Grande Oriente Do Brasil – RJ

Grande Oriente Do Brasil – RJ

Um Resumo da Historia do GOERJ

A transferência da Capital para a região central do Brasil consta dos planos governamentais ainda no período do Império. É evidente que a questão da segurança nacional aventada anteriormente, não foi o fator determinante da empreitada empreendida pelo Presidente Juscelino Kubitschek, mas podemos considerar a integração nacional como o principal motivo da transferência da Capital para o Planalto Central, e hoje não se pode contestar que a centralização geográfica do Governo vem contribuindo para a efetiva ocupação do território nacional, levando o desenvolvimento e a presença do governo onde anteriormente não se fazia presente. O novo posicionamento da Capital diminuiu as distâncias entre o centro de decisões e os mais longínquos e pequenos pólos populacionais, contribuindo para a melhor disseminação das políticas nacionais.

Fica, portanto evidente que a transferência do Poder Central da Maçonaria Brasileira para Brasília, não poderia deixar de ocorrer, considerando-se as mesmas necessidades de integração e encurtamento das distâncias entre o centro das decisões nacionais maçônicas e as mais distantes Lojas Maçônicas do território nacional. É evidente que as mesmas resistências que se opuseram à empreitada do Presidente Kubitschek, também se manifestaram no seio da maçonaria, os argumentos eram os mais variados possíveis, como fatores históricos, políticos, econômicos, etc., mas nenhum desses argumentos pode suplantar a lógica que conduziu a ação de transferência da Capital Política para a Região Central do País.

Assim de 14 de abril de 1960, data em que foi criado o Estado da Guanabara, até 01 de agosto de 1978, data oficial da instalação do Grande Oriente do Brasil em Brasília, foram 18 anos de resistência a um fato que teria fatalmente que acontecer, independentemente da vontade dos Grão-Mestres que assumiram o comando da maçonaria brasileira nesse período, e de parte dos maçons cariocas, que por questões regionais, não conseguiam vislumbrar as necessidades de uma maçonaria nacional, que precisava crescer em todo o território nacional, e que além dessa necessidade de integração geográfica, não poderia, como a maior organização nacional de defesa da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade do povo brasileiro, ter seu Poder Central afastado do centro das decisões políticas nacionais. Esses fatores já haviam sido percebidos pela Assembléia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil, tanto que a Constituição de 21 de abril de 1967, no Artigo 188, previu a transferência do Poder Central para o Distrito Federal, mas determinou que a sede do Poder Central permaneceria no Palácio do Lavradio por mais 10 anos, fundamentando: essa decisão no fato de ser pequeno o número de Lojas Maçônicas em Brasília naquela oportunidade, argumento usado por aqueles desejavam postergar essa transferência, sob a orientação do Grão-Mestrado Geral, fortalecidos pelo grande número de Deputados Federais cariocas, muitos representando Lojas dos mais distantes pontos do País, o que foi bastante contestado por aqueles que pretendiam a transferência imediata do Poder Central, argumentando, com: certa lógica, posteriormente-comprovada, que o próprio ato de transferência seria fator desencadeante desse necessário crescimento do número de Lojas Maçônicas no Planalto Central. Em 24 de junho de 1978, assume o Grão Mestrado Geral o Soberano Irmão Osíres Teixeira, Senador da República, já fixado em Brasília, que havia se comprometido em sua campanha, transferir a sede do Poder Central para Brasília, o que certamente foi um dos fatores determinantes de sua vitória. E finalmente, em 01 de agosto de 1978, é oficialmente transferido para Brasília o Poder Central do Grande Oriente do Brasil.

