Abraao eisac

Abraão, Abram, Ibrahim

Abraao eisac
Quando Deus exigiu o sacrifício de Isaque, Abraão obedeceu (v. 02,03). Qual o segredo do patriarca? A convicção de que o propósito de Deus para sua vida, fosse qual fosse, seria sempre melhor que qualquer plano que ele, Abraão, pudesse conceber.

Abraão, Abram, Ibrahim UM DOS lugares onde as pessoas moravam após o Dilúvio chamava-se Ur. Esta cidade tornou-se importante, com belas casas. Mas o povo dali adorava deuses falsos. Foi assim que fizeram também em Babel. O povo de Ur e de Babel não era igual a Noé e seu filho Sem, que serviam a Jeová.

Noé morreu, por fim, 350 anos após o dilúvio. Foi apenas dois anos mais tarde que nasceu o homem que vê no desenho. Era uma pessoa muito especial para Deus. Seu nome era Abraão. Morava com sua família naquela cidade de Ur.

Certo dia, Jeová disse a Abraão: ‘Saia de Ur e de seus parentes, e vá para uma terra que eu lhe mostrarei.’ Será que Abraão obedeceu a Deus, abandonando todos os confortos de Ur? Sim, obedeceu. Foi porque Abraão sempre obedeceu a Deus que ele ficou conhecido como amigo de Deus.

Alguns da família de Abraão saíram com ele, quando partiu de Ur. Seu pai Tera foi junto, e também seu sobrinho Ló. E, é claro, também a esposa de Abraão, Sara. Chegaram então a um lugar chamado Harã, onde morreu Tera. Estavam longe de Ur.

Pouco depois, Abraão e os de sua casa saíram de Harã e chegaram à terra chamada Canaã. Ali Jeová disse: ‘Esta é a terra que darei aos seus filhos.’ Abraão ficou em Canaã e viveu em tendas.

Deus passou a ajudar a Abraão, e este veio a ter muitos rebanhos de ovelhas e de outros animais, e centenas de servos. Mas, ele e Sara não tinham filhos.

Quando Abraão tinha 99 anos, Jeová lhe disse: ‘Prometo-lhe que você se tornará pai de muitas nações.’ Mas, como isso podia ser, já que Abraão e Sara eram então velhos demais para ter filhos?

Todo líder precisa decidir, em algum momento de sua vida, se quer confiar em Deus ou não. Até o momento da decisão, sua fé em Deus será uma fonte conveniente de conforto e encorajamento. Mas o teste de Deus pode conter exigências aparentemente absurdas. A provação forçará o líder ou a seguir o raciocínio humano e abandonar a orientação divina, ou abandonar o raciocínio humano e seguir a orientação de Deus. Esse tipo de teste não tolera concessões: o líder tem que optar entre seu caminho e o caminho de Deus.
Abrão (mais tarde chamado de Abraão), enfrentou muitas provas desse tipo. Quando tinha setenta e cinco anos, Deus pediu-lhe que saísse de sua casa, que deixasse para traz a casa de seu pai, sua terra e seus amigos e vizinhos. Deus ordenou-lhe que abandonasse o conforto de Ur e viajasse sem roteiro definido para a terra que lhe mostraria (Gn 12:01). Com a ordem, veio também a promessa de muitos descendentes e a oportunidade de ser benção para todo o mundo por meio dessa descendência. Sem a mínima hesitação, Abrão obedeceu.
Deus conduziu Abrão e sua família para a terra à qual os havia chamado, porém tardou em cumprir a segunda promessa. Quando Isaque finalmente nasceu, Abraão estava com cem anos de idade, e sua esposa, Sara, com noventa.
Muitos anos depois, Deus fez outro pedido a seu servo. Dessa vez, no entanto, conduziu Abraão ao inimaginável – sacrificar o próprio filho, Isaque. À primeira vista, tal ordem parece proceder de um desequilibrado. Mesmo assim, Abraão obedeceu. Por que? Porque ele cria que, se oferecesse o filho no altar, Deus, de alguma forma ressuscitaria o menino (Hb 11:19). Deus já havia permitido que Sara gerasse Isaque em idade avançada. Se Ele era capaz de produzir vida nova de corpos velhos, como os de Abraão e Sara, poderia também devolver a vida a Isaque.
Sabemos que Abraão não chegou a cravar a faca no peito do filho. Em vez disso, Deus providenciou um carneiro para o sacrifício (v. 13). Por que então o Senhor permitiu que Abraão construísse o altar, amarrasse o menino e o colocasse sobre o altar? Para testar a fé de seu servo. Deus queria saber se Abraão iria sujeitar-se à vontade divina, mesmo contrariando a lógica humana. Queria saber se Abraão confiaria nEle, quando a pessoa que mais amava estava envolvida. Como é de nosso conhecimento, Abraão passou no teste. De fato, sua confiança em Deus levou o apóstolo Paulo a chamá-lo “homem de fé” (GL 03:09).
Admirar a fé do patriarca Abraão é uma coisa. Imitá-la é algo bem diferente. Seguir seus passos significa ouvir a orientação de Deus. Na mente de Abraão, estava claro o que Deus queria que ele fizesse. Os lideres de hoje precisam aprender a ouvir a orientação de Deus na leitura da Bíblia e na oração. Quanto ao aspecto moral, a instrução de Deus é geralmente muito clara. Ele nos diz o que devemos fazer – para começar, devemos amá-Lo, amar o próximo e honrar os pais. Perceber a orientação divina em outras áreas nem sempre é fácil e pode exigir muita oração. Mas o líder que busca a orientação divina exercita-se na disciplina necessária para sintonizar-se com a vontade de Deus.
Uma vez convictos da direção de Deus, enfrentamos o verdadeiro teste. Como Abraão, devemos seguir imediatamente Suas orientações. Quando Deus ordenou a Abrão que deixasse sua terra natal, ele a deixou (Gn 12:01-04). Quando Deus exigiu o sacrifício de Isaque, Abraão obedeceu (v. 02,03). Qual o segredo do patriarca? A convicção de que o propósito de Deus para sua vida, fosse qual fosse, seria sempre melhor que qualquer plano que ele, Abraão, pudesse conceber.

Bibliografia
Bright, John, A History of Israel (1972); Neusner, Jacob, Genesis Rabbah: The Judaic Commentary on the Book of Genesis, 3 vols. Bright, John, Uma História de Israel (1972); Neusner, Jacob, Genesis Amã: O Judaic Comentário sobre o Livro do Génesis, 3 vols. (1985); van Seters, John, Abraham in History and Tradition (1975). (1985); van Seters, John, Abraham em História e Tradição (1975).

 



Total de leitores: 317. Leitura diária: 1. Total de visitas: 2.950.981
mm

About Ivair Ximenes Lopes. Ivair Ximenes

Deixe seus Comentários

Seu comentário é muito importante. Com ele tomamos iniciativas úteis.


Deixe seus Comentários (rede social)