Grande Oriente do Paraná – GOP

Grande Oriente do Paraná – GOP

O Grande Oriente do Paraná, fundado em 09 de fevereiro de 1952, tornado independente em 04 de junho de 1973, é uma instituição maçônica simbólica, regular, legal e autônoma, com personalidade jurídica de direito privado e responde pelo fiel cumprimento desta Constituição (…)” Fonte: Constituição do Grande Oriente do Paraná

A História da Maçonaria Paranaense é gloriosa e cheia de tradição, englobando uma galeria de grandes mestres que prestaram serviços à Pátria e à Humanidade.

Doutor Trajano Reis, Jaime Reis, Albano Reis, Generoso Marques dos Santos, Andrade Murici, Cândido de Abreu, Emiliano Perneta, Marechal Cardoso Junior, Santos Andrade, José Loureiro, João de Carvalho Oliveira, Coronel Zacarias de Paula Xavier, João Pedroso Scheleder são nomes que souberam dignificar a Arte Real e conferir um extraordinário realce aos quadros de Obreiros das Lojas, na época em que nelas labutaram.

No Estado do Paraná, a pujança maçônica desponta desde os idos da Proclamação da Independência do Brasil. No início do Século XX, as Lojas do Paraná eram federalizadas ao Grande Oriente do Brasil. No entanto, no ano de 1902, por divergências internas, ocorreu a cisão com o desligamento de vinte Lojas as quais acabaram por constituir o Grande Oriente do Paraná. Inicialmente, a sede do Grande Oriente do Paraná foi na Rua Conselheiro Barradas – atualmente Rua Carlos Cavalcanti. No mesmo endereço funcionou o Quartel General da 5ª Região Militar, anteriormente a residência do Ilustre Barão do Serro Azul. Com a promulgação da constituição realizada no dia 13 de abril de 1902, com o Regulamento Geral aprovado em 28 de janeiro de 1903 e com a escolha do primeiro Grão-Mestre, Dr. Trajano Reis – então Presidente do Paraná – estava consolidado o Grande Oriente do Paraná.

Após doze anos de existência, um acordo foi firmado permitindo a pacificação e o retorno das Lojas do Grande Oriente do Paraná à subordinação do Grande Oriente do Brasil.

Entretanto, uma nova cisão vem a surgir e, em 1944, é fundada a Grande Loja do Paraná como Potência Independente, que até os dias de hoje congrega elevado número de oficinas no Estado e mantém amistosas relações com o Grande Oriente do Paraná e o Grande Oriente do Brasil.

No entanto, a cisão foi parcial, pois as Lojas principais do Estado prosseguiram na obediência ao Grande Oriente do Brasil até a data de 2 de fevereiro de 1952.

Na mesma oportunidade, o Irmão Romildo Pessoa de Mello teria convidado os Irmãos Theodorico Ferreira Martins e Couto Pereira para fundarem um Grande Oriente Estadual. Aceito o convite, estabeleceu-se a data de 9 de fevereiro de 1952 para uma reunião de todos os Veneráveis de Lojas do Paraná, ocasião em que se daria a concretização do ideal do grupo.

O decano Irmão Theodorico Ferreira Martins convida, então, os Irmãos Couto Pereira e Eduardo Lisboa para os cargos de 1º e 2º Vigilantes, os Irmãos Augusto Guimarães e Raul Macaggi para os cargos de Tesoureiro e Mestre de Cerimônias e o Irmão Salvador de Maio para ser Orador. Ordem do Dia – ficava então proposta a “Fundação do Grande Oriente do Paraná”, que foi devidamente votada e aprovada.

Na mesma ocasião, foi proposta a eleição provisória do Grão-Mestre e de seu Adjunto. Em votação secreta foi eleito o Irmão Silvestre de Souza para Grão-Mestre e o Irmão Couto Pereira para Grão-Mestre Adjunto.

As proposições apresentadas às Lojas foram:

1 – A consideração de que se tratava de um velho anseio das Lojas do Estado a criação do Grande Oriente do Paraná e que os acontecimentos já citados teriam precipitado a concretização daquele ideal.

2 – A Maçonaria deveria acompanhar a extraordinária evolução do Estado do Paraná, e o Grande Oriente do Paraná traria, com suas inúmeras oficinas, a necessária congregação e compensadoras vantagens de ordem moral tão necessárias à Instituição Maçônica da época.

3 – O Grande Oriente do Paraná ficaria vinculado ao Grande Oriente do Brasil e com isto reforçaria a União Maçônica que deveria existir entre todos os Irmãos, com o fortalecimento da solidariedade e dos elevados princípios da Doutrina Maçônica.

4 – E tendo considerado, à ocasião, que a união de todos era propícia à concretização do tão elevado “desideratum”, foi proposta à aprovação pelos presentes.

A 15 de novembro de 1952 é promulgada a Constituição do Grande Oriente do Paraná.