É importante para compreendermos os 25 anos de existência do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro – GOERJ, retornarmos um pouco até 14 de abril de 1960, quando da transferência da Capital Federal para Brasília. Nesta data foi criado o Estado da Guanabara, mas não um Grande Oriente Estadual, pois o Estado da Guanabara era formado apenas pela Cidade do Rio de Janeiro, ex-Distrito Federal, portanto um Estado de uma só Cidade, onde estava localizado o Poder Central Maçônico, no Palácio do Lavradio, e todas as Lojas situadas na Cidade do Rio de Janeiro, ex-Distrito Federal, estavam diretamente subordinadas ao Poder Central, pois o Distrito Federal não pertencia oficialmente ao Estado do Rio de Janeiro, possuía ampla liberdade político-administrativa, sendo administrado por um Prefeito nomeado diretamente por Ato do Presidente da República, e as Lojas situadas no Distrito Federal não estavam jurisdicionadas ao Grande Oriente do Rio de Janeiro, e não havia uma Delegacia do Grão-Mestrado para essa área geográfica. Com a fusão entre o Estado do Rio de Janeiro e a Guanabara, em 15 de março de 1975, o antigo Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, que teve seu início histórico em 25 de junho de 1968, quando o então Soberano Grão-Mestre Geral, Irmão Moacyr Arbex Dinamarco, nomeou o Irmão Arthur Alves de Carvalho, Delegado no Estado do Rio de Janeiro, com a função de organizar o Grande Oriente Estadual, o que ocorreu efetivamente em 28 de março de 1970, com a eleição dos primeiros Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto, respectivamente os Irmãos Raphael Rocha e João Pedro Silva Sá, é extinto em 17 de abril de 1975, por Ato do Soberano Grão-Mestre Geral, Irmão Osmane Vieira de Resende, que nomeou os Irmãos Femando Roberto Brito Koelher, hoje Venerável Mestre da Loja Simbólica Dous de Dezembro, José Maria Gui1herme e Oswaldo Pereira Hyra, para recolherem ao Poder Central o acervo do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, então extinto, e todas as Lojas do novo Estado do Rio de Janeiro, produto da fusão, passaram a ser subordinadas diretamente ao Poder Central. Portanto o Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro GOERJ, não é sucessor do antigo Grande Oriente do Rio de Janeiro, pois foi criado em 1978, três anos depois do antigo Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro haver sido extinto, em 1975.

Retornando ao enfoque central, os 25 anos do GOERJ, em 16 de setembro de 1978, é fundado o Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, e por Ato do Soberano Ir. Osires Teixeira, são nomeados: como Delegado, o Irmão Nilton Borges da Silva; como Secretário, o Irmão Waldyr Jacinto de Araújo; como Tesoureiro, o Irmão João Lopes Neto; e como Assessor, o Irmão Gilson Léo; com a atribuição de organizarem a Estrutura básica e as eleições do primeiro Grão-Mestre do GOERJ. O trabalho desenvolvido por esses Irmãos foi árduo, devido à falta de estrutura e de recursos, pois tudo que estava no Palácio do Lavradio pertencia ao Grande Oriente do Brasil, e o GOERJ nasceu pobre, contando apenas com o apoio das Lojas que passaram a ser a ele jurisdicionadas, mas superando todas as dificuldades esses abnegados Irmãos conseguiram conduzir o processo de organização do GOERJ. Quando da abertura do processo eleitoral três nomes surgiram para o Grão-Mestrado: o Irmão Ziéde Coelho Moreira, apoiado pelas Lojas de Niteroi; o irmão Sylvio Claudio, apoiado pelas Loja metropolitanas; e o Orlando Alvisi apoiado pelas lojas do Sul Fluminense, especialmente por Barra Mansa e Vassouras; foi feito uma composição entre os irmãos Sylvio Claudio e Orlando Alvisi, saindo este último com candidato a Grão-Mestre Adjunto, o Irmão Ziéde compreendendo que sua eleição ficara praticamente impossível com a união dos dois outros concorrentes, retirou sua candidatura, sendo, portanto a primeira eleição para o Grão-Mestrado do GOERJ realizada por chapa única.

No dia 11 de maio de 1979, na Loja Maçônica Obreiros de Irajá, foram proclamados eleitos para Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto do GOERJ, respectivamente os Irmãos Sylvio Cláudio e Orlando Alvisi. No dia 24 de junho de 1979, o Irmão Nilton Borges da Silva concluiu a sua missão, quando a Assembléia Estadual Legislativa elegeu sua mesa diretora formada pelos Irmãos: Presidente – Ivo Ramos de Matos; 1° Gr. Vigilante – José Fulgêncio de Carvalho Neto; 2° Gr. Vigilante – Eonio Tavares de Menezes; Gr. Orador – Levi Luís Silva Figueiredo; Gr. Secretário – Elvandro de Azevedo Burity; 1° Gr. Mestre de Cerimônias – Abner Oliveira Casaes; 2° Gr. Mestre de Cerimônias – Manoel Carneiro de Menezes; Gr. Hospitaleiro – Amaro Bissonho; e Gr. Cobridor – Isaltino Medeiros da Silva; e o Irmão Nilton Borges empossou o Presidente eleito da Assembléia Estadual, Irmão Ivo Ramos de Matos. Em seguida com a presença do Soberano Grão-Mestre Geral, Irmão Osires Teixeira, e de várias autoridades civis e maçônicas, o Irmão Ivo Ramos de Mattos empossou e paramentou os Eminentes Irmãos Sylvio Cláudio e Orlando Alvisi, respectivamente nos cargos de Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro. O Eminente irmão Sylvio Claudio, 1° Grão-Mestre do GOERJ discursou falando também em nome do Grão-Mestre Adjunto Imão Orlango Alvisi, de Volta Redonda, inicialmente agradecendo o apoio unânime das 128 Lojas Maçônicas fluminenses, e discorrendo acerca da história da Ordem, declarou que a Maçonaria era tão atuante naquele momento como fora no passado, destacou os complexos problemas enfrentados naqueles dias pelo Estado, destacando já naquela oportunidade a falta de assistência ao menor abandonado, o descuido com a educação, e a disseminação do uso de drogas, continuou afirmando que os governantes de todos os níveis poderiam confiar que haveria sempre um maçom para auxilia-los nos interesses do bem da Coletividade, declarando que o novo Grande Oriente Estadual, por ele dirigido, marcharia firmemente, através das suas 132 Lojas Simbólicas, para ajudar na solução destes problemas, conclamou o estreitamento das relações com as Potências legalmente estabelecidas e com outras Instituições prestadoras de serviços a Humanidade, disse que pretendia ser um Grão-Mestre com as qualidades de ex-Grão-Mestres Gerais por ele relembrados, e finalizou rogando ao GADU iluminação e proteção.

