José Gomes Pinheiro Machado

José Gomes Pinheiro Machado Iniciado na Loja “Firmeza” de Itapetininga-S.P.- General, Chefe da Polícia Nacional.- Senador.- Assassinado em 11/09/1915. “Nosso biografado, advogado e político, magistrado, nasceu em 08/05/1851, em Cruz Alta […]

José Gomes Pinheiro Machado Iniciado na Loja “Firmeza” de Itapetininga-S.P.- General, Chefe da Polícia Nacional.- Senador.- Assassinado em 11/09/1915.

“Nosso biografado, advogado e político, magistrado, nasceu em 08/05/1851, em Cruz Alta – RS, sua mãe Maria Manuela de Oliveira Aires; e onde seu pai, Antonio Gomes Pinheiro Machado, paulista de nascimento, exercia as funções de Juiz de Direito. Em 1865, ingressou na Escola Militar e partiu para a luta na Guerra do Paraguai, sendo obrigado, porém. a dar baixa, por imposição de seu pai, passando então a dirigir a estância da família, em São Luiz das Missões.

Em 1874, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, bacharelando-se em 1878. Um ano depois fundava o Partido Republicano Rio-Grandense, tendo participado da primeira Constituinte republicana. Foi em seu tempo de estudante, na capital paulista, que ingressou na maçonaria, através da mesma Loja onde haviam sido Iniciados Ruy Barbosa e Joaquim Nabuco: A América, fundada em 09 de novembro de 1868.

Foi nesta Loja, nos seus contatos com as Lojas Piratininga e Amizade, e no meio estudantil, que ele entrou em contato com as idéias do movimento republicano brasileiro.

Em 1891 voltou ao Senado, onde se destacaria como líder nacional, tendo também organizado o Partido Republicano Conservador. Político temido pelos presidentes, morreu assassinado no Rio de Janeiro em 17/07/1915, nos braços do Deputado Cardoso de Almeida, no “hall” do Hotel dos Estrangeiros, Largo do Machado, Rio de Janeiro.
Apunhalado por Francisco Manso de Paiva Coimbra (débil mental) quando vinha do Senado, por motivos políticos; últimas palavras: “Oh, Canalha! Apunhalaram-me!”

Um dos políticos mais atuantes da Velha República, opositor da hegemonia paulista e da política do “café com leite”; à aliança entre São Paulo e Minas Gerais (conhecida como “política café com leite”, “política dos governadores” ou “política clientelista”). um dos fundadores do Partido Republicano Conservador e adversário de Ruy Barbosa.

Depois de bacharelado, passou a exercer a advocacia no Rio Grande do Sul, filiando-se, nessa época, ao Partido republicano. Após a implantação da república, foi Senador, desde a Constituinte de 1890-91, estando sempre ao lado de Júlio de Castilho – republicano histórico, maçom e positivista – a quem acompanhou durante a Revolução Federalista, eclodida durante o geverno de Floriano Peixoto (também Maçom), lutando contra as forças de Gumercindo Saraiva. A revolta definiu os partidos, que, então, se formaram no Rio Grande do Sul: presidencialistas – pejorativamente chamados de “pica-paus”, por contarem com a polícia -, e parlamentarista, chamados de “maragatos”.

Por ocasião da sucessão do Presidente Prudente de Moraes (maçom), Pinheiro Machado defendeu a candidatura de Júlio de Castilhos, com o apoio dos maçons Francisco Glicério e Lauro Sodré, contra Manoel Ferraz de Campo Salles (também maçom), que, a 19 de outubro de 1897, seria indicado o candidato à Presidência da República. Como Glicério e Sodré pertenciam ao grupo que comandava o Grande Oriente do Brasil, Campo Salles nunca contou, durante o seu período presidencial, com o apoio objetivo do Grande Oriente. Depois da eleição e posse de Campos Salles, porém, Pinheiro Machado promoveu a reaproximação dele com o chefe gaúcho.

Senador de 1890 a 1896; 1897 a 1905; 1906 a 1914 e de 1915 a 1915.

Após a eleição do Marechal Hermes da Fonseca, 1912, ele organizou, juntamente com Pedro de Toledo – maçom, que viria governar São Paulo e o Grande Oriente Estadual – e outros, o Partido Repubicano Conservador. E, em 1915, na plenitude de sua carreira política, foi assassinado por um homem do povo, um fanático chamado Manso de Paiva, que via nele, a encarnação de todos os males da política brasileira, quando, na realidade, ele foi uma das figuras mais fulgurantes da República.

Exerceu acentuada influência sobre as cúpulas partidárias e conseguindo obter várias concessões no intransigente regimeda“política dos governadores”.A ascensão de uma nova oligarquia com base napolítica gaúcha, sob seu comando, foi denominada de “Política das Salvações”. No Senado, travou históricas disputas com o senador baiano Rui Barbosa, expostas em longos discursos. O espírito conservador e caudilhesco de Pinheiro Machado, denominado pelos congressistas de ‘o chefe’, contrastava-se com a intelectualidade progressista de Ruy Barbosa, denominado de ‘o mestre’. Ambos dividiram a cena política da República Velha, representando as duas principais vertentes partidárias do período, respectivamente Conservadora e Liberal.

Pinheiro Machado e RuyBarbosa foram grandes adversários políticos e responsáveis por grandes debates e brilhantes peças de oratória no Senado da república. A respeito disso, existe um fato pitoresco:

Quando Pinheiro Machado foi assassinado, Ruy preparava-se para ir à Missa em homenagem à memória do seu ilustre adversário, quando sofreu uma queda e foi proibido, por seus médicos, de se locomover e comparecer ao ato religioso, embora tivesse insistido em ir.

Finalmente, conformado com a impossibilidade de comparecer, ele não deixou, porém, de desabafar:
“É mais uma que o Pinheiro me faz. Nem na sua Missa ele me quis!”

(Agradecemos ao Ir.’. José Castellani pela ajuda que nos deu nesta biografia)
(Transcrito do Livro “Biografia de Maçons Brasileiros” de Renato Mauro Schramm, pág. 158 a 160 – Edição 1999)

fonte: http://www.museumaconicoparanaense.com/

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Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades...
Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades
Ximenes

Sobre Ximenes

Ximenes, MM, Advogado.