Grande Loja Maçônica do Estado de Minas Gerais

Grande Loja Maçônica do Estado de Minas Gerais

No dia 25 de setembro de 1927.


Sua história principiou numa tarde de Domingo, do ano de 1927. Na rua Rio de Janeiro 987, onde estava localizado o Templo da Loja Maçônica Bello Horizonte, valorosos Irmãos das Oficinas Bello Horizonte, Aspásia Hiram de Paraíba, Fraternidade Universal, Alfenas Livre, Labor Força e Virtude, Cháritas, Guilherme Dias e União Sertaneja se reúnem, e decidem se desvincular do Grande Oriente do Brasil, fundando a Potência Estadual das “Grandes Lojas” no Estado de Minas Gerais.

A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB

Fundação e Instalação em 27 de julho de 1966, em São Paulo por ocasião da XIV Mesa Redonda.

As primeiras Grandes Lojas do Brasil, foram fundadas por Carta Constitutiva expedida pelo Supremo Conselho do Grau 33º a partir do ano de 1927, após o célebre manifesto de Mário Behring.

Amazonas – 1927 Minas Gerais – 1927 Rio de Janeiro – 1927
Bahia – 1927 Pará – 1927 Rio Grande do Sul – 1928
Ceará – 1928 Paraíba – 1927 São Paulo – 1927
Inicialmente as Grandes Lojas seguiam as diretrizes emanadas pelo Supremo Conselho, quer litúrgica, ou seja, o Supremo Conselho Determinava a ritualística, quer administrativamente, o que não refletia a proposta de Soberania das Potências Estaduais.

Se por um lado o sistema de Grandes Lojas autônomas, que contava com a regularidade internacional se mostrou ágil nas relações com as Lojas, propiciando um acesso mais fácil do Maçom às decisões do Grão-Mestre por outro, perdia representatividade em nível nacional que, abandonando as grandes causas de abrangência geral, se voltava para questões eminentemente litúrgicas e filosóficas, para os conflitos pela hegemonia administrativa ou para tímidas ações de benemerência.

As Grandes Lojas ressentiam-se da necessidade de um consenso emanado exclusivamente das Potências Simbólicas para garantir e atestar a verdadeira Soberania transformando a Soberania teórica no seu pleno exercício.

As primeiras tentativas de criação de um pensamento nacional das Grandes Lojas do Brasil ocorreram através de Congressos Nacionais, realizados sem periodicidade e dependentes das ações de alguns Grão-Mestres, que tomasse a si a atribuição de realizá-lo.

Seguiam as Grandes Lojas enfrentando diversos obstáculos como na década de trinta com “O Estado Novo” de Vargas proibindo o funcionamento da Maçonaria; A Segunda Grande Guerra na primeira metade da década de quarenta; além da constante campanha difamatória pela Igreja Católica.

A par de todas as dificuldades se consolidava o pensamento da Confederação Brasileira da Maçonaria Simbólica e, em 1952, na cidade do Rio de Janeiro, iniciou-se o ciclo das Mesas Redondas, que eram encontros anuais, realizados nos diversos Estados da Federação, com temas previamente organizados e com normas de funcionamento bem definidas contando nesse período com mais 09 (nove) Grandes Lojas:

Pernambuco – 1932 Goiás – 1951 Alagoas – 1961
Paraná – 1941 Santa Catarina – 1956 Mato Grosso do Sul – 1962
Piauí – 1948 Maranhão – 1960 Distrito Federal – 1963
Mesas Redondas

Foram realizadas 14 Mesas Redondas, no período de 1952 a 1966. Nesse ciclo as Grandes Lojas aprenderam no trabalho coletivo a buscar o progresso do todo, respeitando as peculiaridades regionais.

Muitos Temas de interesse interno foram definidos, como: “A escolha o dia 20 de agosto como o Dia do Maçom brasileiro”; “As diretrizes para as Relações Exteriores”, consolidando a nossa regularidade internacional; “A Relação com o Supremo Conselho”; “Normas para Constituição de uma Grande Loja”, dentre muitos outros. Na defesa da cidadania foi empreendida uma luta desde 1960, hoje vitoriosa pela implantação do Divórcio no Brasil ou a mobilização contrária à instituição da Pena de Morte defendida por alguns do período revolucionário de 1964.

Foram 14 anos de muito aprendizado, todavia, as Mesas Redondas careciam de uma estrutura física, da Ausência de representação nacional, Inexistência de personalidade jurídica e um suporte organizacional que lhes desse condições de um melhor funcionamento e execução da função precípua de coordenação das relações entre as Grandes Lojas do País e, em seus nomes, de representação nacional.

Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

Com a aprovação da tese defendida pela Grande Loja do Ceará na XIII Mesa Redonda realizada na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada em 12 de novembro de 1965 e devidamente instalada em julho de 1966, por ocasião da última Mesa Redonda, acontecida na cidade de São Paulo a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – C.M.S.B., Entidade Civil de direito privado, sem fins lucrativos.

A C.M.S.B. reúne-se em diferentes Estados da Federação, por ocasião da realização de sua Assembléia Geral Ordinária Anual, quando são debatidos os mais diferentes temas, quer de interesse interno, quer de interesse da sociedade, sempre objetivando a unidade das Grandes Lojas e o bem estar da pátria e da humanidade.

Após a instalação da C.M.S.B., foram fundadas outras 9 (nove) Grandes Lojas:

Espirito Santo – 1970 Mato Grosso – 1978 Rondônia – 1985
Acre – 1973 Roraima – 1981 Amapá – 1988
Rio Grande do Norte – 1974 Sergipe – 1983 Tocantins – 1989
Desde e sua criação foram realizadas 42 (quarenta e duas) Assembléias Gerais Ordinárias, 14 (quatorze) Assembléias Gerais Extraordinárias e 32 (trinta e duas) Conferências de Grão-Mestres, com reais benefícios para integração e unidade da Maçonaria Brasileira.

Integram, também, as Assembléias da Confederação as reuniões dos Grandes Secretários de Relações Exteriores, com o objetivo precípuo de manter uniforme o relacionamento internacional, facilitando o reconhecimento interpotencial e zelando pela nossa regularidade.



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