Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia

Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia

Os fatos ocorridos após sua fundação, é uma tarefa difícil de serem relatados, pois o arquivo dos documentos, naturalmente, historiando todas as providências e atividades desenvolvidas à época, guardadas no escritório de um irmão, quando da construção do Edifício Maçônico (sede atual da GLEB), foram lamentavelmente devorados por um incêndio e, das cinzas, outros não renasceram. O ocorrido foi divulgado para todos os maçons integrantes da nossa Grande Loja, menos as causas que o provocaram, formando-se assim, um longo vazio na memória da maçonaria baiana.

A Soberana Grande Loja Simbólica da Bahia, posterior Grande Loja da Bahia e, atual GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DA BAHIA, na sua caminhada de 85 anos, completados no mês de maio do ano em curso, deparamo-nos com a inexistência de livros e outros documentos, correspondente a um período de aproximadamente 40 ANOS, justamente da sua fase inicial, em que, providências importantes, com certeza foram adotadas visando o desenvolvimento maçônico que se instalara na Bahia, através da Soberana Grande Loja, continuando e fortalecendo-se a cada ano, honrando as posições implantadas por UDO SCHLEUSNER, seu fundador e FRANCISCO BORGES DE BARROS seu primeiro Grão-Mestre e outros irmãos, seus sucessores, mantendo-a firme, com “Força e Vigor” através dos anos.

VEJAMOS ALGUNS FATOS QUE IMPULSIONARAM A FUNDAÇÃO DA NOSSA GRANDE LOJA MAÇÔNICA DA BA. “O Movimento em prol da criação da Grande Loja da Bahia, Potência O maçônica Independente e Soberana no Simbolismo, teve o seu princípio, após o rompimento do Poderoso Irmão Mário Behring com o sistema centralizador então vigente, pois que, somente existia, na época de tal rompimento (1926), como Alto Corpo Simbólico, o Grande Oriente do Brasil. Mário Behring era o Grão-Mestre geral do Grande Oriente e acumulava o cargo de Sob.’. Gr.’. Comendador do Supremo Conselho do Grau 33° do R.’. E.’.A.’.A.’. para os Estados Unidos do Brasil, e havia adotado o sistema descentralizador das Grandes Lojas Independentes e Soberanas, que era o que existis nos Estados Unidos da América do Norte, e ainda subsiste.

Na Bahia, o Movimento da descentralização tomou corpo quando, no mesmo ano de 1926, dificuldades e constantes dissenções existiam entre as lojas baianas, sendo Delegado do Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, neste Estado, o Pod.’. Ir.’. JOSÉ MARIA PEREIRA PIMENTA. Apesar de continuarem as dissenções, o Grupo das Lojas existentes, aderiu ao movimento de independência do Simbolismo, efetívando-se o rompimento definitivo do Ir.’. MÁRIO BEHRING, com a adesão do Ir.’.FRANCISCO BORGES DE BARROS e das Lojas jurisdicionadas. Houve uma reunião preliminar no dia SETE de maio de 1927, e outra na Loja “UNIÃO E SEGREDO” em 13 do mesmo mês e, finalmente, a 22 de maio de 1927, realizou-se a sessão oficial para Fundação da GRANDE LOJA DA BAHIA, no Templo do Edifício da Maçonaria, à Rua Carlos Gomes, 21. Na ocasião foi lavrada a ATA, nos seguintes Termos:

ACTA DE INSTALAÇÃO DA GRANDE LOJA SYMBÓLICA DO ESTADO DA BAHIA, AOS 22 DIAS DO MÊS DE MAIO DE 1927. “Às dez horas, presentes trinta e um maçons, membros das Lojas deste Oriente, dentre elles os Veneráveis das Lojas, União e Segredo, Udo Schieuner, Filhos de Salomão, Fidelidade e Beneficência, Força e União Segunda, União e Justiça, no Templo do Edifício Maçónico. Assumiu a Presidência o Pod.’. &.’. Dr. A. J. de Souza Carneiro, 31°, que expôs a necessidade da criação de Uma Grande Loja neste Estado, de acordo com a idéia neste sentido, levantada pelo Pod.’. Ir.’. Dr. FRANCISCO BORGES DE BARROS, 18°, no seio da nossa coirmã, UNIÃO e SEGREDO, e de igual modo o tem feito em outras coirmãs e, em sessão de 13 do corrente, primeira reunião convocada pelo mesmo, que expondo o motivo, foi nomeada uma comissão chefiada pelo Pod.’. Ir.’, que fala, para apresentar as bases da criação da Grande Loja; assim, vem ora desobrigar-se da incumbência, expondo aos dignos maçons presentes que, a referida Grande Loja será fundada sob os auspícios do Sup.’. Conselho do Rito Escossêz; será independente e soberana dentro do Symbolismo, e nesta reunião será declarada Instalada e Constituída a sua administração provisória. Aprovadas pêlos presentes as indicações apresentadas pelo presidente, este declarou que em vista do resolvido ia ser escolhida a administração ; provisória da Grande Loja, que por deliberação dos presentes foi aclamada: Grão-Mestre, Dr. FRANCISCO BORGES DE BARROS, Gr.’. Iniciador Escossêz, Dr. A. J. de Souza Carneiro, Gr.’. Legislador, Alfredo da Silva Brim, Gr.’. Juiz, Dr. Ernesto Sá de Bittencourt e Câmara, 1° Vigilante Dr. João da Costa Chagas Filho, 2° Vigilante, Dr. Manoel Dias de . Moraes, Gr.’. Secretário, Sadi Camot Brandão, Gr.’. Chanceler, Vitalino Cândido de Almeida, Gr.’. Mestre de Cer.’. Raphael da Costa Lima, Gr.’. Mestre de Cer.’. das Solenidades, Raphael Palumbo, Gr.’. Luz Auxiliar, Prudêncio F. de Carvalho.

Proclamada a Administração Provisória, assume o Pod.’. Ir.’. Dr. Francisco Borges de Barros a presidência, na qualidade de Grão-Mestre, o qual agradeceu a honra que acabara de receber dizendo que não era o seu intento, trabalhando para a criação da Grande Loja, ambicionar nenhum lugar de destaque, mas, sim ser o progresso e a libertação da Maçonaria neste Oriente, por isso desejava que ocupasse o lugar de Grão-Mestre, Maçons de maiores serviços prestados e cuja posição no mundo profano pudesse melhor dar nome e destaque à nova agremiação. Sente-se entretanto, imensamente satisfeito em ver realizada sua aspiração, para cujo fim encontrou o apoio decidido dos Veneráveis das oficinas deste Oriente e maçons de grandes merecimentos.

Comunica que recebeu adesão das Lojas do interior, tanto por telegramas como do expediente das sessões pela criação da Grande Loja. Foi justificada e aprovada a seguinte proposta: “Propomos que seja lançado na Acta de hoje, um voto de louvor e profundo reconhecimento, às Lojas União e Segredo, Fraternidade Bahiana, Fidelidade e Beneficência, Força e União 2a, Filhos de Salomão, Udo Schieuner, União e Justiça, e as adormecidas. Abrigo da Humanidade, e Caridade Universal, pela a ação e colaboração decisivas para a criação da Grande Loja, com o concurso extraordinário prestado pelo Dr. Francisco Borges de Barros, que foi o pioneiro da redenção do nosso symbolismo maçônico. Assinam: Carlos Maron e Prudêncio de Carvalho.

Por fim, o Ser.’. Gr.’. Mestre agradeceu a presença de todos e a confiança imensa nelle depositada, esperando que, sem ódios, sem ressentimentos, mas, com uma unidade de vistas e boas intenções, se fizesse a consolidação da grande Loja da Bahia e, dá por terminada a sessão. Eu, J. Prudêncio de Carvalho, servindo de Secretário, lavrei a presente, aos 22 dias de maio de 1927 – E.V.’.

As lojas Caridade e Segredo do Or.’. de Cachoeira e Aliança Universal, Or.’. de São Fênix foram representadas com plenos poderes por seus Veneráveis Mestres.

Seguem-se as assinaturas. CONCLUINDO: Entre os inúmeros Historiadores dos acontecimentos que resultaram na criação e instalação da grande Loja lê-se: “O Movimento a que se dedicou o Ir.’. Francisc



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