Barão de Jaceguai

Barão de Jaceguai  Artur Silveira de Mota,  – 1843/1914 – almirante, historiador e memorialista. Eleito em 28 de setembro de 1907 para a Cadeira n. 6 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Teixeira de Melo, foi recebido pelo acadêmico Afonso Arinos em 9 de novembro de 1907.Filho do conselheiro José Inácio Silveira da Mota, fez os estudos iniciais no Colégio Vitória e, aos 15 anos, era aspirante a guarda-marinha na Escola Naval do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1860.

Por essa época o futuro almirante esteve bem próximo de deixar a carreira em que haveria de obter tantas glórias: o conselheiro Silveira da Mota, impressionado com a catástrofe que destruíra a corveta Isabel, na qual perecera toda uma turma de guardas-marinhas, solicitou ao ministro da Guerra, conselheiro Rego Barros, que seu filho fosse transferido para as fileiras do Exército. Mas a essa idéia se opôs o guarda-marinha Artur Silveira da Mota, cuja paixão pela vida do mar era verdadeira e profunda.

Em 20 de fevereiro de 1865, seguiu para o Prata, a fim de se incorporar à esquadra que ia iniciar as operações contra Francisco Solano Lopez. Em 27 de março era nomeado secretário e ajudante-de-ordens do almirante Tamandaré, comandante-em-chefe das forças navais brasileiras em operações de guerra no Rio da Prata, que, ao findar seu período naquele posto, propôs a promoção do seu ajudante a capitão-tenente. Jaceguai obteve, nessa ocasião, o grau de Conselheiro do Cruzeiro. Enviou-o o marquês de Caxias ao Rio, em missão reservada e especial junto ao Imperador.

Jaceguai desincumbiu-se com discrição e com finura e, ao regressar ao Prata, foi nomeado comandante do encouraçado Barroso.

Tomou parte destacada na batalha de Curupaiti. A confiança de Caxias e de Inhaúma deu-lhe comissões das mais arriscadas e difíceis. Numa delas, em Humaitá, Jaceguai realiza o grande feito de sua vida, num lance maravilhoso, forçando a passagem perigosíssima do rio, sob o fogo incansável dos canhões paraguaios.

Almirante Artur Silveira da Mota (barão de Jaceguai), Maçom,  Grão-Mestre do GRANDE ORIENTE DO BRASIL, de 1881 a 1882.

Conta a história que a WASHINGTON LODGE, na realidade, foi fundada no Grande Oriente Unido, que evoluíra a partir do Grande Oriente do Vale dos Beneditinos, Obediência dissidente do Grande Oriente do Brasil, criada sob a liderança de Joaquim Saldanha Marinho, em 1863. Quando o Grande Oriente Unido desapareceu, por incorporação ao GOB, em janeiro de 1883, a Oficina passou a fazer parte deste, recebendo o número 309, no Registro Geral das Lojas. Apesar disso, foi considerada, posteriormente, pelo Grande Capítulo do Rito de York, do Grande Oriente do Brasil, como a Loja nº 1 do rito. E ela iria abater colunas em data incerta, mas antes do final do século.

A Segunda Loja do rito foi fundada em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, a 22 de março de 1880, também sob a jurisdição do Grande Oriente Unido. Era a LESSING LODGE, que, ao ser incorporada ao GOB, em 1883, recebeu o número 395. Abateu colunas nos primeiros anos do século XX.

Nessa ocasião, em 1880, o maçom brasileiro, contra-almirante Arthur Silveira da Motta, depois barão de Jaceguai, já desenvolvia, na Inglaterra, entendimentos para um tratado com a Grande Loja Unida da Inglaterra. Em 1881, com a morte do Grão-Mestre, visconde do Rio Branco, em 1880, foram realizadas novas eleições para a administração do Grande Oriente do Brasil, de 27 de junho a 4 de julho, sendo eleitos o conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, como Grão-Mestre, e Silveira da Motta, como Adjunto. Como João Alfredo não assumiu o cargo, devido às suas viagens, Silveira da Motta, foi empossado, a 29 de setembro, permanecendo como Grão-Mestre interino até 5 de maio de 1882, cabendo-lhe, nessa posição, assinar o Tratado de dezembro de 1881, entre o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja Unida da Inglaterra.

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  1. Gostei muito pois acrescentaram ao meu conhecimento assunto da vida do barrão de jaceguai os quais não conhecia.

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