Jorge Tibiriçá

Jorge Tibiriçá Piratininga

Nascido no ano 1855, em Paris, França, realizou seus estudos na Alemanha e na Suíça, formando-se em agrotécnica e em filosofia. Foi presidente do Partido Republicano Paulista-PRP. Nomeado segundo governador de São Paulo (18/10/1890- 07/03/1891), foi eleito como o sétimo presidente do Estado, governando novamente entre 01/05/1904 a 01/05/1908.

Destacou-se como reformador da Força Pública, trazendo da França uma missão militar da Gendarmerie, para instruí-la de acordo com o modelo da corporação de Paris. Em 1906 promoveu o Convênio de Taubaté, quando se juntavam esforços para a defesa do preço internacional do café. Em seu governo a Estrada de Ferro Sorocabana foi adquirida da União e arrendada para um grupo norte-americano. Depois de seu mandato prosseguiu na carreira pública. Foi Secretário de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no governo de Bernardino de Campos. Atuou no Senado Estadual, entre 1892 e 1924, ocupando depois o cargo de ministro e presidente do Tribunal de Contas do Estado. Em 1928, faleceu em São Paulo.

Nascido a 15 de novembro de 1855, em Paris (França), e falecido em São Paulo, a 29 de setembro de 1928, Jorge Tibiriça foi agrônomo, político, 2º governador e 1º presidente do Estado de São Paulo. Voltando, com seu pai, ao Brasil, foi residir em sua propriedade agricula, em Itu; na época dos estudos secundário, foi enviado a São Paulo, onde estudou no colégio alemão de Barth. Depois da guerra com o Paraguai, o pai enviou-o à Europa, para que ele continuasse o curso em Paris; com o cerco da capital francesa, devido à guerra franco-prussiana, ele foi forçado a retirar-se para a Suiça, onde matriculou-se no Colégio Riffel, em Staff, aí concluindo o curso secundário.

Para seguir o caminho de seu pai, geólogo e agricultor, no trato técnico da terra, e não havendo meios de se especializar no Brasil, ele fixou-se em Hoenhein, na Alemanha, onde receberia o grau de doutor em agronomia; matriculou-se, depois, em novo curso, na Faculdade de Filosofia de Zurich, recebendo o grau de doutor em filosofia, em 1879, ano em que regressou ao Brasil.

A exemplo do pai, tornou-se maçom, ingressando na Loja “América” e consagrando-se, logo, também como seu pai, a uma ativa propaganda republicana, o que tornou bastante prestigiado na província, levando-o a merecer as atenções do governo federal, depois da implantação da república. Graças a isso, quando Prudente de Moraes renunciou ao cargo de governador de São Paulo, por ter sido eleito para o Senado, o marechal Deodoro nomeou-o para o cargo, que ele exerceu de 18 de outubro de 1890 até 7 de março de 1891, tendo a preocupação principal de manter a ordem pública e consolidar o novo regime político. O desentendimento entre Deodoro e os republicanos históricos (desencadeando a crise que iria levar aos acontecimentos de 3 de novembro de 1891, com o fechamento do Congresso), iria fazer com que Jorge Tibiriça deixasse o governo.

Foi, então, eleito senador estadual para as legislaturas de 1892 e 1901. Durante o geverno de Bernardino de Campos, ocupou a Pasta da Agricultura, de agosto de 1892 a abril de 1896, empregando toda a técnica de sua especialização profissional.

Eleito presidente do Estado de São Paulo, para um mandato que se estendeu de 1º de maio de 1904 a 1º de maio de 1908, uma época, ainda, de grande conturbação nacional (durante o período presidencial de Prudente de Moraes), ele se sobressaiu, pelos relevantes e importantes serviços prestados ao estado e com reflexos no país, tais como: desenvolvimento da pecuária, novos métodos da culturado arroz, a criação do ensino técnico da agricultura com a instalação da Escola Agrícola Luis de Queiroz (importantíssima no desenvolvimento da agronomia no país), a política de carreira, a vinda da Missão Francesa para instruir a Força Pública, a Conveção de Taubaté obra que salvou da ruina a lavoura do café, o incremento da imigração e da colonização das terras e a compra da Estrada de Ferro Sorocabana.

(Extraído do livro “A Maçonaria e o movimento republicano brasileiro” de José Castellani – Editora Traço – 1989 – pág. 80 e 81 )

Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades...
Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades.
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