Joaquim Nabuco

Joaquim Nabuco

Joaquim Nabuco costumava enumerar os abolicionistas que na categoria de chefes políticos pró-Abolição tiveram uma atuação decisiva: Dantas, João Alfredo e Antonio Prado.

Entre 1879 e 1880 um grupo homogêneo havia se formado, a nossa pequena igreja, como dizia Nabuco, integrada por André Rebouças, Gusmão Lobo e Joaquim Serra.

Outra Igreja era composta por José do Patrocínio, Ferreira Menezes, Vicente Souza, Nicolau Moreira e João Clapp.

De 1879 a 1888, brilharam Jerônimo Sodré e os companheiros de Nabuco na Câmara: Manoel Pedro, Correia Rabello e Sancho de Barros Pimentel.

Pedreiros Livres irmanados no mesmo ideal.

A Maçonaria teve preponderante ação em prol da Abolição, considerando-se que: Nabuco de Araujo, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Rui Barbosa, Souza Dantas, Luís Gama, Quintino Bocaiúva, Nicolau Moreira(presidente da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão), Castro Alves, Barão do Rio Branco, Pimenta Bueno, Tristão de Alencar, Teófilo Ottoni e Bernardino de Campos eram maçons. Em São Paulo chefiava a campanha, o maçom Antonio Bento de Souza Andrade, e no Ceará, a campanha era liderada por Antonio Bezerra de Menezes, também maçom. Em Manaus a loja Amazonas pôs a disposição da província todos os seus metais. 12º grão-mestre da ordem, Marechal Deodoro da Fonseca, recusou-se a colocar os presos na rua para conter os escravos que gritavam pela abolição, sendo o portador da mensagem do Clube Militar, com este pedido à princesa regente. A filantropia naquele período era encaminhada para a libertação dos escravos e o Grande Oriente autorizava uma despesa para este fim.

A Sociedade dos Pedreiros Livres foi a primeira instituição a atender, com coragem, o apelo dos negros. Já em 1826 o célebre maçom José Clemente Pereira apresentava um projeto pelo qual o comércio de escravos devia acabar em todo o Brasil no último dia de dezembro de 1840. Este projeto foi transformado em lei em 1845. A lei de 1850 que proibiu o tráfico era de autoria do maçom Senador Eusébio de Queirós, membro da loja Regeneração, de Niterói. A Lei do Ventre Livre é de autoria do grão-mestre do Grande Oriente do Brasil, Visconde do Rio Branco.

Em março de 1879 uma comissão de veneráveis entregava ao Visconde do Rio Branco cartas de alforria de dez escravos. Ezequiel S. Menezes, escritor maçônico cearense, informava que:

Lojas foram fundadas com o objetivo único da Libertação dos escravos, estipulando no artigo primeiro de seus estatutos que nenhum maçom pertencente aos seus quadros poderia possuir escravos.

No auge da campanha abolicionista, Rio Branco estava ainda indeciso, mas a loja maçônica Fé, de Assunção, no Paraguai, homenageando-o quando foi eleito grão-mestre do Grande Oriente no Brasil, realizou sessão magna em sua honra, na qual o grande maçom Filipe Nery, em belo discurso, pressionou-o para que defendesse a causa dos negros escravos.

…Vossas luzes e vosso estremecido patriotismo podem fazer com que para esses infelizes raie também o sol da liberdade. É uma empresa digna das vossas virtudes patrióticas e de vossos sentimentos generosos.

Rio Branco respondeu-lhe:

Pela minha parte asseguro solenemente, que empenharei todas as minhas forças para que triunfe essa causa, que é a causa da humanidade. E cumpriu a promessa.

Fundador da Academia Brasileira de Letras, juntamente com outros quarenta intelectuais, vários maçons, entre eles, Artur Azevedo, Graça Aranha, José do Patrocínio,Joaquim Nabuco, Machado de Assis, Olavo Bilac, Visconde de Taunay, Coelho Neto, Rui Barbosa e Sílvio Romero, com sessão inaugural em 20 de julho de 1897, sendo eleitos Machado de Assis para Presidente, Rodrigo Otávio, 1º Secretário e Joaquim Nabuco como Secretário Geral, que pronunciou o discurso inaugural.

Com José do Patrocínio, Joaquim Nabuco fundou a Sociedade Contra a Escravidão. Com votação maciça e pela causa, foi eleito vereador na cidade do Rio de Janeiro. Cidades, avenidas, ruas, praças, medalhas e comendas o homenageiam reverenciando a sua luta. Pelos seus biógrafos é considerado o maior de todos os jornalistas da abolição.

Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades...
Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades.
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