político e líder republicano brasileiro.

Vida acadêmica

 

Seus primeiros estudos foram no Colégio Estadual Paes de Carvalho ( Na época intitulado de “Liceu Paraense” ), seguindo depois a carreira de engenheiro militar, no curso da Escola da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde ingressou em janeiro de 1877 e onde teve como mestre o republicano e maçom Benjamim Constant, o que o levou — como a tantos outros jovens oficiais e cadetes — a abraçar a causa da República e a doutrina positivista de Comte.

Foi aluno brilhante — conseguiu distinção máxima em todos os anos — e oficial republicano destemido; quando da campanha republicana, apesar de vigiado pelos espiões da monarquia, sempre terminava os seus discursos, com invulgar desassombro, dizendo estas palavras: “quem fez este discurso foi o tenente Lauro Sodré”.
Vida política

Foi o primeiro governador do estado do Pará, eleito pelo Congresso Constituinte Paraense, a 23 de junho de 1891; foi, também, representante do Pará na Constituinte da República e eleito quatro vezes senador, sendo três pelo Pará e uma pelo Distrito Federal. Foi o único governador que se colocou contra o golpe perpetrado por Mal. Deodoro da Fonseca a 3 de novembro de 1891, quando foi dissolvido o Congresso; os demais governadores preferiram apoiar a arbitrariedade do que perder os seus mandatos. Por isso, foi deposto por forte expedição militar, quando houve o contragolpe de 23 de novembro, com a queda de Deodoro e a derrubada de todos os governadores, menos de Sodré.

Iniciado em 1 de agosto de 1888, na Loja Harmonia, de Belém, fundada em 1856, pelo famoso padre Eutíquio Ferreira da Rocha, tornou-se grão-mestre do Grande Oriente do Brasil em 1904, sendo reeleito em 1907, 1910, 1913 e 1916, não completando o último mandato, por ter sido eleito governador do Pará.

Proclamada a República foi secretário de Benjamim, no Ministério da Guerra, ao tempo em que era nomeado lente catedrático da Escola Superior de Guerra.

Na cisão do Partido Republicano Federal, liderado por Glicério, Sodré ficou ao lado deste e contra o presidente Prudente de Morais, acabando por ser escolhido, a 5 de outubro de 1897, como candidato à presidência da República, sobretudo apoiado por parte dos republicanos históricos e positivistas. Empunhando, todavia, o governo federal, as armas do estado de sítio, da pressão e da fraude, conseguiu eleger Campos Sales. Por isso, o Grande Oriente, liderado por Quintino e por Glicério, não tomou conhecimento da eleição de Campos Salles.

Em 1904, se envolveu na Revolta da Vacina, quando aproveitou para sublevar os cadetes das escolas militares da Praia Vermelha e de Realengo. Foi preso ao final do episódio. O Senador Lauro Sodré se opunha à vacinação obrigatória, como medida cerceadora das liberdades individuais.

Ele ainda seria senador em quatro oportunidades: uma pelo Distrito Federal (1902) e três pelo Pará (1897, 1912 e 1922). Foi eleito e assumiu o cargo de grão-mestre em 21 de junho de 1904, sendo, sucessivamente, reeleito em 1907, 1910, 1913 e 1916. Ao ser eleito governador do Pará, em 1916, pediu exoneração do cargo de grão-mestre do Grande Oriente. Com o golpe de 1930, abandonaria a vida pública.

Vida maçônica (resumo)

Iniciado em 1 de agosto de 1888, na Loja Harmonia, de Belém, fundada em 1856, pelo famoso padre Eutíquio Ferreira da Rocha, tornou-se grão-mestre do Grande Oriente do Brasil em Maio de 1904, sendo reeleito em 1907, 1910, 1913 e 1916, não completando o último mandato, por ter sido eleito governador do Pará.

O encontramos como membro efetivo da Assembléia Geral do Grande Oriente do Brasil (pag.34), tendo na ocasião o Gr.’. 30. Lauro Nina Sodré e Silva (Belém, 17 de outubro de 1858 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1944) foi militar, político e líder republicano brasileiro.

No inicio da Primeira Grande Guerra Mundial, em 1914, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, o Irmão Lauro Sodré (iniciado na Loja “Harmonia” de Belém no dia 1° de agosto de 1888), através do Decreto n.º 500 datado de 23.12.1914, determina que, em reunião de 21.12.1914, o Ilustre Conselho Geral da Ordem aprovou o reconhecimento e incorporação do Rito Brasileiro entre os que compõem o Grande Oriente do Brasil, com os mesmos ônus e direito, regido liturgicamente pela sua Constituição particular.

Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades…


Total de leitores: 956. Leitura diária: 1. Total de visitas: 2.915.175
mm

About Ivair Ximenes Lopes. Ivair Ximenes

Deixe seus Comentários

Seu comentário é muito importante. Com ele tomamos iniciativas úteis.


Deixe seus Comentários (rede social)