Em 31 de agosto de 1982 assumiu o Grão-Mestrado o Grão-Mestre Adjunto, Irmão Orlando Alvisi, que administrou o GOERJ até 30 de abril de 1983, quando o Irmão Sylvio Cláudio retomou ao Grão-Mestrado reeleito para mais um mandato, agora tendo como Adjunto o Irmão José Domingos Teixeira Neto. A reeleição não estava nos planos do Irmão Sylvio Cláudio, mas a morte prematura, em 13 de março de 1982, do Irmão Ivo Ramos de Mattos, ex-Presidente da Assembléia Estadual Legislativa e que estava exercendo a Venerança da Loja Maçônica Salomão, N° 021, e seria provavelmente um forte candidato ao Grão-Mestrado, apoiado inclusive pelo Irmão Sylvio Cláudio, faz com que um grande número de Lojas Maçônicas se unissem intercedendo ao Irmão Sylvio Cláudio, para que ele permanecesse por mais quatro anos à frente da Administração do GOERJ, e mesmo com prejuízo de seus afazeres profissionais e familiares, o Irmão Sylvio não pode recusar o pedido de um tão grande número de Irmãos, e decide concorrer à reeleição sem outros concorrentes. O Irmão Sylvio Cláudio concluiu o seu segundo mandato em 24 de junho de 1987, deixando uma grande obra concluída, a construção do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, foram oito anos de profícuos trabalhos executados em beneficio da Ordem e do GOERJ, seu nome e sua obra estão marcados de forma indeléveis na história do GOERJ.

Em 24 de junho de 1987, assume o Grão-Mestrado o Irmão José Domingos Teixeira Neto, que havia disputado a eleição com os Irmãos Ricardo Bate Crespo e Atahualpa Oliveira Calmont de Andrade, e tinha como Adjunto o Irmão Leandro Álvaro Chaves, oriundo da cidade de Barra Mansa. O Grão Mestrado do Irmão Teixeira Neto foi marcado por um desgastante embate com a Assembléia Estadual Legislativa do GOERJ. Mesmo com os problemas enfrentados durante o seu mandato o Irmão Teixeira Neto decide concorrer à reeleição. Em 30 de novembro de 1990, o Grão-Mestre Adjunto, Irmão Leandro Chaves, assume o Grão Mestrado, administrando o GOERJ até 24 de junho de 1991.

