Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo

Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo

Nossa história, inicia-se antes do ano de 1970, quando uma plêiade de maçons, resolvem fundar uma Loja Maçônica no Bairro Campo Grande – Município de Cariacica ES, sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil.

Formalizado o processo, a diretoria tinha como Venerável Mestre o Ir. Israel Louzada e como Secretário o Ir. Joel Pereira das Neves. Após longos meses de espera, o pedido é indeferido.

Mesmo assim, as reuniões prosseguiram com os Irmãos Anadir Rodrigues de Souza, Honofre Moura da Silva, Joel Pereira das Neves, Rafael Moraes da Silva, Ely Duarte Lessa, Nelço Gonçalves Marques, Hilarino Ferreira da Silva, Israel Louzada, Walter Rubert e Sebastião Rodrigues de Souza.

No início dos anos de 1970, outros Irmãos da Loja Dr. Américo de Oliveira, filiada ao Grande Oriente do Brasil, juntaram-se a estes, para fundarem a Grande Loja do Estado do Espírito Santo.
Em 01 de setembro de 1970, é encaminhado prancha à Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro, nos seguintes termos:

Os signatários desta, Mestres Maçons como provam os documentos anexos, não pertencentes à jurisdição dessa Grande Loja, vêm por intermédio das luzes da Aug e Resp Loja Independência nº 19 desse Or e da Obediência da Grande Loja do Rio de Janeiro, solicitar vossos bons ofícios no sentido do que os referidos signatários, bem como os da relação e documentos apensos, obtenham regularidade no seio dessa Grande Loja e conseqüente possibilidade de ingressarem na Cadeia de União da Fraternidade Universal, onde convivem os maçons reconhecidos pela superfície da terra, com a viabilidade ainda, de fundarmos Lojas Simbólicas Justas, Perfeitas e Regulares, outorga de Carta Constitutiva e ainda mais, a fundação de uma Grande Loja no Estado do Espírito Santo.

Outrossim, solicitamos que nos forneçam, caso nossa súplica mereça acolhimento, tudo quanto for necessário ao desempenho de nosso propósito, inclusive como deveremos proceder na organização dos processos, fundação de Lojas, fundação da Grande Loja do Estado do Espírito Santo e demais medidas e exigências a serem adotadas.
Confiantes no atendimento e rogamos ao GADU, que nos ilumine e guarde, subscrevemo-nos,
Fraternalmente,
Aly Edmundo Poletti
Plínio Gustavo Lourosa
Moacyr Rosado
Sebastião dos Santos
Sebastião Rodrigues de Souza
Joel Pereira das Neves
Osmar Ruzzi
Joaquim Coelho Pinto
Jerônimo Bersani
Alfredo Tavares da Silva
Frontem Coelho
Jorge Coutinho de Oliveira
Agilberto Barbosa
José Elmo Silvestre
Fernando Campanhole
Arthur Araújo
Levy Nunes
Paulino Bispo dos Santos
Venil Campanha
Avelino Gonçalves da Silva
Raimundo de Almeida e Silva
Osmar Amaral
Onofre Moura da Silva
Manoel Ranulfo de Souza
Rafael Moraes da Silva
Nelço Gonçalves Marques
Vicente Santório Fantini
Gilson Tótula
Anadir Rodrigues de Souza
Ely Duarte Lessa
Hilário Theodoro Ferreira
José Rossister Neves
Doroteu Lourenço dos Santos
Ildebrando Campanhole
José Campos
Sid Macrini Leite
Mobel Montebelo Pimentel e Denizar Francisco da Silva.

Estes maçons estão inseridos no Decreto-Lei 008/70 de 07 de Novembro de 1970, como fundadores.

Através do Decreto-Lei nº 008/70 de 07 de novembro 1970, assinado pelo Grão-Mestre Waldemar Zveiter, amplia a jurisdição da Grande Loja do Rio de Janeiro a todo o território do Estado do Espírito Santo, como uma necessidade de difundir os postulados da sublime instituição através de Lojas Maçônicas e considerando a súplica dos Irmãos através de prancha datada de 01 de setembro de 1970, com a finalidade de constituir Lojas Maçônicas, regularizar os irmãos constantes da relação, com iguais direitos e deveres, na forma da Constituição.

Através do Decreto-Lei nº 009/1970 de 07 de novembro de 1970, considerando a regularidade dos Iir. e pôr intermédio da Loja Independência nº 19, do Oriente de Niterói -RJ, ficou decretado a fundação das seguintes Lojas Simbólicas:

a) Loja Simbólica Independência, com vigência a contar de 05/09/1970;

b) Loja Simbólica Salomão Guinsburg, com vigência a contar de 05/09/1970;

c) Loja Simbólica Sete de Setembro, com vigência a contar de 07/09/1970.

