Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado

Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado  Nascido em 1875, falecido em 1929 (Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado), poeta, folclorista, filólogo e ensaísta, nasceu em Capivari, SP. Eleito para a Cadeira n. 15, na vaga de Olavo Bilac, foi recebido em 14 de novembro de 1919, pelo acadêmico Magalhães Azeredo.

Autodidata, surpreendeu a todos por sua extraordinária erudição, num tempo em que não havia, em São Paulo, as universidades e os cursos especializados que vieram depois. Dedicou-se aos estudos folclóricos e, sobretudo, à dialectologia.

No Brasil, foi o primeiro a estudar cientificamente um dialeto regional. O dialeto caipira, publicado em 1920, escrito à luz da lingüística, estuda o linguajar do caipira paulista da área do vale do rio Paraíba, analisando suas formas e esmiuçando-lhe sistematicamente o vocabulário. Visando à formação dos jovens, assim como Bilac incentivara o serviço militar, Amadeu Amaral procurou divulgar o escotismo, que produziu frutos, no Brasil, até ser posteriormente posto de lado.

Sua poesia enquadra-se na fase pós-parnasiana, das duas primeiras décadas do século XX. Como poeta, não estava à altura de seus dois predecessores, Gonçalves Dias e Olavo Bilac, mas destacou-se pelo desejo de contribuir, com suas obras, para a elevação de seus semelhantes, em todas as suas obras, a ponto de seu sucessor, Guilherme de Almeida, ao ser recebido na Academia, ter intitulado o seu discurso: “A poesia educativa de Amadeu Amaral”, não porque tenha colocado em verso aos regras gramaticais ou os princípios de moral e cívica, mas porque visava indiretamente ao aperfeiçoamento humano.

Por ocasião do VI centenário da morte de Dante, proferiu, no Teatro Municipal de São Paulo, uma conferência, enfatizando justamente os aspectos de Dante que exaltam a elevação do espírito humano através da Sabedoria. Também soube ressaltar as qualidades morais de Bilac no seu discurso de posse, mostrando-o não apenas como um boêmio freqüentador da Confeitaria Colombo, mas como homem preocupado com os problemas da sua pátria e escritor que evoluiu em sua poesia para um grau maior de espiritualidade.

Patrono da Cadeira três da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro.

Entrou para a Maçonaria, em 1920 ou 1921, fez parte da loja União Paulista, instalada numa espécie de capelinha que não mais existe, misteriosa para todos que passassem ali pela rua Xavier de Toledo, quase em frente ao obelisco do Piques. Foi com o mesmo ânimo de luta a favor da regeneração dos nossos costumes políticos, baixados ao nível mais inferior pela fraude e pela desordem administrativa, que, em 1921, disputou uma cadeira de deputado e entrou para o Partido Democrático, em 1927; e ainda não hesitou quando, no mesmo ano, eu fui fazer-lhe o convite para o cargo de diretor do Diário Nacional, órgão oficial do Partido, onde juntos trabalhamos e de onde juntos saímos, poucos meses depois.

Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades...    Maçons Famosos – Brasil 

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