Surgem então quatro candidatos ao Grão Mestrado, o Irmão Teixeira Neto, o Irmão Atahualpa Calmont, o Irmão José Coêlho da Silva e o Irmão Olegário Rodrigues Santiago, este último apoiado pelo Sapientíssimo Irmão Ary Azevedo de Moraes, que havia sido conc1amado por um grupo de Irmãos Escoceses para concorrer, mas abdicou do convite indicando o Irmão Olegário Santiago como seu candidato, o que foi aceito pelo grupo. Como o Irmão José Coêlho, então Chefe do Rito Moderno e Administrador do Palácio do Lavradio, e o Irmão Olegário Santiago, então membro efetivo do Consistório N° 1 do Rito Escocês, concorriam praticamente na mesma faixa de eleitores, o Irmão Sylvio Cláudio, amigo de ambos, convocou uma reunião dos líderes dos dois grupos na Loja Maçônica Cayru, N° 0762, considerando que nenhum dos dois candidatos havia se comprometido com concorrentes a Adjunto, nesta reunião ficou decidido que o Irmão José Coêlho da Silva concorreria ao Grão-Mestrado e o Irmão Olegário Rodrigues Santiago a Adjunto, com a promessa que o Irmão José Coêlho apoiaria o Irmão Olegário nas eleições seguintes para o Grão-Mestrado. O Irmão José Coêlho venceu as eleições no primeiro turno, mas o Irmão Olegario não conseguiu atingir os 50% dos votos válidos, sendo necessária à realização de um segundo turno para o cargo de Grão-Mestre Adjunto. O Irmão Sergio Tavares Romay, candidato a Grão-Mestre Adjunto compunha a chapa ao Grão-Mestrado com o Irmão Atahualpa Calmont, que por motivos particulares precisou se ausentar para São Paulo durante o período da campanha, levando o Irmão Romay a fazer uma campanha inédita de candidato a Grão-Mestre Adjunto, praticamente sem o candidato a titular do Grão-Mestrado, mesmo com todas as dificuldades encontradas, o Irmão Romay acabaria recebendo 23,74%, sendo, portanto o fiel da balança na eleição do Grão-Mestre Adjunto, pois os Irmãos Paulo Berkowitz e Olegário Santiago, receberam respectivamente 30,71 e 45,55% dos votos, e o seu apoio a um dos outros dois candidatos definiria o quadro eleitoral. Por solicitação do Irmão José Coêlho, o Irmão Romay decide apoiar o Irmão Olegario, que foi eleito no 2° turno, Grão-Mestre Adjunto do GOERJ.

Em 24 de junho de 1991, assumem o Grão-Mestrado os Irmãos José Coêlho da Silva e Olegário Rodrigues Santiago, respectivamente Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto. Logo no início do mandato apareceram alguns desentendimentos, acordos firmados durante a reunião na Loja Maçônica Cayru e posteriormente durante a campanha, são esquecidos ou postergados, para não criar problemas ao Grão-Mestre, numa atitude altruísta e respeitosa o Grão-Mestre Adjunto se afasta um pouco da administração e das decisões do Grão-Mestrado, deixando o Grão-Mestre à vontade para imprimir um cunho pessoal a sua Administração.

Com o sucesso de sua administração, e com a simpatia e apoio da maioria dos Irmãos, o Grão-Mestre decide concorrer à reeleição, evidente que já não mais com o Irmão Olegário como seu Adjunto, pois além dos problemas anteriores, o Irmão Olegário nessa altura atravessava alguns pequenos problemas de saúde, o que prejudicariam qualquer tentativa sua de tentar uma reeleição o Irmão Olegário decide então assumir o Grão-Mestrado durante o período de desincompatibilização do Irmão José Coêlho, em 30 de novembro de 1994, assume o Grão-Mestrado o Irmão Olegário Rodrigues Santiago, administrando o GOERJ até 24 de junho de 1995.

Em 24 de junho de 1995 retoma ao Grão-Mestrado o Irmão José Coêlho da Silva, tendo como seu Adjunto o Irmão Sergio Tavares Romay.

Em 24 de junho de 1999, assumem o Grão-Mestrado os Irmãos Sergio Tavares Romay e Eduardo Gomes de Souza, respectivamente Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto do GOERJ, em 29 de novembro de 2002, os Irmãos Sergio e Eduardo se desincompatibilizaram, pois decidem concorrer à reeleição, assume o Grão- Mestrado de 29 de novembro de 2002 a 01 de abril de 2003, o Presidente da Assembléia Estadual Legislativa do GOERJ, Irmão Darci de Oliveira Soares, quando os Irmãos já reeleitos retornam para concluir seus mandatos.

Em 18 de junho de 2003, assume novamente o Grão-Mestrado o Irmão Sergio Tavares Romay, tendo como seu Adjunto novamente o Irmão Eduardo Gomes de Souza, que estão nesse momento no exercício de seus segundo mandatos.

Em 27 de junho de 2007 assume o Grão-Mestrado os Irmãos Eduardo Gomes de Souza, Grão-Mestre e Edimo Muniz Pinho, Grão-Mestre Adjunto para o mandato de 2007/2011. Em 20 de junho de 2007, o Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro através da Nova Constituição aprovada passou a ser denominado Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro

Este é um pequeno estrato da História do Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro, agradecemos a colaboração do Irmão Ary Azevedo de Moraes, historia viva da Maçonaria Brasileira nos últimos sessenta anos, que contribuiu com documentos e informações preciosas para que pudéssemos realizar este trabalho.

Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro

Eduardo Gomes de Souza

Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro (2007-2011)

Um Resumo da Historia do GOERJ

A transferência da Capital para a região central do Brasil consta dos planos governamentais ainda no período do Império. É evidente que a questão da segurança nacional aventada anteriormente, não foi o fator determinante da empreitada empreendida pelo Presidente Juscelino Kubitschek, mas podemos considerar a integração nacional como o principal motivo da transferência da Capital para o Planalto Central, e hoje não se pode contestar que a centralização geográfica do Governo vem contribuindo para a efetiva ocupação do território nacional, levando o desenvolvimento e a presença do governo onde anteriormente não se fazia presente. O novo posicionamento da Capital diminuiu as distâncias entre o centro de decisões e os mais longínquos e pequenos pólos populacionais, contribuindo para a melhor disseminação das políticas nacionais.

Fica, portanto evidente que a transferência do Poder Central da Maçonaria Brasileira para Brasília, não poderia deixar de ocorrer, considerando-se as mesmas necessidades de integração e encurtamento das distâncias entre o centro das decisões nacionais maçônicas e as mais distantes Lojas Maçônicas do território nacional. É evidente que as mesmas resistências que se opuseram à empreitada do Presidente Kubitschek, também se manifestaram no seio da maçonaria, os argumentos eram os mais variados possíveis, como fatores históricos, políticos, econômicos, etc., mas nenhum desses argumentos pode suplantar a lógica que conduziu a ação de transferência da Capital Política para a Região Central do País.

Assim de 14 de abril de 1960, data em que foi criado o Estado da Guanabara, até 01 de agosto de 1978, data oficial da instalação do Grande Oriente do Brasil em Brasília, foram 18 anos de resistência a um fato que teria fatalmente que acontecer, independentemente da vontade dos Grão-Mestres que assumiram o comando da maçonaria brasileira nesse período, e de parte dos maçons cariocas, que por questões regionais, não conseguiam vislumbrar as necessidades de uma maçonaria nacional, que precisava crescer em todo o território nacional, e que além dessa necessidade de integração geográfica, não poderia, como a maior organização nacional de defesa da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade do povo brasileiro, ter seu Poder Central afastado do centro das decisões políticas nacionais. Esses fatores já haviam sido percebidos pela Assembléia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil, tanto que a Constituição de 21 de abril de 1967, no Artigo 188, previu a transferência do Poder Central para o Distrito Federal, mas determinou que a sede do Poder Central permaneceria no Palácio do Lavradio por mais 10 anos, fundamentando: essa decisão no fato de ser pequeno o número de Lojas Maçônicas em Brasília naquela oportunidade, argumento usado por aqueles desejavam postergar essa transferência, sob a orientação do Grão-Mestrado Geral, fortalecidos pelo grande número de Deputados Federais cariocas, muitos representando Lojas dos mais distantes pontos do País, o que foi bastante contestado por aqueles que pretendiam a transferência imediata do Poder Central, argumentando, com: certa lógica, posteriormente-comprovada, que o próprio ato de transferência seria fator desencadeante desse necessário crescimento do número de Lojas Maçônicas no Planalto Central. Em 24 de junho de 1978, assume o Grão Mestrado Geral o Soberano Irmão Osíres Teixeira, Senador da República, já fixado em Brasília, que havia se comprometido em sua campanha, transferir a sede do Poder Central para Brasília, o que certamente foi um dos fatores determinantes de sua vitória. E finalmente, em 01 de agosto de 1978, é oficialmente transferido para Brasília o Poder Central do Grande Oriente do Brasil.

