Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) – 1º presidente do Brasil

Deodoro Da Fonseca

MARECHAL MANOEL DEODORO DA FONSECA, Nascido em Anádia (hoje. Deodoro), na Província de Alagoas, a 5 de agosto de 1827, e falecido no Rio de Janeiro. a 23 de agosto de 1892, o marechal MANOEL DEODORO DA FONSECA pertenceu a uma família de militares: era filho do tenente-coronel Manuel Mendes da Fonseca e irmão dos marechais Hermes Ernesto e Severiano, do general-médico João Severiano, do major Eduardo Emiliano, do capitão Hípólito, do alferes Afonso Aurino- estes três últimos, mortos na Guerra do Paraguai, motivo pelo qual não chegaram a postos mais elevados – e senador Pedro Paulino, que, embora militar, foi reformado muito cedo, em 1861, ainda tenente, como incapacitado.

Ingressou na Escola Militar em 1843, tendo pertencido à geração seguinte à de Caxias e Osório (também maçons). Quando tenente, integrou a tropa destacada para Pernambuco, por ocasião da Revolução Praieira de 1848; como capitão, seguiu para o Uruguai, participando dos episódios que antecederam a Guerra do Paraguai, da qual também participaria e da qual retomaria, em 1870,já como coronel. Em 1874, era promovido a brigadeiro e, em 1884, a marechal-de-campo.

Foi um dos líderes da Questão Mílitar e, a 15 de novembro de 1889, desempenharia o papel principal e decisivo, no levante que instituiu a república no Brasil. Conta-nos a história do dia 15 de novembro de 1889 que “na casa de Deodoro, reuniram-se no dia 11 de novembro de 1889, os maçons: Benjamin Costant, Aristides Lobo, Quintino Bocaiúva, Francisco Glicério, Rui Barbosa, Cel Catuária, Major Frederico Sólon Ribeiro, Almirante Wanderkolk, Frederico Lorena e outros, ficando combinadas as medidas necessárias não sem um certo trabalho do incansável Irmão Benjamim Constant, que só após alguns esforços, conseguiu vencer os escrúpulos de Deodoro, pois este apenas era apologista da revolução que derrubasse o gabinete Ouro Preto, e só depois de ouvir longamente Benjamim Constant, que era a alma do movimento republicano, foi que deixou escapar as suas primeiras palavras em prol da REPÚBLICA.” Eu respeito muito o Imperador, está velho e eu queria acompanhar-lhe o caixão ao cemitério, mas já que ele quer, faça-se a República”.

E a quinze de novembro, o Irmão Deodoro da Fonseca, que havia passado o dia anterior acometido de dispnéia tão forte que os seus amigos chegaram a pensar em adiar o movimento reditivo, assumia o comando das forças para proclamar a Republica. Foi o 13º Grão Mestre GOB no período de 1890 a 1891 e faleceu em 1892, três anos após ter proclamado a República.

Coroava-se de pleno êxito mais uma luta da Maçonaria pela grandeza de nossa Pátria.

Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) – 1º presidente do Brasil
Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) – 1º presidente do Brasil

Ele estava doente e acamado, quando os principais líderes militares do movimento foram buscá-lo, em sua casa, efronte ao campo de Sant’ Anna (depois, praça da República), para colocá-lo à testa da tropa. em plena madrugada. Sua mulher, indignada com a verdadeira invasão de sua casa, quis expulsar todos os oficiais, tendo sido, toda via, convencida de que era necessário que o marechal assumisse o comando, para dar maior força ao movimento.

Chefe do Governo Provisório e, depois, eleito presidente, ele renunciaria ao cargo, a 23 de novembro de 1891, para não provocar uma guerra civil. diante da revolta da Armada, liderada pelo almirante Custódio de Melo, em reação ao golpe do presidente, que, a 3 de novembro, dissolvera a Câmara e o Senado.

Foi maçom ativo, desde que foi iniciado, a 20 de setembro de 1873, na Loja “ROCHA NEGRA.5”, do Oriente de São Gabriel, Estado do Rio Grande do Sul. Deodoro, era a esse tempo, o coronel comandante do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, sediado em São Gabriel. Em sua memorável cerimônia de iniciação, foram seus companheiros, os capitães João Vicente Leite de Castro, Antonio Fernandes Barbosa e Idalino Favorino Vilaça: o alferes Cândido Marques da Rocha e os civis: Augusto Fayette, Thomaz Borges Fortes, Fiuzo Francisco Gonçalves e Gaspar Ferreira Cardozo.

Apesar de suas viagens e remoções, devidas à sua patente militar – por remoção, teve que deixar o quadro da “Rocha Negra” em dezembro de 1874 – manteve sempre uma apreciável atividade maçônica. Pertenceu, provavelmente, à Loja “DOIS DE DEZEMBRO”, do Rio de Janeiro, e chegou ao Grão-Mestrado do Grande Oriente (do qual foi o 13°. Grão-Mestre), tendo renunciado ao cargo, depois de renunciar á presidência da República, vindo a falecer oito meses depois, doente e desencantado com tudo.

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Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades…
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