Jacob ou Jacó

Jacob ou Jacó

Jacob ou Jacó  (em hebraico: יעקב, transl. Yaaqov, em árabe: يعقوب, transl. Yaqūb; no texto grego da Septuaginta: ακώβ; traduzido como “aquele que segura pelo calcanhar”), também conhecido como Israel (em hebraico: יִשְׂרָאֵל, transl. Yisrael; em árabe: اسرائيل, transl. Isrāīl; no grego da Septuaginta: σραήλ; traduzido como “aquele que luta com Deus”), foi o terceiro patriarca da bíblia. Jacó era filho de Isaac e Rebeca, irmão gêmeo de Esaú e neto de Abraão. Sua história ocupa vinte e cinco capítulos do livro de Gênesis.[1]

Jacó teve doze filhos e uma filha de suas duas mulheres, Léia e Raquel, e de suas duas concubinas, Bila e Zilpa. Ele foi o antepassado das doze tribos de Israel. Seus filhos são Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim e sua filha era Diná.[2]

ESCADA DE JACÓ

“Gênesis 28:11 Tendo chegado a certo lugar, ali passou a noite, pois já era sol-posto; tomou uma das pedras do lugar, fê-la seu travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir. Gênesis 28:12 E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. ” Pode ser erro de tradução, pois os anjos desciam do céu e retornavam a ele.

ESCADA DE JACÓ – SHAVUOT

Jacó, o neto de Abraão, teria nos deixado uma alegoria que nos fala dos vários passos que damos durante a trajetória da nossa evolução. Ele sonhou que via uma escada que, estando apoiada no chão, era tão alta que tocava o céu. Tal escada teria sete degraus. No alto dela, lá estava Jeová, o deus de Israel, convidando Jacó a subi-la. “Jacó entendeu que aquela escada era a porta para a “terra prometida”, entendendo-se a ” terra prometida” como o clímax da espiritualidade que o homem atingirá. O Rosa Cruz nos apresentam os degraus da escada como se cada um deles estivesse relacionado com uma montanha que aparece em sete episódios históricos vividos pelo povo judeu.
Jacó, o neto de Abraão, teria nos deixado uma alegoria que nos fala dos vários passos que damos durante a trajetória da nossa evolução. Ele sonhou que via uma escada que, estando apoiada no chão, era tão alta que tocava o céu. Tal escada teria sete degraus. No alto dela, lá estava Jeová, o deus de Israel, convidando Jacó a subi-la. “Jacó entendeu que aquela escada era a porta para a “terra prometida”, entendendo-se a ” terra prometida” como o clímax da espiritualidade que o homem atingirá. O Rosa Cruz nos apresentam os degraus da escada como se cada um deles estivesse relacionado com uma montanha que aparece em sete episódios históricos vividos pelo povo judeu.

Por: 18/08/02 Benjamin Mandelbaum (Estudo Cabalístico)

Shavuot, chamada de Pentecostes, é a festa do tempo, literalmente quer dizer semanas. Refere-se ao espaço de tempo das 7 semanas, contados a partir da páscoa judaica, o Pessach. Estas duas junto com Sucot, Cabanas, são festivais chamados de “regalim”= caminhadas[1], nas quais se peregrinava até o Beit Hamidash =Casa Sagrada em Jerusalém. É tempo de ir ao Templo, destacar[2] o sagrado do cotidiano. Esta unidade espaço temporal é análoga ao ensinamento da física moderna que demonstra a intrínseca unidade espaço-tempo. Assim, embora siga linearmente o calendário da contagem semanal, é preciso lembrar que os Tempos e os Espaços místicos são Outros, unos entre si e distintos da racionalidade habitual que os dissocia. Desse modo, por exemplo, a tradição mística judaica conta que a Torá já estava escrita antes da própria criação, sendo só posteriormente outorgada ao povo judeu por ocasião de Shavuot.