No ano seguinte, é definido o período legislativo que iria de 1953 a 1961 tendo sido escolhido Grão-Mestre o Irmão Capitão Normando Jusi e Grão-Mestre Adjunto, o Irmão José Scheleder.

Em 1957, retorna ao Grão-Mestrado o Irmão Major Couto Pereira, tendo como seu Adjunto o Irmão Dr. Antenor da Silva Pupo.

Após quatro anos de governo, foi eleito o Venerável Irmão Carlos Bardelli que governaria de 1961 a 1965 tendo, neste período, como Grão-Mestre Adjunto o Ilustre Dr. Antenor da Silva Pupo.

No período seguinte, de 1965 a 1970, foi eleito para Grão-Mestre o Irmão Aristeu dos Santos Ribas e Grão-Mestre Adjunto o Irmão Dr. Fábio Pinheiro.

De 1970 a 1975, o Grande Oriente do Paraná foi presidido pelo Grão-Mestre Ilustre Irmão Dr. Enoch Vieira dos Santos e Grão-Mestre Adjunto o Irmão Professor Nicolau Balaz Barros. Neste período, novas turbulências vieram a afetar a harmonia entre o Grande Oriente do Paraná e o Grande Oriente do Brasil conforme a breve descrição abaixo.

Em 30 de setembro de 1972, haviam se reunido na sede do Grande Oriente do Paraná, junto ao edifício Acácia, os Grão-Mestres dos Orientes dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, Irmãos Danilo José Fernandes, Athos Vieira de Andrade, Frederico Motola, Miguel Christakis e Enoch Vieira dos Santos, respectivamente, além dos Grão-Mestres Adjuntos do Paraná, Irmão Nicolau Blaz Barros e de Santa Catarina, Irmão Lúcio Nelson Martins. Na ocasião, foram discutidos dois fatos principais: o primeiro teria relação com o orçamento do Grande Oriente do Brasil e o segundo teria relação com a candidatura do Irmão Athos Vieira de Andrade, do Grande Oriente de Minas Gerais, que não era bem vista pelo Poder Central.

Decorridas as eleições de 1973, culminaram, estas, com a fraude do Poder Central, resultando no rompimento, a nível nacional, transformando os Grandes Orientes Estaduais em Potências Independentes.

Em 30 de maio de 1973, pelo decreto No 3.548, do Grande Oriente do Brasil, foram suspensos preventivamente os direitos maçônicos de Enoch Vieira dos Santos e Alfredo Damasceno Ferreira. Em 31 de maio de 1973, pelo decreto No 2.356 de 31 de maio de 1973, foi proclamada a intervenção no Grande Oriente do Paraná. Estes atos não foram acatados, provocando, com a cisão, a criação do Colégio de Grão-Mestres de Maçonaria Brasileira, tendo como um dos líderes Enoch Vieira dos Santos, que discursou, concitando aos governantes do Grande Oriente do Brasil a encontrar na justiça, a paz e a ordem, para que toda a família maçônica voltasse aos princípios basilares da Ordem.

Ainda no ano de 1973, a 1º de junho, quarenta e cinco Lojas do Grande Oriente do Paraná propõem a transformação da Poderosa Assembléia Legislativa em Assembléia Constituinte para a elaboração da Constituição do Grande Oriente do Paraná.

Em seu Ato de número 17/73, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Paraná, Venerável Irmão Enoch Vieira dos Santos, declara a sua separação do Grande Oriente do Brasil. “…o Grande Oriente do Paraná não mais acatará qualquer determinação do Grande Oriente do Brasil”. Em seu Ato de número 18/73, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Paraná cria o Tribunal de Justiça Maçônico e o Egrégio Tribunal Eleitoral. As decisões citadas contribuíram para o efetivo restabelecimento da Paz e os Princípios Maçônicos que se mantiveram inalterados, independentes das divergências ocasionais de seus membros.

Tal procedimento, juntamente com outros Grandes Orientes Estaduais, acabaram por criar o chamado Grande Oriente Independente, não estando mais subordinados a nenhuma outra instância a não ser ao rígido e inflexível cumprimento dos Princípios Maçônicos.

Os Grandes Orientes Independentes, por decisão unânime, resolveram fundar a COMAB – Confederação Maçônica do Brasil, que é uma “Federação dos Grandes Orientes autônomos, independentes e soberanos, que trazem em si uma conduta voltada aos mais elevados princípios de essencialidade e existencialidade”.

O Grande Oriente do Paraná conta, atualmente, com mais de 100 Lojas a ele jurisdicionadas e vem, desde a sua fundação, trabalhando ativamente em prol de uma sociedade mais justa e fraterna alicerçada em seus princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Os seguintes Irmãos ocuparam o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente do Paraná:

Fontes: Arquivos Históricos do Grande Oriente do Paraná
Constituição do Grande Oriente do Paraná
Uma Luz na História (Ir.·. Octacílio Shüler Sobrinho)

 

http://www.gop.org.br/



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