A Batalha do Avaí

A Batalha do Avaí

Era preciso tomar Angustura e Vileta e realizar a ligação com a esquadra, para receber abastecimentos. Ao alvorecer de 11 de dezembro, o Exército prossegue no seu avanço para o Sul.

“O general em chefe, convencido da importância do combate do dia 6, pela resistência que o inimigo lhe tinha apresentado na ponte resolveu, para não perder a iniciativa de o perseguir vigorosamente em sua retirada. Tendo dormido em a noite de 6 para 7, no campo de batalha, levantou-se antes do romper do dia para ordenar disposições de marcha”.

Teria que transpor o arroio Avaí: mas sobre essa linha d’água, aproveitando habilmente as vantagens do terreno, lá estava novamente o General Caballero, com 7.000 homens e 18 peças de artilharia, repetindo o dispositivo da ponte de Itororó.

“Interfere-se dessa rápida descrição que os brasileiros tinha primeiro ao descer ao arroio, depois transpô-lo e por fim subir a colina oposta para desalojar os inimigos. Estes deviam encontrar-se em excelentes condições de os repelir, quer durante a marcha de aproximação, quer na fase de ataque”

É assinalada e rapidamente reconhecida a posição de Caballero.

Caxias decide, sem demora, passa-se ao ataque, iniciado por Osório, no centro.

Os paraguaios – com sua tradicional bravura – resistem.

No momento mais difícil, desaba sobre o campo da luta violenta borrasca: alaga-se o terreno, cresce o volume do arroio, molha-se a munição da força atacante, e os brasileiros tiveram que recorrer à arma branca.

Luta-se em cada canto, com indiscritível ardor e homérica bravura!

Numa carga, cai morto, a ferro frio, o tenente-coronel Francisco de Lima e Silva; a seguir, o tenente-coronel Antônio Pedro de Oliveira e o coronel Niederauer; o chão está juncado de heróis.

Caxias, do seu observatório, a cavalo, bem junto à frente de combate, acompanha todos os lances e comando o combate.

Ele próprio, num momento, comanda pessoalmente uma intervenção violenta do 2º Corpo sobre o flanco direito da posição.

Osório é ferido no rosto por bala de fuzil.

José Luiz Mena Barreto é um aríete, abrindo brechas.

O Coronel Câmara – à frente de sua cavalaria – parece uma figura de legenda, em entreveros consecutivos, envolto por esquadrões que se digladiam.

Ao passar pelo marechal, com os seus cavaleiros indóceis, Caxias o promove:

“- General, louvo-o pelas suas brilhantes cargas!…”

Andrade Neves e João Manuel Mena Barreto, executando a fase final da manobra – cada um sobre um dos flancos da posição – chegam no momento justo e desferem os seus golpes mortais.

A resistência fraqueja e a posição é arrebatada. O combate durara cinco horas.

Caxias atinge um por um os seus objetivos, numa marcha vitoriosa que levará seu nome glorioso à imortalidade dos heróis.

Fonte: www.exercito.gov.br



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