Shavuot sintetiza dois tempos, enquanto tempo terreno agrícola como Yom Habicurim, Dia da Colheita, coincide com as primícias da colheita, espiritualmente levadas ao Templo Sagrado. Lembremos que a Torá , como canta a liturgia, é chamada de Árvore da Vida. Shavuot enquanto tempo espiritual se materializa na entrega da Torá , literalmente “Matan[3] Torá”. A eternidade da Torá, partícipe da própria criação do universo, se pontualiza neste dia, tal como a grande restrição Divina do Tzim-Tzum para criação do mundo.

Após a libertação da escravidão contam[4] 7 semanas, 7 x 7 = 49 dias, que se chama Sefirat HáOmer, até o recebimento, ou seja a Cabalá da Torá, que será o Guia da travessia do deserto rumo a Terra Prometida. Este tempo-espaço entre a libertação da escravidão e o recebimento da Torá, representa uma preparação, um processo de amadurecimento. É a diferença entre se liberar e ser livre, a primeira tem a importância de se referir a se libertar de algo ou alguém, corresponde a uma atitude reativa, da negação da negação, do direito a dizer não, excluir, já ser livre implica em escolher numa atitude proativa que implica no direito de dizer sim, de acatar. Só livre pode o povo eleger a Torá, tal como conta tradição que a Torá foi oferecida a outros povos mas foi o povo judeu que a aceitou para cumprir-lhe os mandamentos, daí melhor compreendermos a significacão do povo eleito5 como povo eleitor, o que elegeu seguir os preceitos da Torá.

O caminho da transcendência corresponde a um processo maturacional[6] e é uma das principais temáticas judaicas, aparecendo de várias maneiras, tais como na criação do mundo em 7 dias, no episódio da Árvore do Conhecimento comida antes do tempo[7], no casamento prematurado de David com Betsabá, nas orações[8] de espera e purificação, como o Mikvê, as ritualizações do Kasher e nas prescrições sobre as primícias do campo.

Também pode ser verificado no recebimento da Torá, pois este se dá em 4 tempos, como se fossem quatro sendo ao mesmo tempo uma única: a primeira Torá é dada na Explosão Oral Divina, insuportável aos ouvidos[9] dos israelitas, a segunda que foi quebrada por Moisés no episódio do bezerro de ouro[10], a terceira recebida por Moisés e guardada na arca da Aliança e a quarta escrita-oral, espaço-tempo, transmitida de geração em geração, que é a que conhecemos. Estes 4 tempos correspondem ao ensinamento cabalístico sobre a existência dos 4 mundos: o Mundo da Emanação ( Atzilut), da Criação ( Briá ), da Formação (Yetzirá) e Realização (Assiá) e os 4 elementos Fogo, Água, Ar e Terra.

O poema sapiencial Qohélet, Eclesiastes, literalmente quer dizer “ O que sabe “ diz que para tudo, seu momento, e tempo para todo o evento, sob o céu. Tempo de plantar e tempo de colher. Shavuot é festa da contagem paradoxal do tempo, na junção da eternidade onde reina a unidade do tempo de plantar e de colher. É tempo de caminhada e de chegada, de ascenção, da junção do espiritual com o material, de saborear as primícias dos frutos da Árvore da Vida renovadores e sonhar com a terra prometida, a Jerusalém Celestial e a salvação Messiânica, quando cohabitará a paz entre os seres vivos, ressuscitados em santidade. Colhemos aquilo que plantamos. Primeiramente limpamos e aramos a santa terra, como nosso corpo, para então colocarmos a semente, como na estória do pé de feijão mágico. Há de se haver descido11 para poder se ascender.

Mesmo que tudo isto seja um sonho, quando não é solitário passa a ser chamado de realidade. Por isso fazemos as assembléias dos Sonhos em Shavuot. Sonhar e contar com línguas de fogo. Além de sonhar e contar vamos interpretar, pois um sonho não interpretado como diz a tradição é uma carta que não foi aberta.

Vamos começar nos apropriando agora do primeiro sonho bíblico que é o de Jacó12 e interpretarmos juntos o seu sentido e utilizarmos o instrumento místico que nos ensina que é a Escada de Jacob, na escalada concreta do caminho espiritual.

