Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba

Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba

A Sessão de fundação e instalação da Grande Loja foi realizada no Templo da Loja Maçônica “Branca Dias”, no dia 24 de Agosto de 1927, aberta a sessão, o irmão Augusto Simões, que a instalou e presidiu, fez uma exposição sobre o movimento maçônico que culminou com a criação das Grandes Lojas no Brasil, sob a liderança do Irmão Mário Behring. Fez também, uma conclamação no sentido de que os destinos da Grande Loja fossem entregues às mãos hábeis e seguras de irmãos operosos e dedicados que soubessem e pudessem elevar bem alto a obra maçônica que, naquele instante, todos os presentes estavam empenhados e dispostos a realizar a bem da Ordem Maçônica e da Humanidade.

Por indicação do Irmão Hermenegildo Di Lascio, Venerável Mestre da Loja “Branca Dias”, apoiada pelo Irmão Augusto Simões, foi, então, aclamado Grão Mestre Manoel Velloso Borges. Escolhido o Grão-Mestre, o Irmão Augusto Simões apresenta para ser aclamado Grão-Mestre Adjunto o Irmão João Arlindo Correia.

Escolhidos os supremos mandatários, o Irmão Augusto Simões oferece o malhete, primeiro, ao Grão-Mestre eleito, que declina e pede que o mesmo continue a dirigir os trabalhos, e depois, ao Grão-Mestre Adjunto, que teve igual gesto de não aceitar, considerando os méritos daquele que pode ser considerado o “pai” da Grande Loja da Paraíba.

Em homenagem sincera, proposta pelo irmão José Teixeira Bastos, obreiro da Loja Maçônica “Branca Dias”, foi o Irmão Augusto Simões aclamado Grão-Mestre de Honra, em reconhecimento aos seus méritos e virtudes a serviço da Ordem Maçônica, faltando preencher os demais cargos da administração da Grande Loja, o Irmão Hermenegildo Di Lascio propõe que tal se dê por indicação do Irmão Augusto Simões, uma vez ser este, grande conhecedor das necessidades dos cargos e capacidades do Irmãos.

Aprovada a proposta do Irmão Di Lascio e aclamadas as indicações feitas pelo Irmão Augusto Simões, prestaram o compromisso de estilo e tomaram posse em seus cargos os constituintes da primeira administração da Grande Loja.

Entre a Sessão de fundação e a de regularização da Grande Loja o Grão-Mestre Manoel Velloso Borges, sem motivo aparente, renuncia e é substituído no cargo pelo seu Grão-Mestre Adjunto, o Irmão João Arlindo Corrêa. Assim é que na ata de fundação, lavrada em 11 páginas ofício e somente aprovada quando da sessão de regularização, consta as assinaturas dos Irmãos Augusto Simões, Grão-Mestre de Honra, João Arlindo Corrêa, Grão-Mestre, José Eugênio Lins de Albuquerque, Grande Inspetor Litúrgico do Rito Escocês Antigo e Aceito, Generino Maciel, Grande Orador, Alfredo Augusto Ferreira da Silva, Grande Secretário e Robert Vougham Kerr, Grande Chanceler, tendo ficado em branco o espaço destinado à assinatura do Grão-Mestre Adjunto.

A regularização da Grande Loja Symbolica Escoceza para o Estado da Parahyba se deu em 14 de Maio de 1928- nove meses depois de sua fundação- em sessão realizada no Templo da Loja Maçônica “Branca Dias”, tendo a Comissão Regularizadora sido presidida pelo Irmão José Eugênio Lins de Albuquerque, Grande Inspetor Litúrgico, que comissionou os Irmãos José Calixto de Nóbrega e José Pinto Martiniano Lins para servirem como coadjuvantes.

A Grande Loja da Paraíba, ao lado das que foram criadas no Amazonas, Pará, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, é um das seis Grandes Lojas pioneiras no Brasil, conforme parágrafo 2º do Decreto Nº 7, de 3 de Agosto de 1927, expedido pelo Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito, que, em data de 16 de Fevereiro de 1928, lhe outorgou a Carta Constitutiva Nº 04.

As primeiras lojas da província da Parahyba

No tempo do Brasil Colônia, a capital da Província da Paraíba, e seu principal centro cultural, era a cidade de Mamanguape que, como cidade portuária, uma vez serem os meios de comunicação por vias pluviais os únicos existentes à época, teve o privilégio de receber a visita de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II, cuja casa que hospedou pertenceu ao irmão Aníbal Cavalcanti de Albuquerque, um dos fundadores da Grande Loja da Paraíba.

Em razão disto, conforme registra a história da maçonaria paraibana, ao oriente de Mamanguape foram fundadas duas Lojas Maçônicas. A primeira, Loja Maçônica “Regeneração Brasílica”, apesar de fundada sob os auspícios do Grande Oriente do Passeio, passou, depois, à jurisdição do Grande Oriente do Brasil que, em 1º de abril de 1965, lhe outorgou a Carta Constitutiva Nº162, não se sabendo ao certo a data de sua fundação. A Loja Maçônica “Regeneração Brasílica” adotava para seus trabalhos o Rito Escocês Antigo e Aceito, tendo abatido colunas antes de 1974. A Segunda, Loja Maçônica “Vigilantes e Segredo”, mesmo tendo sido fundada sob os auspícios do Grande Oriente dos Beneditinos, em data ignorada, passou, depois, à jurisdição do Grande Oriente do Brasil que, em 12 de agosto de 1975, lhe outorgou a Carta Constitutiva Nº328, tendo a sua regularização ocorrido no dia 26 de setembro de 1875. A Loja Maçônica “Vigilância e Segredo” adotava para seus trabalhos o Rito Escocês Antigo e Aceito, tendo abatido colunas antes de 1882.

Segundo o nosso pranteado Irmão José Lopes, o AREÓPAGO DE ITAMBÉ, fundado ao oriente de Itambé, Estado de Pernambuco – cidade gêmea de Pedras de Fogo, Estado da Paraíba – foi a primeira Loja Maç6onica a ser criada na Paraíba, em favor do que, assim, argumentou, em artigo publicado no jornal “Tribuna Maçônica”.

http://www.grandeloja-pb.org.br/



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