Cônego Januário da Cunha Barbosa, primeiro secretário perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e membro da comissão encarregada de examinar a inscrição da Gávea em 1839

Cônego Januário Da Cunha Barbosa

Cônego Januário Da Cunha Barbosa, Poeta, periodista. Uno de los grandes nombres de la emancipación brasileña. Prócer da Independência

Nascido aos l0 de julho de 1780, no Rio de Janeiro, o Cônego Januário da Cunha Barbosa foi orador sacro, professor, jornalista, polemista político, parlamentar, poeta. prosador, patriota.

Filho de Leonardo da Cunha Barbosa e de Dona Maria de Jesus, ele português e ela fluminense

Aos 9 anos de idade perdeu os seus pais sendo criado por um tio paterno que lhe deu toda a educação. Optou por ser padre, sendo ordenado em 1803. Após duas viagens a Portugal estabeleceu a sua residência no Rio de Janeiro ocupando-se do seu ministério principalmente como pregador.

Em 1808 é nomeado lente de filosofia e no mesmo ano D. João VI que se comprazia com os seus sermões, o nomeia pregador régio, agraciando-o com o hábito da Ordem de Cristo.

Em 1814 passa a efetivo da Cadeira de Filosofia racional e moral que até então ocupava como substituto.

Cônego Januário assombrou aos seus contemporâneos com a sua personalidade, bela inteligência, realçada pela cultura, pela sua palavra fácil.

Redigiu juntamente com Joaquim Gonçalves Ledo o Revérbero Constitucional Fluminense, jornal político, vibrante, arauto da independência nacional que desde o primeiro número, em 15 de dezembro de 1821, angariou merecido e elevado prestígio, mantendo incandescente o patriotismo brasileiro.

Companheiro de Ledo, teve a honestidade para reconhecer o amigo como o verdadeiro construtor de nossa Independência. A essa dupla deve-se a proclamação ao Imperador forçando-o ao Fico, em 9 de janeiro de 1822 bem como o discurso pronunciado por Clemente Pereira no Senado da Câmara em 23 de maio do mesmo ano.

Depois da Independência foi perseguido e preso, sendo deportado para Havre na França. Com a queda dos Andradas, retomou ao Brasil, sendo recebido por D. Pedro com inequívocas demonstrações de apreço e nomeado Cônego da Capela Imperial. Foi escolhido para redator do Diário do Governo. Naqueles dias tumultuosos, foi no parecer da crítica histórica, dos mais ardentes panfletários. tomando parte ativa nos debates políticos da imprensa. onde eram plasmados os caminhos da Pátria nascente. Foi fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e também Diretor da Biblioteca Nacional o que exerceu até a sua morte.

Na Ordem Maçônica, foi iniciado cm 1821 na Loja Comércio e Artes cujos membros pretendiam a constitucionalização e a independência

Foi Orador do Grande Oriente Brasiliense e no desmembramento da Loja Comércio e Artes para a formação do Grande Oriente o Padre Januário é sorteado para fazer parte da nova Loja Comércio e Artes, na Idade de Ouro, tendo adotado o nome histórico de Irm Kant

Pertenceu ao Clube da Resistência e depois ao Grande Oriente do Brasil onde ocupou o cargo de Grande Orador. Foi nessa qualidade que participou da memorável sessão de 20 de agosto de 1822 ou 8 de setembro, segundo alguns sob a presidência do 1º Grande Vigilante Gonçalves Ledo foi decidida a Proclamação da Independência do Brasil.

Foi venerável da Loja em 1831 sendo reeleito em 1832. Nesse ano envia uma prancha ao Grande Oriente Brasileiro, convidando-o para o estudo de uma reunião entre dois Grandes Orientes surgidos no Brasil. Recebe uma resposta afirmativa do Padre Belchior, então Grande Secretário daquela Potência. Porém, as exigências do Grande Oriente do Brasil que tinha novamente José Bonifácio como Grão-Mestre, impossibilitaram a realização da fusão desejada.

A sua fidelidade à Maçonaria e aos seus amigos foi exemplo e motivo de orgulho para a Instituição que o teve como um dos seus membros mais dedicados e destacados. Num dos seus magistrais discursos, assim se referiu á Maçonaria: – “Filho da ciência e mãe da caridade, fossem as sociedades como tu ó Santa Maçonaria e OS POVOS viveriam eternamente numa idade de ouro.

Antes de usar o titulo de Monsenhor com que fora distinguido alguns dias antes, morreu o Cônego Januário da Cunha Barbosa em 22 de fevereiro de 1846

Autor: Irm Minoru Tamura *

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Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades...
Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades…


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