A ESCADA DE JACÓB

Bereshit XXVIII “VAYETZÉ” ( “E SAIU”)

Versículo10. – E saiu Jacob de Beer-Shéba, e foi a Haran. E chegou ao lugar ( Makom 13), e pernoitou ali, porque se havia posto o sol. E tomou das pedras14 do lugar, e colocou-as à sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar. E sonhou, e eis que uma escada15 estava apoiada na terra, e seu topo chegava aos céus: eis que anjos de D”S subiam e desciam por ela. E eis que o Eter-no estava sobre ela, e dizia: “Eu sou o Eter-no, D”S de Abrahão , teu patriarca, e D”S de Isaac. A terra sobre a qual tú estás deitado , a ti darei-a, e à tua semente . E será tua semente como o pó da terra, e te espalharás ao oeste, e ao leste, e ao norte, e ao sul. E se abençoarão em ti todas as famílias da terra, e em tua semente … ”. E despertou Jacob de seu sono, e disse: “Certamente o Eterno está neste lugar, e eu não sabia. E temeu e disse; “Quão espantoso é êste lugar! Êste não é outro que a casa de D”S, e

esta é o portal dos Céus … e chamou o nome daquele lugar BETH-EL.

A menção é de subiam e desciam e não o inverso, o que seria mais lógico, nos mostrando que circulam pela terra anjos, que taqnto podem se referir àqueles que nos protegem quanto àqueles tal como Enoch que ascendeu na figura Arqui-angélica de Metraton. Mas para tanto utilizavam de uma escada e é esta escada que vamos meditar agora utilizando das transparências. Depois, para podermos atingir os quatro mundos vamos conectá-las em 4 entre si. Referindo-se ao próprio corpo, vamos colocar as 4 juntas de pé junto ao Monte Sinai e subir para o Cabalat Torá, o Recebimento da Torá, da Noiva/º

Referencias:

1. As peregrinações, colocar o pé malkutiano na estrada, fazem parte de outras culturas que cultuam o crescimento espiritual como processo maturacional no caminho da transcedência. Assim, por exemplo, os sufis e o próprio Islam tem na ida a Meca, uma de suas 5 regras básicas, o Caminho de Santiago de Compostela para os cristão, da mesma forma que nós aqui no nosso Shavuoton, peregrinamos para um retiro, sacralizando este lugar e este momento.

2. Que é o sentido da palavra Kadosh= sagrado como distinguir, destacar do comum .

3. Matan e não Natan pois trata-se de uma custódia da Torá ou que ela está sempre sendo dada.

4. O Sefer Yetzirá ensina sobre as contas, os contos e a contação.

5. Assim como o povo israelita foi eleito para guardar e seguir a Torá , o muçulmano o foi para o Al-Corão, o cristão para os Evangelhos, o Hindu para o Bagawaghita, etc.

6. O processo maturacional é constitutivo do ser humano em sua imaturidade essencial e natureza prematura.

7. Kafka disse que o homem perdeu o paraíso por causa de sua pressa e para êle não retorna em função da sua preguiça.

8. Canta o salmista “Espera pelo Senhor e tem bom ânimo” Sl 27:14

9. Analogamente a narrativa cabalista sobre a criação do mundo através das sefirot , os vasos da Árvore da Vida, que teriam

10. se partido, a Schevirá, não suportando a primeira emanação da Divina Luz Infinita, o Ayn Sof Aor.

11. O dia 17 de Tamuz jejua-se diurnamente para relembrar a quebra das Tábuas.

12. Jacó soube interpretar corretamente transmitindo este dom a seu filho José, que bem antes de Freud, já interpretava os sonhos.

13. Uma das denominações de D”S é HaMakom, O Lugar, também referido como Malkhut, O Reino e Schechina, A Divina Presença, O Feminino Mater-ializado de D”S. Como diz a canção popular brasileira “ Que a vida não é só isso que se vê, é um pouco mais que os olhos não conseguem compreender, que as mãos não ousam tocar… sei lá …não sei não… a beleza do Lugar”.

