A questão Templaria e os Arquivos Secretos do Vaticano

A questão Templaria e os Arquivos Secretos do Vaticano

Fatos históricos sobre “a questão Templaria” pouco conhecidos e divulgados são os abaixo:

1 – Bonifácio VIII fez redigir uma bula de excomunhão contra o rei da França, intitulada Super Petri solio, que deveria ser publicada em 8 de setembro de 1303; mas uma expedição guiada por Guillaume Nogaret, o mais notável entre os juristas do Conselho, uniu-se a um bando de homens dos Colonna, na cidade de Anagni, onde se encontrava Bonifácio VIII. Na noite de 7 de setembro, o pontífice foi agredido e tornou-se vítima de uma tentativa de captura, para posteriormente ser levado a Paris, onde seria finalmente deposto e declarado herege. No entanto, uma imprevista revolta da população da cidade, cansada dos saques executados pelos soldados dos Colonna, libertou o papa, que acabou sendo salvo do “seqüestro” e reconduzido a Roma. Todavia, Bonifácio VIII morreu pouco depois, agravado pela terrível noite de Anagni: a bula de excomunhão que privava Felipe, o Belo, de todos os seus poderes não chegou a ser publicada em razão da sucessão dos eventos, mas permaneceria ainda como uma terrível espada de Dâmocles sobre o destino dos anos vindouros.

2 – que em 1307 ao ser avisado da captura dos Templários por um mensageiro enquanto ainda tentava concluir a própria terapia, Clemente V retornou imediatamente à Cúria, em Poitiers, onde convocou todos os cardeais para uma reunião em caráter emergencial objetivando estancar a crise. O fato recém-consumado não tinha precedente: o rei da França, titular do poder laico, reivindicava o direito de decidir sobre questões relativas à ortodoxia, estendendo, de quebra, sua mão sobre uma ordem religiosa, isto é, um pedaço da Igreja de Roma, que somente a autoridade do papa poderia julgar.

3 – que os Templários, estavam ainda sob investigação e proteção da Cúria romana e que sem ter o processo sido finalizado eles já haviam sido detidos, interrogados e pesadamente lesados na sua reputação por obra do Inquisidor e do Rei da França. Logo depois da captura, Guillaume de Nogaret (o mesmo que havia sequestrado o papa Bonifacio VIII) havia feito reunir uma multidão nos jardins do Palácio Real de Paris, proclamando publicamente o dossiê de acusação contra a Ordem a revelia de Roma.

4 – que o verdadeiro motivo que levou a manobra regia por parte de Felipe da França a agilizar o processo contra o Templo, era o mesmo pelo qual meses antes o próprio Grão-Mestre do Templo, Jacques de Molay, havia pedido ao Papa para abrir uma investigação sobre o Templo, ou seja, a vontade de determinar o teor desses procedimentos. O motivo pontifício era o de realizar uma investigação legítima, isto é, envolvida em direito canônico, interna à Igreja e substancialmente discreta, cujo fim seria valer-se das falhas da Ordem para promover sua reforma.

5 – A estratégia do Rei da França havia programado envolver os teólogos de Sorbonne, desfrutando de sua autoridade religiosa para dar sustentação ao poder laico da monarquia e criar uma espécie de
contra-altar do papado e da Igreja de Roma.

6 – que o único documento “confessional” assinado por Jaques de Molay não foi apresentada ao papa porque os escreventes da Chancelaria tinham uma grande experiência na identificação de documentos suspeitos e este documento certamente havia sido falsificado e obtido sob tortura. Em suma, o único que pôde agir diretamente foi Guillaume de Nogaret.

7 – que o Papa Clemente V logo elaborou uma carta de protesto para Felipe, o Belo, sabiamente calibrada nas expressões de condenação, para não alarmar os cardeais favoráveis ao rei e para dar ao soberano certa comodidade para reconsiderar sem ter de executar solenes gestos de desculpas ao pontífice: o tom inusitadamente doce da bula Ad preclaras, que ordenava a Felipe, o Belo, remeter imediatamente os
Templários aos cuidados da Igreja, fazia com que todo o incidente não passasse de um erro cometido em boa-fé por alguém que não conhecesse certos ditames do Direito Canônico.

8 – que o Papa enviou imediatamente dois Cardeias à França (Bérenger Frédol, neto de Clemente V e Étienne de Suisy, que no passado havia ocupado o cargo de Vice-chanceler da coroa Francesa) e que os mesmos ao chegarem em Paris, encontraram-se diante de um verdadeiro muro: em vez de serem conduzidos pelos Templários, os homens do Conselho Régio apresentaram-nos aos mestres de teologia de Sorbonne, os quais haviam ouvido pessoalmente a deposição do Grão-Mestre Jaques de Molay, dando seu testemunho. Os dois cardeais foram obrigados a retornar à Cúria no início de novembro sem ter nem mesmo podido ver os prisioneiros.

