Ação Integralista Brasileira, o Comunismo e a Maçonaria Paranaense na década de 30

Ação Integralista Brasileira, o Comunismo e a Maçonaria Paranaense na década de 30 (1930)

Autor: Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas- Brasil – PR

Dando enfoque à História do Brasil no final da década de 1920 e quase toda a década de 1930, vale a pena rememorar alguns fatos. Fazendo frente a tradicional dobradinha São Paulo – Minas Gerais (café com leite) Getúlio Vargas então presidente do Rio Grande do Sul, é lançado candidato a presidente da República e perde para Júlio Prestes (maçom) de São Paulo.

A situação brasileira nesta época era crítica. As elites não se entendiam e o povo estava insatisfeito. Para aumentar a tensão João Pessoa candidato à vice-presidente na chapa de Getulio Vargas é assassinado em Recife em 26/07/1930.

Eclode uma revolução no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e nos estados do Nordeste.

Em 03/10/1930, Getulio Vargas entra vitorioso no Rio de Janeiro. Júlio Prestes não toma posse. Washington Luiz (maçom) então presidente do Brasil entrega o poder e parte para o exílio. Uma junta militar governa o país. Em 03/11/1930 Getúlio assume como presidente provisório.

No campo internacional, o comunismo soviético exporta revolução para todo o mundo e como não poderia deixar de ser, a América do Sul e em especial o Brasil era um dos seus alvos preferidos.

Os Estados Unidos estava mais ou menos quiéto aguardando os acontecimentos, mas estava atento.

Os sociais nacionalistas de Hitler e os fascistas de Mussolini, constituídos por ultra-direitistas traçando planos para dominar o mundo.

Esta situação mundial refletia-se também no Brasil, com o mundo às vésperas de uma nova guerra mundial, e o Brasil às vésperas de uma ditadura.

O tempo se encarregaria de provar que Getúlio tinha uma exagerada devoção pelo poder.

E a juventude brasileira e a Maçonaria como se colocaram nesta situação?

Em 1932 funda-se no Brasil a Ação Integralista Brasileira pelo escritor Plínio Salgado, inspirada no social nacionalismo alemão e fascismo italiano. Já iniciam afirmando que combaterão até a morte o judaísmo, a Maçonaria, alem de seu principal inimigo o comunismo.

Em 1933 foi construido na Alemanha o primeiro campo de concentração (konzentrationslager), prelúdio dos campos de extermínios de milhões de judeus.

Ainda neste ano Getúlio convocou uma Assembléia Constituinte e promulgou uma Constituição em 1934, na qual o primeiro artigo “elegia” o próprio até 03/05/1938 como presidente do Brasil.
Em 1935 os comunistas brasileiros com ajuda da União Soviética tentaram levar a efeito uma revolução conhecida como a Intentona Comunista, porem foram totalmente destroçados. Seu líder brasileiro Luiz Carlos Prestes ficou preso durante mais de dez anos em uma cela triangular em condições subumanas.

Como Getúlio Vargas não queria deixar de ser presidente, pois se sentia ameaçado por forças contrárias, quer inimigos políticos, pelos comunistas e pelos integralistas que aumentavam dia a dia, seu alto escalão inventou um documento, forjado é lógico, o famoso Plano Cohen onde se propalava uma revolução comunista para a tomada de poder.
Aproveitou a ocasião e fundou o Estado Novo.

Os comunistas soviéticos menosprezaram o Brasil, orientaram mal Prestes, e colocaram em ação agentes do segundo escalão. Esta teria sido uma das causas pelas qual a Intentona não deu certo. Mas segundo alguns autores, o Serviço Secreto Inglês, avisou Vargas muitos meses antes dos eventos.

Getulio Vargas ao dar o golpe para a criação do Estado Novo, baseou-se para impor uma nova constituição na “Carta da Polônia” mais conhecida como Polaca. Este instrumento dava ao presidente poderes ditatoriais. Garantiu a Vargas suspender a atividade parlamentar, o federalismo, vincular sindicatos, aposentar funcionários e através da ação brutal, torturas e prisões e contando com uma Policia chefiada pelo famigerado Felinto Muller, cuidar de não deixar haver oposição ao governo. Em 10/11/1937 foi fechado o Congresso. Com relação à estrutura dos sindicatos, a Constituição de 1937 foi na realidade uma copia da “Carta del Lavoro” totalmente fascista. Ainda assim existem historiadores que consideravam uma ditadura branda.