14. Conta o Rashi : “as pedras começaram a brigar umas com as outras disputando ser o apoio da cabeça do justo, então o Divino transformou-as numa pedra só. Lição de humildade que será retomada em outras passagens tais como na disputa dos Montes do deserto para o recebimento da Torá, que foi ganha pelo Monte Sinai pela sua singela modéstia, ou ainda no Zoar na apresentação das letras frente ao Criador na gênesis do mundo. Desta forma humilde, que vem de húmus=terra=adamá, que devemos entender o adjetivo de povo eleito. O povo judeu foi o povo eleito para receber a Torá sem dúvida, como o Budista do BaghavaGuita, o muçulmano o Al-Corão, o Cristão os evangelhos e assim por diante. Povo eleito principalmente por ser ele o povo eleitor que A elegeu. Tal como conta a tradição judaica que D”S havia oferecido a Torá antes a outros povos, mas foi o povo judeu que a escolheu, acolheu e recebeu (Cabalá ).

15. L C= sulam Será daí que a Sulamita que nos canta os Cânticos a prova que o amor é uma ascese, uma ascensão ao Senhor?

Jacó e José: Uma Diferença Fundamental

Quando estava voltando para Canaã, Jacó lutou a noite toda com o Senhor (Gênesis 32:22-32). Mas esta não foi apenas uma batalha de uma noite. Jacó tinha estado lutando toda a sua vida com Deus. Ainda que Deus o tivesse escolhido desde o berço para ser exaltado acima do seu irmão gêmeo mais velho, Jacó não confiou que o Senhor cumprisse a promessa. Ele confiou em sua própria esperteza para fazer com que Esaú vendesse seu direito de primogenitura. Ele e sua mãe se acumpliciaram para roubar a bênção que seu pai tencionava dar a seu irmão. Durante 20 anos, Jacó e seu sogro tentaram passar a perna um no outro sobre tudo, desde mulheres até ovelhas. E agora, com mais de 90 anos de idade, Jacó finalmente aprendeu a confiar em Deus.

José, como Jacó, foi escolhido por Deus para ser exaltado acima de seus outros irmãos. Durante muito tempo, parecia que Deus tinha esquecido suas promessas. Tudo ia mal na vida de José. Ele foi vendido por seus próprios irmãos para ser escravo em um país estrangeiro. Quando as coisas estavam melhorando, ele foi acusado falsamente e preso. Mas, através de todas estas experiências difíceis, José demonstrou uma fé muito mais forte do que seu idoso pai tinha mostrado. Ainda que com apenas 17 anos de idade quando foi separado de seu pai, José permaneceu fiel a Deus. Quando foi tentado, recusou-se a pecar contra Deus (Gênesis 39:9).

Muitas pessoas, hoje em dia, imitam Jacó. Não querem confiar que Deus cumpra suas promessas, e sentem-se compelidas a buscar suas próprias soluções. A vida para tais pessoas é uma contínua série de crises não resolvidas. Jacó levou 90 anos para aprender a confiar em Deus. Algumas pessoas nunca aprendem.

Outros imitam José. Para estas pessoas prudentes, a fé não é apenas uma diversão ocasional; é um modo de vida. Estas pessoas também têm problemas, algumas vezes sérios e dolorosos, mas, consistente-mente, elas procuram conselho de pessoas devotas e aplicam as soluções de Deus em seus problemas. Como José, elas freqüen-temente não sabem quando ou como Deus cumprirá suas promessas, mas a fé delas nunca enfraquece.

A diferença fundamental entre Jacó e José foi uma questão de fé. Quem você imita?

por Dennis Allan

Fonte: Biblia



Total de leitores: 418. Leitura diária: 1. Total de visitas: 2.928.967
mm

About Ivair Ximenes Lopes. Ivair Ximenes

Deixe seus Comentários

Seu comentário é muito importante. Com ele tomamos iniciativas úteis.