É importante para compreendermos os 25 anos de existência do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro – GOERJ, retornarmos um pouco até 14 de abril de 1960, quando da transferência da Capital Federal para Brasília. Nesta data foi criado o Estado da Guanabara, mas não um Grande Oriente Estadual, pois o Estado da Guanabara era formado apenas pela Cidade do Rio de Janeiro, ex-Distrito Federal, portanto um Estado de uma só Cidade, onde estava localizado o Poder Central Maçônico, no Palácio do Lavradio, e todas as Lojas situadas na Cidade do Rio de Janeiro, ex-Distrito Federal, estavam diretamente subordinadas ao Poder Central, pois o Distrito Federal não pertencia oficialmente ao Estado do Rio de Janeiro, possuía ampla liberdade político-administrativa, sendo administrado por um Prefeito nomeado diretamente por Ato do Presidente da República, e as Lojas situadas no Distrito Federal não estavam jurisdicionadas ao Grande Oriente do Rio de Janeiro, e não havia uma Delegacia do Grão-Mestrado para essa área geográfica. Com a fusão entre o Estado do Rio de Janeiro e a Guanabara, em 15 de março de 1975, o antigo Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, que teve seu início histórico em 25 de junho de 1968, quando o então Soberano Grão-Mestre Geral, Irmão Moacyr Arbex Dinamarco, nomeou o Irmão Arthur Alves de Carvalho, Delegado no Estado do Rio de Janeiro, com a função de organizar o Grande Oriente Estadual, o que ocorreu efetivamente em 28 de março de 1970, com a eleição dos primeiros Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto, respectivamente os Irmãos Raphael Rocha e João Pedro Silva Sá, é extinto em 17 de abril de 1975, por Ato do Soberano Grão-Mestre Geral, Irmão Osmane Vieira de Resende, que nomeou os Irmãos Femando Roberto Brito Koelher, hoje Venerável Mestre da Loja Simbólica Dous de Dezembro, José Maria Gui1herme e Oswaldo Pereira Hyra, para recolherem ao Poder Central o acervo do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, então extinto, e todas as Lojas do novo Estado do Rio de Janeiro, produto da fusão, passaram a ser subordinadas diretamente ao Poder Central. Portanto o Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro GOERJ, não é sucessor do antigo Grande Oriente do Rio de Janeiro, pois foi criado em 1978, três anos depois do antigo Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro haver sido extinto, em 1975.

Retornando ao enfoque central, os 25 anos do GOERJ, em 16 de setembro de 1978, é fundado o Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, e por Ato do Soberano Ir. Osires Teixeira, são nomeados: como Delegado, o Irmão Nilton Borges da Silva; como Secretário, o Irmão Waldyr Jacinto de Araújo; como Tesoureiro, o Irmão João Lopes Neto; e como Assessor, o Irmão Gilson Léo; com a atribuição de organizarem a Estrutura básica e as eleições do primeiro Grão-Mestre do GOERJ. O trabalho desenvolvido por esses Irmãos foi árduo, devido à falta de estrutura e de recursos, pois tudo que estava no Palácio do Lavradio pertencia ao Grande Oriente do Brasil, e o GOERJ nasceu pobre, contando apenas com o apoio das Lojas que passaram a ser a ele jurisdicionadas, mas superando todas as dificuldades esses abnegados Irmãos conseguiram conduzir o processo de organização do GOERJ. Quando da abertura do processo eleitoral três nomes surgiram para o Grão-Mestrado: o Irmão Ziéde Coelho Moreira, apoiado pelas Lojas de Niteroi; o irmão Sylvio Claudio, apoiado pelas Loja metropolitanas; e o Orlando Alvisi apoiado pelas lojas do Sul Fluminense, especialmente por Barra Mansa e Vassouras; foi feito uma composição entre os irmãos Sylvio Claudio e Orlando Alvisi, saindo este último com candidato a Grão-Mestre Adjunto, o Irmão Ziéde compreendendo que sua eleição ficara praticamente impossível com a união dos dois outros concorrentes, retirou sua candidatura, sendo, portanto a primeira eleição para o Grão-Mestrado do GOERJ realizada por chapa única.

No dia 11 de maio de 1979, na Loja Maçônica Obreiros de Irajá, foram proclamados eleitos para Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto do GOERJ, respectivamente os Irmãos Sylvio Cláudio e Orlando Alvisi. No dia 24 de junho de 1979, o Irmão Nilton Borges da Silva concluiu a sua missão, quando a Assembléia Estadual Legislativa elegeu sua mesa diretora formada pelos Irmãos: Presidente – Ivo Ramos de Matos; 1° Gr. Vigilante – José Fulgêncio de Carvalho Neto; 2° Gr. Vigilante – Eonio Tavares de Menezes; Gr. Orador – Levi Luís Silva Figueiredo; Gr. Secretário – Elvandro de Azevedo Burity; 1° Gr. Mestre de Cerimônias – Abner Oliveira Casaes; 2° Gr. Mestre de Cerimônias – Manoel Carneiro de Menezes; Gr. Hospitaleiro – Amaro Bissonho; e Gr. Cobridor – Isaltino Medeiros da Silva; e o Irmão Nilton Borges empossou o Presidente eleito da Assembléia Estadual, Irmão Ivo Ramos de Matos. Em seguida com a presença do Soberano Grão-Mestre Geral, Irmão Osires Teixeira, e de várias autoridades civis e maçônicas, o Irmão Ivo Ramos de Mattos empossou e paramentou os Eminentes Irmãos Sylvio Cláudio e Orlando Alvisi, respectivamente nos cargos de Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro. O Eminente irmão Sylvio Claudio, 1° Grão-Mestre do GOERJ discursou falando também em nome do Grão-Mestre Adjunto Imão Orlango Alvisi, de Volta Redonda, inicialmente agradecendo o apoio unânime das 128 Lojas Maçônicas fluminenses, e discorrendo acerca da história da Ordem, declarou que a Maçonaria era tão atuante naquele momento como fora no passado, destacou os complexos problemas enfrentados naqueles dias pelo Estado, destacando já naquela oportunidade a falta de assistência ao menor abandonado, o descuido com a educação, e a disseminação do uso de drogas, continuou afirmando que os governantes de todos os níveis poderiam confiar que haveria sempre um maçom para auxilia-los nos interesses do bem da Coletividade, declarando que o novo Grande Oriente Estadual, por ele dirigido, marcharia firmemente, através das suas 132 Lojas Simbólicas, para ajudar na solução destes problemas, conclamou o estreitamento das relações com as Potências legalmente estabelecidas e com outras Instituições prestadoras de serviços a Humanidade, disse que pretendia ser um Grão-Mestre com as qualidades de ex-Grão-Mestres Gerais por ele relembrados, e finalizou rogando ao GADU iluminação e proteção.

