Divergências em maio de 1.863

Divergências em maio de 1.863

Grande Oriente Unido do Brasil ( 1872/1883 ) – Divergência em 1863.

Em maio de 1.863, culminam as divergências e surge o “Grande Oriente do Brasil, ao vale do Lavradio”, assim chamado por estar instalado no Palácio Maçônico, situado na rua do Lavradio, e o “Grande Oriente do Brasil, ao vale dos Benedictinos”, instalado da rua dos Benedictinos, tendo como Grão Mestre Joaquim Saldanha Marinho (usava o pseudônimo de Ganganelli ).

No dia 13/10/1.871, assume como Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, no Palácio do Lavradio, Barão do Rio Branco ( José Maria da Silva Paranhos ).

Em abril de 1.872, o clero no Rio de Janeiro, ataca veementemente alguns maçons com posição de destaque na Corte Imperial. A resposta foi imediata, e diante de tal situação, os pertencentes ao “grêmio” do Lavradio, liderados por Barão do Rio Branco, (clerical) e um dos atacados; e os pertencentes ao “grêmio” dos Benedictinos, liderados por Saldanha Marinho (anticlerical). Concordaram e fundiram-se num só corpo, no dia 20/05/1.872, com respectivos Supremos Conselho, desaparecendo ambos para a formação do Grande Oriente Unido do Brasil.

Na primeira eleição para as dignidades, os partidários de cada Grande Oriente desaparecido com a fusão sustentaram o nome de seu antigo Grão Mestre. Venceram os dos Benedictinos.

Visconde do Rio Branco perdendo a primeira eleição, por um voto, e a segunda por 32 votos, declara irrita e nula a fusão com o Grande Oriente do Brasil ao Vale dos Benedictinos, tornando público em 14/09/1.872, passando a existir duas potências novamente. O Grande Oriente do Brasil, do Visconde do Rio Branco, governista e clerical. O Grande Oriente Unido do Brasil, de Saldanha Marinho, liberal e anticlerical.

Faltava ao grande estadista competência para anular uma fusão que já produzira seus efeitos. Assim o julgaram os corpos estrangeiros, consultados sobre o assunto. Com a fusão, haviam desaparecido o Grande Oriente do Brasil e o Grande Oriente dos Benedictinos para com os elementos destes, surgir o Grande Oriente Unido do Brasil.

Fechado o Grande Oriente do Brasil, ao Vale do Lavradio para se proceder a concertos urgentes.

Saldanha Marinho permaneceu no templo dos Benedictinos conservando como corpo legitimo o Grande Oriente Unido do Brasil. O Grande Oriente do Lavradio passou a ser considerado dissidência, até que o enfraquecimento de ambos e a consequente falta de idoneidade chamou à razão os dois corpos.

Em 18 de dezembro de 1.882 as duas potencias aprovam um acordo assinando-o dia 18/01/1883, passando a chamar-se unicamente, Grande Oriente do Brasil.

( “Livro do Centenário” – Edição 1922, pág. 214 )

 



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