9 – tomando como pretexto o fato de que o rei não estava em Paris e os dois cardeais haviam tratado somente com os homens do Conselho, Clemente V considerou que a missão jamais havia ocorrido,
pondo-se em viagem com um idêntico objetivo: dessa vez, porém, Bérenger Frédol e Étienne de Suisy haviam recebido a faculdade de excomungar Felipe, o Belo, e lançar uma interdição sobre o reino da França se o encontro com os Templários fosse impedido mais uma vez.

10 – Em 27 de dezembro de 1307, o Grão-Mestre do Templo, Jacques de Molay, pôde finalmente depor diante dos dois enviados do papa e retratar sua outra confissão, denunciando que ela havia sido arrancada dele sob tortura.

11 – Por volta do fim de janeiro de 1308, logo depois do retorno à Cúria de dois embaixadores que traziam a notícia dos fatos ocorridos, o papa suspendeu as faculdades do Tribunal da França, visando a bloquear todos os procedimentos contra os Templários e que estavam sendo levados a cabo com a ajuda do decreto sancionado por Guillaume de Paris alguns meses antes. A posição do pontífice era muito clara: seguro da má-fé utilizada na condução do processo, ele queria interrogar pessoalmente os Templários e não reconheceria os poderes da Inquisição até que o rei tomasse a decisão de remeter os prisioneiros às mãos da Igreja.

12 – Clemente V teve de emitir uma bula em 22 de novembro para ordenar que as posses templárias em toda a cristandade fossem remetidas à custódia apostólica, a fim de impedir a corrida aos saques que já estava em ação, enquanto o papa, única autoridade viva no direito de julgar os Templários, não havia nem mesmo visto o rosto dos imputados.

13 – Durante todo o transcorrer da primavera de 1308, houve acirrada batalha política entre o pontífice, decidido a não conceder os poderes à Inquisição, até o momento em que ele pudesse interrogar pessoalmente os Templários, e os juristas do rei da França.

14 – Nogaret encabeça a publicação de diversos “libelos” difamatórios contra os Templários e o papa, os mais interessantes dos quais contesta a decisão apostólica de suspender o processo e noutro o pontífice era acusado de nepotismo e de ter constantes relações com a condessa Brunissenda de Périgort (coisa insuspeita já que a condesa não residia próxima à Cúria).

15 – Em junho de 1308, após meses de luta, o rei da França teve de se render diante da firmeza do Papa. Assim, foi decidido o envio de uma seleção dos Templários prisioneiros, realizando com cuidado a inserção entre eles de alguns excomungados procurados pela justiça da Ordem, a fim de dar ao papa a pior impressão possível. O comboio, composto de cerca de 70 prisioneiros transportados sobre carros e levados presos uns aos outros pelos pés e mãos, compreendia também os expoentes principais do Estado-Maior, isto é, o Grão-Mestre, o Visitador do Oriente e do Ocidente, o Preceptor da Normandia e o das províncias de Aquitânia e Poitou.

16 – Realizados três quartos da viagem, próximo da fortaleza real de Chinon sobre o Loire, a caravana sofreu um imprevisto redimensionamento e o carro contendo os mais altos dignitários terminou ali a sua viagem em vez de chegar ao papa em Poitiers. Foi dito ao pontífice o pretexto que os Templários de maior grau estavam doentes e não podiam cavalgar.

17 – Entre 28 de junho e 2 de julho de 1308, Clemente V presidiu uma Comissão de Cardeais que poderia finalmente conduzir a investigação da Cúria romana sobre os Templários: os documentos originais, quase todos obtidos, permitem-nos verificar que se tratou de um procedimento “honesto”, desenvolvido em pleno respeito ao direito, sem nenhuma forma de pressão sobre os imputados, que, aliás, foram convidados a denunciar as violências que haviam sofrido precedentemente para colocar às claras quais partes de suas declarações dependiam de tortura.

18 – A Comissão Inquisidora foi formada pelos Cardeais Bérenger Frédol (neto do papa) e Étienne de Suisy (empregados de primeira linha desde o outono precedente); mais dois homens do partido filofrancês, corretos e fiéis à Igreja, o napolitano Landolfo Brancacci e o francês Pierre de La Chapelle-Taillefer, e, por fim, um homem publicamente comprometido, que seria Pietro Colonna, todos fiéis ao Papa. O Papa assistia pessoalmente a todas as sessões.

19 – No fim de sua investigação, o papa havia compreendido que existia um hábito estranho perpetuado pela Ordem como um “teste” obrigatório e inevitável, que impunha ao novo membro renegar Cristo e cuspir sobre a cruz, ato justificado pelos Tenentes da Ordem como necessário devido ao fato de que quando feito prisioneiros no Oriente, os Turcos os obrigavam a tal ato antes de se converterem à religião de Alá. No contexto do processo havia, além disso, trazido à luz fatos de menor gravidade, como abusos de poder, furtos e mesquinharias cotidianas em que não caberia a acusação de heresia.