Em 31 de agosto de 1982 assumiu o Grão-Mestrado o Grão-Mestre Adjunto, Irmão Orlando Alvisi, que administrou o GOERJ até 30 de abril de 1983, quando o Irmão Sylvio Cláudio retomou ao Grão-Mestrado reeleito para mais um mandato, agora tendo como Adjunto o Irmão José Domingos Teixeira Neto. A reeleição não estava nos planos do Irmão Sylvio Cláudio, mas a morte prematura, em 13 de março de 1982, do Irmão Ivo Ramos de Mattos, ex-Presidente da Assembléia Estadual Legislativa e que estava exercendo a Venerança da Loja Maçônica Salomão, N° 021, e seria provavelmente um forte candidato ao Grão-Mestrado, apoiado inclusive pelo Irmão Sylvio Cláudio, faz com que um grande número de Lojas Maçônicas se unissem intercedendo ao Irmão Sylvio Cláudio, para que ele permanecesse por mais quatro anos à frente da Administração do GOERJ, e mesmo com prejuízo de seus afazeres profissionais e familiares, o Irmão Sylvio não pode recusar o pedido de um tão grande número de Irmãos, e decide concorrer à reeleição sem outros concorrentes. O Irmão Sylvio Cláudio concluiu o seu segundo mandato em 24 de junho de 1987, deixando uma grande obra concluída, a construção do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, foram oito anos de profícuos trabalhos executados em beneficio da Ordem e do GOERJ, seu nome e sua obra estão marcados de forma indeléveis na história do GOERJ.

Em 24 de junho de 1987, assume o Grão-Mestrado o Irmão José Domingos Teixeira Neto, que havia disputado a eleição com os Irmãos Ricardo Bate Crespo e Atahualpa Oliveira Calmont de Andrade, e tinha como Adjunto o Irmão Leandro Álvaro Chaves, oriundo da cidade de Barra Mansa. O Grão Mestrado do Irmão Teixeira Neto foi marcado por um desgastante embate com a Assembléia Estadual Legislativa do GOERJ. Mesmo com os problemas enfrentados durante o seu mandato o Irmão Teixeira Neto decide concorrer à reeleição. Em 30 de novembro de 1990, o Grão-Mestre Adjunto, Irmão Leandro Chaves, assume o Grão Mestrado, administrando o GOERJ até 24 de junho de 1991.

