Júlio de Mesquita Filho

Julio César Ferreira de Mesquita Filho

Julio César Ferreira de Mesquita Filho (São Paulo, 14 de fevereiro de 1892 — São Paulo, 12 de julho de 1969) foi um jornalista brasileiro, seguiu os passos de seu pai, Júlio de Mesquita, proprietário do jornal O Estado de S. Paulo.

Júlio de Mesquita Filho
Júlio de Mesquita Filho: ” Não houve qualquer intuito separatista na revolta”

Seus primeiros estudos se deram na Europa, voltando ao Brasil para cursar a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco. Estreia como jornalista na edição vespertina do “Estado” (conhecida como “Estadinho”), editada no transcurso da Primeira Guerra Mundial.

Afilia-se em 1917 à Liga Nacionalista, organização liderada por Frederico Steidel e Olavo Bilac, com vistas a democratizar os costumes políticos de um Brasil ainda oligárquico. Torna-se um dos mais jovens fundadores do Partido Democrático, em 1926, grupo formado por intelectuais e membros de uma nova elite urbana e liberal que combatia as práticas do velho Partido Republicano Paulista.

Sucede a seu pai em 1927 e engaja-se ao término do governo Washington Luís na candidatura de Getúlio Vargas, que em sua Aliança Liberal apresenta um programa de reformas institucionais, tais como o voto secreto e o fim da política dos governadores.

Derrotado Vargas, Mesquita Filho apoia a Revolução de 1930, mas decepciona-se com o descumprimento das promessas iniciais de Getúlio Vargas. Organiza dois anos depois o movimento conhecido por Revolução Constitucionalista de 1932 que exigia do governo provisório o estabelecimento de uma nova Carta ao País e o resgate das promessas perdidas de 1930.

Exilado pela primeira vez após a derrota da Revolução, Mesquita Filho volta a São Paulo ainda a tempo de fundar, com seu cunhado Armando de Salles Oliveira, então interventor de São Paulo, a Universidade de São Paulo, vista pelo jornalista como essencial para a formação de uma nova elite política e cultural para o Brasil.

A partir do golpe do Estado Novo, em 1938, Julio de Mesquita Filho é preso 14 vezes e levado ao exílio pela ditadura. “O Estado de S. Paulo” é expropriado da família em 1940 e, somente em 1945, ante uma decisão do Supremo Tribunal Federal, é devolvido a seus legítimos proprietários.

Nos anos da República Nova (1946-1964), Mesquita Filho lidera seu diário nas lutas contra Vargas e seus seguidores, perfilando-se, ainda que assumindo uma postura crítica, à União Democrática Nacional.

Em 1964 apoia o golpe militar que derrubou João Goulart, mas rompe com o “partido fardado” logo após a edição do Ato Institucional nº 2, de 1965. A partir desse momento, Mesquita e seu “Estado” passam a uma crescente oposição ao regime dos generais. Ao tomar conhecimento, em dezembro de 1968, que o presidente Costa e Silva editaria o Ato Institucional nº 5, que terminaria por sepultar as liberdades públicas no Brasil, Mesquita escreve seu último editorial, “Instituições em Frangalhos”. Na mesma noite, a edição do “Estado” era apreendida pela Polícia Federal, sob a promessa de ser liberada se a direção do jornal retirasse o editorial. Mesquita recusou-se.

Desgostoso com a censura imposta ao diário, o velho jornalista deixou de redigir as “Notas e Informações”. Após submeter-se a uma cirurgia no aparelho gástrico, faleceu em julho de 1969, aos 77 anos, em São Paulo. Foi sucedido na direção do jornal por seu filho Júlio de Mesquita Neto.

Conforme o site da Loja América (2008) em 1932, já voltara a ser tensa asituação político-social do país, pela demora do Governo Provisório, do caudilhoGetúlio Vargas, em providenciar uma nova Constituição ao Brasil.

À euforia dosprimeiros momentos após o golpe, sucedia o desencanto, seguido da inquietação,que acabaria envolvendo os meios maçônicos. E essa inquietação, com aconseqüente agitação dos meios sociais, era mais forte em São Paulo, levando àextrema irritação os que, anteriormente, eram os mais fervorosos adeptos dolevante, ou seja, os membros do Partido Democrático, os quais se sentiamesbulhados do poder, por interventores militares e estranhos ao Estado de SãoPaulo.

Já a partir do início de 1931, da pena do advogado, jornalista e tribunoIbrahim Nobre, maçom originário da Loja Fraternidade de Santos, saiam críticasmordazes contra o golpe e a situação social, publicadas no jornal paulista “AGazeta”.

No início de 1932, então, o pensamento da população de São Pauloseria cristalizado na expressão “Civil e Paulista” , repetida pelos meios decomunicação, externando o desejo de ter um interventor federal que não fossemilitar e que fosse de São Paulo. A 3 de março, ouvindo o clamor dos paulistas, oditador nomeava, para o cargo, o embaixador Pedro de Toledo , ex Grão Mestre do Grande Oriente Estadual (1908-1914), o qual assumiria no dia 7. Essaindicação, todavia, não serviu para aliviar o mal estar e a tensão reinantes emdiversos pontos do país, começando, dessa maneira, a fermentar a revolta.

Asreuniões preparatórias do movimento foram levadas a efeito na sede do jornal “OEstado de S. Paulo”, fundado, em 1875, com idéias republicanas, pelos maçons Américo de Campos (Loja América), Francisco  Rangel Pestana (Loja América),Manoel Ferraz de Campos Salles (Loja Sete de Setembro) e José Maria Lisboa(Loja Amizade).

Nessa época, o jornal já era dirigido por Júlio de Mesquita Filho(Loja União Paulista II), que era um dos principais líderes do movimento. Oestopim da revolta já havia sido aceso a 23 de maio de 1932, quando, duranteuma manifestação , na praça da República, alguns jovens — Mário Martins deAlmeida, Amadeu MartinS, Euclides Miragaia, dráusio Marcondes de Sousa eAntônio Américo de Camargo, cujos nomes deram origem ao M.M.D.C

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