No mesmo decreto, concede carta Constitutiva Provisória, diplomas legais e demais privilégios para trabalharem nos graus simbólicos do R.E.A.E.A.
Como as Lojas criadas, tem por objetivo a fundação da Grande Loja do Espírito Santo, receberam os números de registro com Independência nº 01, Salomão Guinsburg nº 02 e Sete de Setembro nº 03 e marca para 07 de Novembro a cerimônia de instalação, no Oriente de Vitória – ES.

Através do Ato nº 057/70 é convocada em caráter extraordinário à Assembléia da Grande Loja do Rio de Janeiro, para a reunião de Fundação da Grande Loja do Espírito Santo.
A reunião foi realizada à Rua Alberto de Oliveira Santos, 59 – 10º andar do Ed. Ricamar, Centro – Vitória – ES, com as Lojas Independência, Salomão Guinsburg e Sete de Setembro, tendo representação das Lojas Independência nº 19, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, Hiram nº 07 e DeMolay nº 27, da Grande Loja do Rio de Janeiro.

Assumindo a presidência dos trabalhos o Grão-Mestre Ir. Waldemar Zveiter, dizendo que o fazia com grande júbilo e intenso contentamento visto que a três Lojas fundadoras eram suas jurisdicionadas, que teve a honra de regularizar, por meio de decreto-lei próprio, os Mestres fundadores das referidas Lojas e que, por via de conseqüência, eram justas, perfeitas e regulares.

Por votação unânime da assembléia, às 22:35 horas do dia 07/11/1970, o Grão- Mestre Ir. Waldemar Zveiter, declara fundada a Grande Loja do do Espírito Santo. Congratulou-se com os irmãos de Vitória, pelos esforços e perseverança na conquista sublime de suas reinvidicações. Em seguida foi proclamada a primeira administração da Grande Loja, tendo como Grão-Mestre o Ir. ALY EDMUNDO POLETTI e como Grão-Mestre Adjunto o Ir. PLINIO GUSTAVO LOUROZA, como 1º Gr. Vig. o Ir. Moacir Rosado e 2º Gr. Vig. o Ir. Sebastião dos Santos.

Os trabalhos foram suspensos, para redação da ata de fundação e outros documentos, ficando a reabertura dos trabalhos para o dia 08 de novembro às 08:00 horas, no mesmo local.
No dia 08 de novembro, os trabalhos foram reabertos pelo Grão-Mestre da Grande Loja do Espírito Santo Ir. Aly Edmundo Poletti, tendo recebido a Carta Constitutiva e de Reconhecimento, conforme edição do Ato Legislativo nº 016/70 datado de 08 de novembro de 1970, onde a Grande Loja do Rio de Janeiro expede Carta Constitutiva e de Reconhecimento a Grande Loja do Espírito Santo, com expedição de diplomas e outros documentos.

Durante o cerimonial, foram ofertados pelo Grão-Mestre do Rio de Janeiro, Ramos de Acácia, bolo, vinho e troca de alianças, dizendo: “Bendita Acácia da Imortalidade, augusto símbolo da sabedoria, que tuas raízes se aflorem no coração da humanidade para transmitir-lhes a seiva vital da luz, que tuas florações infundam o ideal de Paz, Harmonia e Justiça no ser humano para que o mundo seja coroado de obras bonançosas e a humanidade cimente e consolide a felicidade que tem o justo direito de usufruir.”

Com a entrega da Carta Constitutiva de Reconhecimento, “Ficais integrado na Cadeia de União dos Maçons Livres Antigos e Aceitos, que pertencem a corrente da Maçonaria Universal, para que prevaleçam sempre entre os obreiros, o amor fraternal, o auxílio mútuo e a verdade, para que as Lojas se estreitem, a fim de fortificar, cada vez mais, o vínculo de amizade fraternal”.

O Grão-Mestre Ir. Aly Edmundo Poletti, ofertou a taça de vinho, dizendo: “Eis aqui o vinho! Este cálice é o da amizade, símbolo da vida! Bebamos por ele e apuremos seu conteúdo até a última gota, rogamos ao Soberano Construtor do Universo, que nos conceda sempre a ventura de podermos mitigar a sede, neste néctar bendito e não permita jamais que tenhamos de levar a nossos lábios outro cálice, o da amargura e símbolo da adversidade, jurando coragem e fidelidade recíproca.”