Agora estava como Getulio Vargas queria. Graças ao apoio da classe média, classes produtoras, a indústria que queria produzir, todos no país queriam ordem e trabalhar e até os integralistas aceitaram o golpe com certa simpatia. Ledo engano. Ele então pode governar sem a participação dos partidos políticos. Tornou-se um ditador como tantos que existiram no mundo e ainda existem.

E a Maçonaria como ficou nesta situação? Ela que é democrata, liberal. Ficou bem quieta. Pasmem!

A Ação Integralista Brasileira foi fundada em abril de 1933 como partido político. Já em 1932 o seu embrião chamava-se Sociedade de Estudos Políticos. Ostentava por símbolo sobre a camisa a letra grega sigma, sinal matemático da soma ou produto integral, adotava o lema “Deus Pátria e Família”. A religião cristã adotada era a católica, organização corporativista do Estado, ordem familiar patriarcal.

Propugnava um estado integral que controlasse e dirigisse todas as atividades da nação brasileira, movia guerra declarada ao comunismo e à democracia liberal.

Nutria especial ódio aos judeus e à Maçonaria.

Possivelmente por causa da herança que o maldito livro “Os Protocolos dos Sábios do Sion” causou. Esta literatura vinculava a Maçonaria ao judaísmo internacional. Logicamente de forma equivocada. A Maçonaria nada tem a ver com os judeus. Apenas ela usa bem como todas as religiões cristãs assim o fazem, termos constantes da Bíblia. É claro que a Maçonaria admira o povo judeu, como admira outros povos que o mereçam. Existem muitos maçons judeus que são considerados Irmãos desde que iniciados regularmente.

As atividades integralistas foram de tal monta que começaram a ameaçar o poder do ditador Getulio, contribuindo para que ele lançasse um novo golpe onde se suprimisse as atividades políticas e publicas. Entre os simpatizantes dos integralistas e membros do partido chegou ao numero de um milhão e quinhentos. Diga-se: pessoas inteligentes
Os dizeres do juramento integralista eram “Em nome de Deus e pela nossa Pátria e nossa Família e pela nossa honra, juramos dar a nossa vida se necessário pela revolução integralista brasileira, amar respeitar e defender nosso chefe nacional, fazer respeitar e defender as bandeiras nacional e integralista, símbolos da Pátria Gloriosa e da idéia, juramos fidelidade absoluta e sem exames aos chefes”.

Gustavo Barroso, grande inimigo da Maçonaria em sua obra “Integralismo em marcha” assim escreve: “Temos, portanto de cumprir o que reputamos nosso dever, aplicando o remédio quer o doente queira ou não. Não importa sua vontade e ainda menos a oposição que nos faça. O que importa é obter força para impor nossa medicina. Isto não quer dizer que não apliquemos a força quando for preciso. Aplicá-la-emos”.

O Integralismo movimento confuso enganou a muitos brasileiros especialmente da classe média, alguns intelectuais, políticos e entre eles vários governadores de Estados, além de muitos militares de alta patente.

Ele se propunha a combater o comunismo internacional, escudava-se num nacionalismo simpático a muitos brasileiros chegando ao ponto de ser xenófobo. Falava em Deus Pátria e Família. Ora, na confusão em que estava o mundo naquela época, estes motivos foram aceitos com simpatia.

Só que na realidade os princípios de sua doutrina eram piores que o próprio comunismo.

Se o Integralismo se instalasse no Brasil a exemplo do que aconteceu na Alemanha com o seu social nacionalismo onde nos campos de extermínios como Dachau,Treblinka, Solibor e Bergen-Belsen, Auschwitz, os judeus, muitos políticos opositores, maçons e pessoas que não concordavam com estas monstruosidades também foram sacrificados, seguramente teria aqui no Brasil aqui a forma crioula de extermínio, com afogamentos, estupros, e a antiga degola usada em várias revoluções sulinas, alem das execuções sumárias a tiro.