Surgem então quatro candidatos ao Grão Mestrado, o Irmão Teixeira Neto, o Irmão Atahualpa Calmont, o Irmão José Coêlho da Silva e o Irmão Olegário Rodrigues Santiago, este último apoiado pelo Sapientíssimo Irmão Ary Azevedo de Moraes, que havia sido conc1amado por um grupo de Irmãos Escoceses para concorrer, mas abdicou do convite indicando o Irmão Olegário Santiago como seu candidato, o que foi aceito pelo grupo. Como o Irmão José Coêlho, então Chefe do Rito Moderno e Administrador do Palácio do Lavradio, e o Irmão Olegário Santiago, então membro efetivo do Consistório N° 1 do Rito Escocês, concorriam praticamente na mesma faixa de eleitores, o Irmão Sylvio Cláudio, amigo de ambos, convocou uma reunião dos líderes dos dois grupos na Loja Maçônica Cayru, N° 0762, considerando que nenhum dos dois candidatos havia se comprometido com concorrentes a Adjunto, nesta reunião ficou decidido que o Irmão José Coêlho da Silva concorreria ao Grão-Mestrado e o Irmão Olegário Rodrigues Santiago a Adjunto, com a promessa que o Irmão José Coêlho apoiaria o Irmão Olegário nas eleições seguintes para o Grão-Mestrado. O Irmão José Coêlho venceu as eleições no primeiro turno, mas o Irmão Olegario não conseguiu atingir os 50% dos votos válidos, sendo necessária à realização de um segundo turno para o cargo de Grão-Mestre Adjunto. O Irmão Sergio Tavares Romay, candidato a Grão-Mestre Adjunto compunha a chapa ao Grão-Mestrado com o Irmão Atahualpa Calmont, que por motivos particulares precisou se ausentar para São Paulo durante o período da campanha, levando o Irmão Romay a fazer uma campanha inédita de candidato a Grão-Mestre Adjunto, praticamente sem o candidato a titular do Grão-Mestrado, mesmo com todas as dificuldades encontradas, o Irmão Romay acabaria recebendo 23,74%, sendo, portanto o fiel da balança na eleição do Grão-Mestre Adjunto, pois os Irmãos Paulo Berkowitz e Olegário Santiago, receberam respectivamente 30,71 e 45,55% dos votos, e o seu apoio a um dos outros dois candidatos definiria o quadro eleitoral. Por solicitação do Irmão José Coêlho, o Irmão Romay decide apoiar o Irmão Olegario, que foi eleito no 2° turno, Grão-Mestre Adjunto do GOERJ.

Em 24 de junho de 1991, assumem o Grão-Mestrado os Irmãos José Coêlho da Silva e Olegário Rodrigues Santiago, respectivamente Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto. Logo no início do mandato apareceram alguns desentendimentos, acordos firmados durante a reunião na Loja Maçônica Cayru e posteriormente durante a campanha, são esquecidos ou postergados, para não criar problemas ao Grão-Mestre, numa atitude altruísta e respeitosa o Grão-Mestre Adjunto se afasta um pouco da administração e das decisões do Grão-Mestrado, deixando o Grão-Mestre à vontade para imprimir um cunho pessoal a sua Administração.

Com o sucesso de sua administração, e com a simpatia e apoio da maioria dos Irmãos, o Grão-Mestre decide concorrer à reeleição, evidente que já não mais com o Irmão Olegário como seu Adjunto, pois além dos problemas anteriores, o Irmão Olegário nessa altura atravessava alguns pequenos problemas de saúde, o que prejudicariam qualquer tentativa sua de tentar uma reeleição o Irmão Olegário decide então assumir o Grão-Mestrado durante o período de desincompatibilização do Irmão José Coêlho, em 30 de novembro de 1994, assume o Grão-Mestrado o Irmão Olegário Rodrigues Santiago, administrando o GOERJ até 24 de junho de 1995.

Em 24 de junho de 1995 retoma ao Grão-Mestrado o Irmão José Coêlho da Silva, tendo como seu Adjunto o Irmão Sergio Tavares Romay.

Em 24 de junho de 1999, assumem o Grão-Mestrado os Irmãos Sergio Tavares Romay e Eduardo Gomes de Souza, respectivamente Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto do GOERJ, em 29 de novembro de 2002, os Irmãos Sergio e Eduardo se desincompatibilizaram, pois decidem concorrer à reeleição, assume o Grão- Mestrado de 29 de novembro de 2002 a 01 de abril de 2003, o Presidente da Assembléia Estadual Legislativa do GOERJ, Irmão Darci de Oliveira Soares, quando os Irmãos já reeleitos retornam para concluir seus mandatos.

Em 18 de junho de 2003, assume novamente o Grão-Mestrado o Irmão Sergio Tavares Romay, tendo como seu Adjunto novamente o Irmão Eduardo Gomes de Souza, que estão nesse momento no exercício de seus segundo mandatos.

Em 27 de junho de 2007 assume o Grão-Mestrado os Irmãos Eduardo Gomes de Souza, Grão-Mestre e Edimo Muniz Pinho, Grão-Mestre Adjunto para o mandato de 2007/2011. Em 20 de junho de 2007, o Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro através da Nova Constituição aprovada passou a ser denominado Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro

Este é um pequeno estrato da História do Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro, agradecemos a colaboração do Irmão Ary Azevedo de Moraes, historia viva da Maçonaria Brasileira nos últimos sessenta anos, que contribuiu com documentos e informações preciosas para que pudéssemos realizar este trabalho.

Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro

Eduardo Gomes de Souza

Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro (2007-2011)



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