A relação com a Religião

A relação com a Religião Bem, há no contexto atual há uma certa intolerância religiosa sobre o pensamento geral. Há os aceitos e não aceitos, isso é claro! – dito pelo meio em que estas pessoas convivem.

Reflito, que a intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões. Em casos extremos esse tipo de intolerância torna-se uma perseguição. Sendo definida como um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana, a perseguição religiosa é de extrema gravidade e costuma ser caracterizada pela ofensa, discriminação e até mesmo atos que atentam à vida de um determinado grupo que tem em comum certas crenças.

A liberdade de expressão e de culto são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Carta de Outono de 1988. A religião e a crença de um ser humano não devem constituir barreiras a fraternais e melhores relações humanas. Todos devem ser respeitados e tratados de maneira igual perante a lei, independente da sua orientação religiosa.

O Brasil é declaradamente um Estado Laico, isso significa que não há uma religião oficial brasileira e que o Estado se mantém neutro e imparcial às diferentes crenças ou religiões. Desta forma, há uma separação entre Estado e Igreja. Além de separar governo de religião, a Constituição Federal também garante o tratamento igualitário a todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas crenças, raças ou estado social. Dessa maneira, a liberdade religiosa está protegida, como cláusula pétrea, e não deve, de forma alguma, ser desrespeitada.

É importante salientar, a crítica religiosa não é igual à intolerância religiosa. Os direitos de criticar dogmas e encaminhamentos de uma religião são assegurados pelas liberdades de opinião e expressão. Todavia, isso deve ser feito de forma que não haja desrespeito e ódio ao grupo religioso a que é direcionada a crítica. Como há muita influência religiosa na vida político-social brasileira, as críticas às religiões são comuns. Essas críticas são essenciais ao exercício de debate democrático e devem ser respeitadas em seus devidos termos.

Apesar de professar o Catolicismo Apostólico Romano, que se funda no cristianismo a sua vertente, expressando a minha fé na trindade e no cordeiro imolado, aquele que redimiu o pecado do mundo. Não me sinto atraído para discutir os dogmas e o catecismo católico, nesta seara.

Procuro avalizar a liberdade de expressão, conquanto que, acredito no estado laico, apesar de não o compreende-lo neste patamar. Pois o Estado é o que é, é o povo em ação, o pensamento nacional, na maior magnitude, que necessariamente é um povo cá como lá homogêneo, mais ou menos laico, mais o menos cristão em todos os seus parâmetros. Não o compreendo, o estado dissociado, é minha opinião!

Ser ou não ser. É uma pergunta que deve ser respondida, pois talvez ser, não seja uma resposta apropriada. Ou você é ou não é. A religião tem no seu âmago este espírito do ser.

A intolerância fecha os caminhos da compreensão, ao mesmo tempo que os da sensibilidade, caminhos aos quais só têm acesso as almas que sabem de sua semelhança com as demais.” (Carlos Bernardo González Pecotche)

Ivair Ximenes Lopes



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