Pelo regime de 1934 instalado pelo Getúlio Vargas a Ação Integralista Brasileira foi o único partido político reconhecido como legal, pois havia sido recusada a permissão ao Partido Comunista. Acresça-se que nesta época Getúlio Vargas nutria uma certa simpatia ainda que à distância aos ditadores Hitler e Mussolini.

A existência legal tornou o Integralismo forte. A guisa de combater o comunismo e a democracia liberal, criaram milícias uniformizadas. Organizaram vários desfiles onde os chamados “camisas-verdes” desfilaram, sendo realizado o primeiro desfile em 23/04/1933. A bandeira símbolo era um retângulo azul que tinha no centro um sígma negro sobre um círculo branco. Em 01/11/1937 cerca de cinqüenta mil integralistas desfilaram pelas ruas do Rio de Janeiro,
Tinham uma hierarquia onde uma série de órgãos comandava seus adeptos, a saber: secretarias nacionais, Conselho Supremo, Câmara dos Quarenta, Câmara dos Quatrocentos. Tinham um mando forte e despótico.

Todavia após o golpe de 1937 dado por Getúlio Vargas, um Decreto Lei de 02/12/1937 dissolveu todos os partidos políticos, inclusive o Partido Integralista que tentou sobreviver através da Associação Brasileira de Cultura, também proibida pelo Governo. E assim terminou bisonhamente o integralismo no país, mas ficaram seus adeptos.
Em 11/05/1938 os integralistas tentaram um golpe de Estado armado cercando o Palácio da Guanabara onde estavam Getulio e sua Família. Como houve uma hesitação por parte dos revoltosos que se limitaram apenas atirar nas janelas do palácio, foram facilmente dominados. Plínio Salgado foi exilado em Portugal.

COMO REAGIU A MAÇONARIA PARANAENSE

A Loja Maçônica “Perseverança” de Paranaguá, que já havia se destacado na luta anti-escravagista e Movimento Republicano também foi a loja paranaense que mais lutou contra o fantasma integralista.

O Irmão Darío Nogueira dos Santos, professor, poeta um dos poucos historiadores maçônicos do Paraná fez parte de um congresso revolucionário em 1932 quando o Partido Integralista estava se organizando, representando os operários de Paranaguá, e aí ouviu Plínio Salgado lançar seu primeiro manifesto onde ele afirmava “Combateremos a Maçonaria e o judaísmo”.

O Irmão Darío ficou estarrecido. Em face desta situação concitou todos os obreiros da Loja “Perseverança” a lutarem contra este novo inimigo.

Como o Conselho Geral da Ordem do Grande Oriente do Brasil havia recebido varias consultas de várias partes do país, como proceder nestes casos, emitiu várias circulares a respeito. A primeira um tanto ambígua dizia “Às Lojas compete deliberar sobre a conveniência de conservar ou eliminar se seus Quadros, os maçons que agem contra os princípios maçônicos”.

Depois foram mais enfáticos e enviaram outras “O maçom que ingressar na Ação Integralista Brasileira deve ser eliminado das Lojas. De sorte que estas enviarão à Grande Secretaria da Ordem, o nome ou relação dos eliminados. A Grande Secretaria Geral da Ordem por seu turno enviará às Oficinas da Federação os seus nomes que deverão ser inscritos em livros negros”.

Entretanto em relação aos comunistas o Grande Oriente do Brasil, tomou uma atitude que a primeira vista, analisando os fatos atualmente, pareceu um pouco estranha. Em suas circulares, salientava que era necessário distinguir entre os maçons que adotavam o materialismo histórico, a dialética marxista, como instrumento ou objeto de estudo e os que realmente militavam no Partido Comunista, como filiados. Contra estes é que se pode alegar que poderão subverter o Estado burguês, subversão esta que será realizada pela violência. Portanto, somente em relação aos membros do Partido Comunista é que o ingresso ou permanência é vedado pela Constituição. E a eliminação prevista deverá efetuar-se quando o Irmão na preferência às convicções integralistas ou comunistas deixar dos seus deveres de bom maçom, caso em que ele abrirá mão da própria Ordem Maçônica.

Todavia se raciocinar dentro da lógica de quem adotar o materialismo histórico a dialética marxista e o filiado ao Partido Comunista, não há um divisor de águas, sendo praticamente a mesma coisa. Há até um termo usado para estas situações quando a pessoa não quer aparecer leva o apelido de melancia “Verde por fora, vermelho por dentro” isto para quem se diz simpático ao marxismo. Uma pessoa nestas condições não pode ser maçom.