Estava criada nossa Grande Loja, com todas as formalidades legais, sendo comunicado a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, no dia 16 de Novembro pelo Grão-Mestre do Rio de Janeiro, a fundação da Grande Loja do Espírito Santo, conforme havia prometido na IV CMSB, no Oriente de Recife – Pernambuco.

Em 23 de novembro de 1970, A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, através da Prancha n.º 2056/70, cumprimenta o Grão-Mestre Ir. Waldemar Zveiter, por ter cumprido o que prometera na IV CMSB em Recife, e acrescenta: “Sabíamos desde quando o conhecemos, que iria um dia empunhar o mais alto malhete dessa Grande Loja e que quando isso ocorresse, seria de grande valia para nossa Ordem; e procedimento como este, (fundar a Grande Loja do Espírito Santo) aliados aos inúmeros que já o precederam, bem coloca o prezado Irmão entre aqueles a quem a Ordem muito ficará devendo.”

Em 26 de novembro, O Supremo Conselho do Grau 33 do R.E.A.E.A, através de Pr n.º 19/70, assinado pelo Gr. Secretário Ir. Alberto Mansur, que em nome do Soberano Grande Comendador Ir. Daniel Corrêa Trindade, cumprimenta pelo magnífico trabalho que permitiu trazer para a Maçonaria regular Brasileira mais este Estado da Federação. No devido tempo faremos trabalho de dotar aquela Grande Loja de uma Loja de Perfeição, permitindo aqueles IIr o seu ingresso no filosofismo, complemento de real importância para os estudiosos do Rito Escocês.”

No dia 08 de dezembro a CMSB, através do Ato 048/70, informa que: “Estamos nos dirigindo aquela mais nova Grande Loja Brasileira, enviando farta informação sobre esta Confederação, inclusive exemplares de boletins e a Palavra Semestral, para o primeiro semestre de 1971.”

Após a administração do Grão Mestrado de Aly Edmundo Poletti e Plínio Gustavo Louroza em 1970/1971, tivemos:

1971 a 1980 – Grão-Mestre Ir. Sebastião Rodrigues de Souza e como Grão-Mestre Adjunto os Irmãos Sebastião dos Santos, Antenor da Costa Filho e Raulino Bonelli;

1980 a 1983 – Grão-Mestre Ir. Raulino Bonelli e Grão-Mestre Adjunto Ir. Sebastião Idelfonso de Carvalho Primo;

1983 a 1986 – Grão-Mestre Ir. Sebastião Rodrigues de Souza e Grão- Mestre Adjunto Ir. Francisco da Costa Neto;

1986 a 1990 – Grão-Mestre Ir. Paulo Vieira Pinto e Grão-Mestre Adjunto
os Irmãos Francisco da Costa Neto e Dovargil Corrêa Filho (1990);

1990 a 1993 – Grão-Mestre Ir. Demetre Andrikopolo e Grão-Mestre Adjunto Ir. Raimundo Sala;

1993 a 1996 – Grão-Mestre Sergio Muniz Gianordoli e Grão-Mestre Adjunto Ir. José Américo Merlo;

1996 a 1999 – Grão-Mestre Ir. José Américo Merlo e Grão-Mestre Adjunto Ir. Luiz Paulo Silva;

1999 a 29 de Agosto 2002 – Grão-Mestre Ir. Raimundo Sala e Grão-Mestre Adjunto Ir. Carlomar Silva Gomes de Almeida;

29 de Agosto a 14 de Setembro de 2002 – A Grande Loja foi governada pôr uma Junta Interventora Provisória pelos Past Grão-Mestres Ir. José Américo Merlo – Presidente, Ir. Paulo Vieira Pinto e Ir. Raulino Bonelli;

2002 a 2006 – Grão-Mestre Ir. Sergio Muniz Gianordoli e Grão-Mestre Adjunto Ir. Ponciano Reginaldo Polesi.

2006 a 2009 – Grão-Mestre Ir. Sergio Muniz Gianordoli e Grão-Mestre Adjunto Ir. Aídes Bertoldo da Silva (dezembro de 2008 a setembro de 2009, Grão Mestre Adjunto Ir. José Romeu de Miranda).

2009 a 2012 – Grão-Mestre Ir. Aídes Bertoldo da Silva e Grão-Mestre Adjunto Ir. Heraldo Salla Lima.

Este trabalho de pesquisa foi elaborado Past Grão-Mestre Ir. José Américo Merlo.

http://www.glmees.org.br/



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