Deus El o criador e soberano

Deus El o criador e soberano

Fontes extrabíblicas indicam que o deus El era considerado o criador e soberano. Embora El parece ter ficado um tanto afastado dos assuntos terrestres, ele é repetidas vezes mostrado como contatado por outras divindades com solicitações.
El é retratado como filho rebelde que destronou e castrou seu próprio pai, e também como tirano sanguinário, assassino e adúltero. Nos textos de Ras Xamra, El é mencionado como “pai touro” e é representado com cabelo e barba grisalhos.
 Sua consorte era Axerá, mencionada como progenitora dos deuses, ao passo que El é colocado no papel de progenitor dos deuses.

O mais proeminente dos deuses cananeus, porém, era Baal, o deus da fertilidade, deidade do céu, da chuva e da tempestade. (Jz 2:12, 13) Nos textos de Ras Xamra, Baal muitas vezes é chamado de filho de Dagom, embora se fale também de El como seu pai.

Anate, irmã de Baal, aparece como referindo-se a El como seu pai, e este, por sua vez, chama-a de sua filha. Assim, provavelmente, Baal era considerado filho de El, embora pudesse também ter sido encarado como neto de El. Nos relatos mitológicos, descreve-se a Baal como atacando e vencendo a Iam, deus que presidia às águas e que parece ter sido o filho favorito ou amado de El. Mas, Baal é morto na sua luta com Mot, encarado como um filho de El e deus da morte e da aridez. De modo que Canaã, tal qual Babilônia, tinha seu deus que sofrera morte violenta e fora depois trazido de volta à vida.

Considere alguns exemplos de nomes próprios encontrados na Bíblia, que incluem uma forma abreviada do nome de Deus. Jonatã, que aparece como Yoh·na·thán ou Yehoh·na·thán na Bíblia hebraica, significa “Yaho ou Yahowah deu”, diz o Professor Buchanan. O nome do profeta Elias é ’E·li·yáh ou ’E·li·yá·hu no hebraico. Segundo o Professor Buchanan, o nome significa: “Meu Deus é Yahoo ou Yahoo-wah.” De modo similar, o nome hebraico para Jeosafá é Yehoh-sha·phát, significando “Yaho julgou”.

A pronúncia do Tetragrama com duas sílabas, como “Javé” (ou “Yahweh”), não permitiria a existência do som da vogal o como parte do nome de Deus. Mas, nas dezenas de nomes bíblicos que incorporam o nome divino, o som desta vogal do meio aparece tanto nas formas originais como nas abreviadas, como em Jeonatã e em Jonatã. De modo que o Professor Buchanan diz a respeito do nome divino: “Em nenhum caso se omite a vogal oo ou oh. A palavra era às vezes abreviada como ‘Ya’, mas nunca como ‘Ya-weh’. . . . Quando o Tetragrama era pronunciado com uma só sílaba, era ‘Yah’ ou ‘Yo’. Quando era pronunciado com três sílabas, era ‘Yahowah’ ou ‘Yahoowah’. Se fosse alguma vez abreviado a duas sílabas, teria sido como ‘Yaho’.” — Biblical Archaeology Review.

No entanto, na introdução da sua recente tradução de The Five Books of Moses (Os Cinco Livros de Moisés), Everett Fox salienta: “Tanto as tentativas antigas como as novas, para recuperar a pronúncia ‘correta’ do nome hebraico [de Deus], não foram bem-sucedidas; não se pode provar conclusivamente o ‘Jeová’ que se ouve às vezes, nem o padrão erudito ‘Javé’ [‘Iahweh’].”

Sem dúvida, o debate erudito continuará. Os judeus pararam de pronunciar o nome do verdadeiro Deus antes de os massoretas terem desenvolvido o sistema de pontos vocálicos. De modo que não há nenhum modo definitivo para se provar que vogais acompanhavam as consoantes YHWH .)יהוה(Ainda assim, os próprios nomes de personagens bíblicos — cuja pronúncia correta nunca se perdeu — fornecem um indício tangível da antiga pronúncia do nome de Deus.



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