Não adianta argumentar em contrário, pois tanto o comunismo, como integralismo foram perigosíssimos para a Maçonaria Brasileira naquela época.

Em 23/07/1935 fundou-se o Partido Integralista do Paraná em Curitiba o qual logo de inicio encetou uma violenta campanha difamatória, contra a Maçonaria, ajudado pela Igreja Católica, a qual tinha rancores antigos contra a Maçonaria Paranaense pelos entraves havidos no final do século XIX e início do século XX quando o anticlericalismo era o foco de uma luta agressiva de ambos os lados. Esta situação atual fez com que várias lojas encerrassem seus trabalhos, ou melhor, dizendo abatessem colunas, ou suspendessem seus trabalhos provisoriamente. e trabalhassem na clandestinidade. A Maçonaria paranaense nesta época diminuiu muito suas atividades no Estado.

Na Loja “Perseverança” de Paranaguá haviam seis Irmãos integralistas os quais foram eliminados. Impressionante a prancha enviada a eles pelo Irmão Darío Nogueira dos Santos, então Venerável da Loja.

“Fazemos votos para que vosso juramento ao Integralismo seja tão fiel como não o foi o maçônico para que nos momentos da luta da Ação Integralista Brasileira possais ser fiel ao integralismo como nos momentos de paz não o foste para com a Maçonaria”

O Venerável foi ameaçado de morte através de várias cartas anônimas, ameaças de depredação do Templo, onde os Irmãos do Quadro ficaram muitas noites em vigília. Ameaças contra familiares, difamações perseguições etc.

Darío Nogueira dos Santos, homem de letras, redigiu um opúsculo de seis páginas datado de 25/05/1935 e enviou ao Grande Oriente do Brasil. Este documento muito bem redigido mostra nos mínimos detalhes o que vinha a ser o Integralismo.

Ele enviou uma cópia ao Interventor do Paraná, o Irmão Manoel Ribas iniciado na Loja “Honra e Verdade” de Santa Maria Rio, Grande do Sul em 18/04/1914.

O então Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil General Moreira Guimarães fez referências sobre este manifesto como o mais completo documento explicatório a respeito do Integralismo e suas verdadeiras intenções. No Boletim do Grande Oriente do Brasil de abril de 1935 foram publicadas as palavras do Grão-Mestre a respeito.

Neste documento Darío analisa o Integralismo explicando que o mesmo ora é xenófobo, ora é de cooperação internacional, mas somente quando se tratar de paises fascistas ou nazistas, cuja finalidade alem de dominar o mundo seria o extermínio dos judeus.

Não havia dúvidas que o Integralismo se vencesse, chegaria a uma plutocracia, isto é, o pais governado por homens ricos, porque seria um governo de elites.

Ainda refere que o Integralismo era contra a liberdade de consciência e ainda defendia uma inquisição político religiosa. Proibia a formação de outros partidos.

Um fato interessante é que a corrente monarquista do Brasil, os Bragança, apoiava o Integralismo. Em fim, Darío fazia uma ampla e transparente exposição da confusa doutrina integralista. Referia que eles “acendiam uma vela a Deus e outra ao Diabo”. Do ponto de vista pratico, pulverizaria as liberdades.

Até 1937 a doutrina integralista estava de tal maneira difundida no Brasil que até muitos dos asseclas de Getulio eram integralistas e o seu governo estava minado, inclusive as forças militares e até generais do alto escalão.
Um pouco antes de Getúlio dar o golpe final nos integralistas estes espalharam por todo o Brasil que Getúlio havia fechado as atividades maçônicas em todo o pais, sem que isto tenha realmente acontecido.

Muitos governos estaduais eram francamente integralistas aproveitaram a mentira para manter as lojas maçônicas de portas fechadas.

O Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil General Moreira Guimarães sabendo que o General Newton Cavalcanti estava pressionando o Presidente para proibir as atividades maçônicas no pais, apelou para o futuro maçom General Protásio Vargas, irmão carnal de Getúlio para que ele interferisse para que a medida não fosse tomada.

