Aristides Lobo

Aristides Lobo

Nascido no engenho Tabocas neto do tenente-coronel Francisco José da Silveira, condenado à morte por participar da Revolução Pernambucana de 1817, era filho de Manuel Lobo de Miranda Henriques e Ana Noberta da Silveira. Nascera na Paraíba, embora tenha passado parte de sua infância em Alagoas.

 

O curso preparatório foi feito no “Colégio da Paraíba”, ingressando na Faculdade de Direito de Recife, forma-se no ano de 1859. Chegou a exercer o cargo de promotor público e de juiz (este último em Minas Gerais), mas logo envereda na política, filiando-se ao Partido Liberal e elegendo-se deputado geral (para o Congresso Nacional do Império), por dois mandatos consecutivos (1864 a 66 e de 1867 a 70), concorrendo por Alagoas.

 

A 3 de dezembro de 1870 funda, ao lado de Salvador de Mendonça, Lafayette Coutinho, Pedro Soares de Meireles e Flávio Farnense o jornal A República, que passa a defender a mudança do regime, com o fim da monarquia. Neste sentido, é publicado o Manifesto de 1870, pelo Clube Republicano e tem início a maciça propaganda dessas ideias por todo o país, ocupando Aristides Lobo papel de destaque dentre os que mais ardorosamente combatiam pela causa. O jornal é empastelado, três anos depois, mas o curso dos fatos veio culminar com a Proclamação, em 1889.
Sobre este fato, escreveu a famosa frase: O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada (cf. artigo escrito no dia 15, e publicado no “Diário Popular” de 18 de novembro de 1889).
Formado o governo provisório, Aristides é nomeado ministro do Interior, ocupando o cargo por apenas dois meses, de 15 de novembro de 1889 a 10 de fevereiro de 1890, renunciando por divergir profundamente do Marechal Deodoro da Fonseca. Elege-se, então, deputado federal, participando da constituinte, no mandato de 1891 a 1893 e, em seguida, para o Senado, de 1892 a 1896.
Colaborou em diversos jornais, do Rio de Janeiro, Recife e São Paulo.
Homenagens[editar]

Aristides Lobo é considerado um dos “pais” da República brasileira; praticamente há ruas em todas as grandes cidades em sua homenagem, além de diversos prédios públicos. Nos primórdios da Primeira República chegou a figurar num selo de 10 réis. A Academia Paraibana de Letras lhe dedicou o patronato de sua Cadeira número 6.
E em 15 de novembro de 1889 a República foi proclamada, sendo o generalíssimo Manoel Deodoro da Fonseca o primeiro chefe do governo, governo este composto exclusivamente por Maçons, isto é, Aristides Lobo , Rui Barbosa , Benjamin Constant, Eduardo Wandenkolk, Quintino Bocaiuva e, posteriormente, Campos Sales e Demétrio Ribeiro. Deodoro da Fonseca foi, em 19 de novembro de 1889 , eleito Grão-Mestre da Maçonaria, assumindo esse importante cargo em 24 de março do ano seguinte. Diante do exposto, há um capitulo em branco na História do Brasil, capítulo este que se refere à Maçonaria, atuante em todos os momentos decisivos da Pátria, desde o Dia do Fico à Proclamação da República.



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