Domingos José Martins

Domingos José Martins

Domingos José Martins nasceu em 9 de maio de 1781 onde hoje é Itapemirim, sul do Espírito Santo. Estudou na Bahia, tendo ido posteriormente para Portugal e Inglaterra terminar seus estudos. Voltou ao Brasil em 1814 com ideais de Independência, originário da Revolução Francesa e Independência dos Estados Unidos. Tornou-se um dos principais chefes da Revolução Pernambucana, que visava a instalação da Republica, primeiro no Nordeste e depois no restante do País. Colocou sua fortuna à disposição dos revolucionários para a compra de armas e víveres.

Domingos José Martins (1781-1817), grande comerciante e chefe imortal, liberal, republicano, líder civil da Revolução Pernambucana de 1817. Representava o Comércio na Junta da nova República. Óleo sobre tela de F T J Lobo do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano
Domingos José Martins (1781-1817), grande comerciante e chefe imortal, liberal, republicano, líder civil da Revolução Pernambucana de 1817. Representava o Comércio na Junta da nova República. Óleo sobre tela de F T J Lobo do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano

Após muitas lutas, a revolução se espalha pelo Nordeste. Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas se juntam a Pernambuco para criar o “Governo Provisório” com a Proclamação da República. Após muitas batalhas as forças republicanas são derrotadas pelas de D. João VI, e 12 líderes revolucionários são presos, entre eles estava Domingos Martins.

Chegava ao fim o grande ideal daquele herói. No dia 12 de junho de 1817 com apenas 36 anos, Domingos José Martins era fuzilado na Bahia. Diante do Pelotão de fuzilamento mostra mais uma vez sua convicções nos ideais de liberdade, exclamando: “CUMPRI A ORDEM DO VOSSO SULTÃO! EU MORREREI PELA LIBERD…”. Não conseguiu terminar a frase.

O sentimento de liberdade que ficou cravado no nosso povo, permitiram que 5 anos mais tarde D. Pedro I proclamasse a Independência tão duramente defendida pelo glorioso herói.

Um dia um outro grupo de capixabas, trazendo no peito ideais nobres, ansioso por participar da construção de um país grande e livre, funda em Vila Velha mais uma Loja Maçônica. Em homenagem ao grande irmão e herói, batizam-na DOMINGOS MARTINS. Hoje tão longe no tempo, seu ideal, sua luta, sua dor, nos anima e nos inspira a continuarmos a obra regidos pelo Grande Arquiteto do Universo.

A revolução pernambucana de 6 de março de 1817, está na linha das reações nativistas, que se vinham fazendo sentir no Brasil desde o século XVII. Agora, com maior extensão e profundidade, estavam presentes as idéias de liberdade, autodeterminação dos povos, de república, inerentes ao século.

O revolucionário Capitão-Mor de Olinda Domingos José Martins (.’.), o popular “Suassuna”, natural da capitania do Espírito Santo, após excursão pela Bahia, Pernambuco e Ceará, partiu para a Europa. O companheiro de ideais, Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (.’.), tomou o rumo da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Ambos eram maçons. A Maçonaria, sociedade de grande influência na vida brasileira, fomentava discussões políticas, e pregava abertamente idéias novas: liberdade, república

Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades...
Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades
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