Em 06/01/1938 o General Meira Vasconcelos declarou publicamente que jamais fora dada ordem pelo Presidente para fechamento da Maçonaria. Esta notícia foi levada ao ar através da Radio Nacional do Rio de Janeiro, quatro vezes no mesmo dia.

Caso a medida fosse efetivada por decreto, não se pode prever quando ela Quando as lojas seriam reabertas. Talvez com um pouco de sorte somente após a queda do caudilho Getulio. Mas aproveitando a mentira outras forças contrárias à Maçonaria tentaram mantê-la de portas cerradas. Tal foi o caso das Loja “Cyro Vellozo” de Prudentópolis que encerrou suas atividades e nunca mais reabriu. A Loja “Phylantropia Guarapuavana” de Guarapuava também encerrou suas atividades parcialmente só reerguendo suas colunas plenamente em 1950.

Algumas lojas fechadas como a “Amor e Caridade II” de Ponta Grossa,” Fé e Trabalho” de Rio Negro, “Fraternidade Paranaense” de Curitiba, “Cardoso Júnior” de Curitiba, “Acácia Paranaense” de Curitiba, “Jacques de Molay” de Cambará, encerraram suas atividades oficiais por pouco tempo, mais ou menos até novembro de 1937 e meados de 1938. Algumas lojas no Brasil ficaram fechadas mais de um ano, e algumas jamais se reergueram.

Segundo o Irmão Eduardo Garcia Diaz, fundador da Loja Regeneração 3ª de Londrina, contemporâneo aos fatos, refere que em 1937 o comandante da 5ª Região Militar sediada em Curitiba, mandou fechar a Loja “Fraternidade Paranaense”.
O fato levado ao conhecimento do Interventor do Paraná Manoel Ribas, maçom, este se dirigiu à Praça Zacarias onde estava situado o templo pegou as chaves, abriu as portas, assistiu aos trabalhos e em seguida informou ao “Dr. Getúlio” como ele o chamava em sinal de respeito, o qual afastou imediatamente o comandante de Curitiba.

Entretanto, não se pode negar que Getúlio, apesar de ditador, tenha perseguido a Maçonaria. Talvez pelos laços familiares. Seu pai o General Manoel do Nascimento Vargas, herói da Guerra do Paraguai e Revolução Federalista de 1893-95 foi iniciado na Loja “Vigilância e Fé” de São Borja-RS em 24/06/1876. Seu irmão o General Protásio Vargas foi iniciado em uma Loja de emergência em 18/09/1942, posterior aos fatos ora descritos. Outro irmão de Getúlio o Coronel Viriato Dornelles Vargas foi iniciado na Loja “Brasil” uma loja do Rito Brasileiro que estava sendo reativado.

Assim com altos e baixos a Maçonaria Brasileira viveu uma fase bastante agitada na década de 1930. A história do Brasil nesta fase esteve muito conturbada.

Segundo Kurt Prober a participação das Grandes Lojas Brasileira foi muito incipiente, pois elas tinham poucos anos de existência. E o próprio Grande Oriente do Brasil estava manietado pela ditadura.

Analisando calmamente este período da História do Brasil e da Ordem têm-se elementos para que cada um tire suas próprias conclusões. Escapar incólumes do comunismo, integralismo e de uma ditadura, não foi fácil para a Maçonaria e muito menos para o povo brasileiro. A Maçonaria Brasileira continua de pé, atualmente com outros tipos de inimigos, os quais certamente não a destruirão.

Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil” – Londrina-PR

REFERÊNCIAS

JORGE, F. Getúlio Vargas e seu tempo
Ed. T.A. Queiroz –
São Paulo, 1985 -´1º vol.

PORBER, K. Achegas para a Historia da Maçonaria Paranaense
Ed. Príncipes Gráficas e Ed.Ltda.
Rio de Janeiro, 1986

PROBER, K. Coletânea “A Bigorna”
Ed. “A Trolha”
Londrina, 1989

PROBER, K Cadastro Geral das Lojas Maçônicas do Brasil
Ed. Kurt Prober

Rio de Janeiro, 1975

SANTOS, D. N. Ação histórica da Aug:.Resp:.Ben:. Loja Perseverança de .
Paranaguá – ( obra não publicada)

Grande Enciclopédia Delta Larousse.



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