20 – O objetivo do papa era o de obrigar os Templários, contrários à fusão com os Hospitalários, a assumir a responsabilidade de seus atos e, junto disso, compreender que a sobrevivência da Ordem dependia da sua transformação.

21 – No final de suas investigações, o papa impôs aos Templários o pedido de perdão, depois, absolveu-os da excomunhão católica. A reintegração jurídica e moral da Ordem, garantida pela absolvição, era um pressuposto indispensável.

22 – No dia 10 de julho seguinte, o pontífice fez repetir a absolvição coletiva aos Templários penitentes na residência do cardeal Pierre de La Chapelle, na presença do Rei Felipe, o Belo.

23 – Em 12 de agosto, Clemente V tem um estímulo que faz tornar pública a leitura de uma bula intitulada Faciens misericordiam, redigida quatro dias antes: é acordado um grande concilio ecumênico com dois anos de duração para discutir os problemas mais urgentes que dizem respeito à cristandade, entre os quais a organização de uma nova cruzada, e também para a discussão do problema templário. Nessa mesma bula, o papa emite um veredicto sobre os chefes da Ordem Templária, que, nesse entretempo, ficarão isolados, não sendo permitido a ninguém interrogá-los.

24 – Aproveitando as “férias de verão” da Cúria, o Papa envia 3 Cardeiais secretamente para Chinon (França) visando investigação específica sobre o Grão-Mestre e altas autoridades do templo. Logo, a sobrevivência do Templo podia passar unicamente pela humilhação solene, do pedido de perdão e pela aceitação da penitência, e isto consistia em aceitar a fusão com o Hospital, o que Clemente V acreditava ser política e historicamente necessário.

25 – O ato original da investigação realizada a portas fechadas em Chinon e reencontrada depois de setecentos anos nos Arquivos Secretos do Vaticano restitui o êxito do procedimento, que foi concluído com a absolvição dos chefes e sua total reintegração na comunhão católica. Muitos detalhes mostram que Jacques de Molay estava em profundo conflito com Hugues de Pérraud, sobrinho do Visitador do templo na França, realizando intensas negociações, fazendo o chefe templário curvar-se diante das propostas do Papa.

26 – Em 20 de agosto de 1308, a investigação de Chinon era concluída deixando o Estado-Maior do Templo absolvido da acusação de heresia, reintegrando-o à comunhão dos sacramentos. No retorno dos comissários à Cúria, o papa preparou uma segunda versão da sua bula Fadens misericordiam, “atualizada”, trazendo a notícia de que os chefes do Templo estavam absolvidos e que agora se encontravam protegidos em uma ilha de imunidades judiciárias para que ninguém, exceto o pontífice romano, pudesse interrogá-los, dando a idéia de que o papa pretendia abandonar os chefes templários ao seu próprio destino fora da Ordem.

27 – Em resposta ao papa, em outubro de 1308, quando Clemente V apenas havia assinalado a sua vitória judiciária em Chinon, o plano de Felipe dava seu primeiro passo: o bispo Guichard de Troyes foi acusado pela Inquisição Francesa de bruxaria e queimado na fogueira, embora o Papa o tivesse absolvido. Com esse gesto, Felipe, o Belo, pretendia demonstrar que a Igreja de Roma estava contaminada completamente pela heresia, uma vez que um papa, um bispo e por que não toda uma ordem religiosa estavam afundados na corrupção.

28 – Entre o fim de 1309 e princípios de 1310 começaram em toda a cristandade os inquéritos diocesanosparticulares que Clemente V havia ordenado no verão de 1308. As ações do órgão dependiam do fato de que o pontífice já havia esclarecido que os Templários não eram hereges, mas se sabia também dos abusos que manchavam a instituição.

29 – No Concilio de Viena (de 16 de Outubro de 1311 a 6 de Maio de 1312), Clemente V fez que fossem aprovadas duas medidas que proporcionariam substancial redução das interferências do Tribunal, atitude esta que se explica também pela experiência adquirida durante todo o processo contra o Templo.

30 – A prestação de contas das investigações foi redigida em atos notariais e expedida à Cúria e ao Concílio, onde os oficiais da Chancelaria providenciaram a formação de um amplo dossiê que interessava, praticamente, a todo o mundo cristão. O teor dos procedimentos refletia a orientação política de cada uma das áreas de influência do Templo: na França e nas áreas sujeitas à influência francesa, continuou havendo muitos abusos, pesadas torturas e demais mistificações, enquanto em zonas livres desse tipo de interesse, como, por exemplo, no Chipre e na área ibérica, os documentos restituem uma imagem de maior respeito pela legalidade.

31 – Clemente V fechou-se com seus colaboradores, os padres conciliares, junto à abadia de Maucène, onde trabalharam por semanas no exame dos enormes dossiês elaborados e enviados pelas outras comissões processuais de todas as audiências. Os resultados dessa comissão foram levados ao Concilio de Viena, aberto sob a presidência do rei da França.

32 – Ainda que os atos do processo não tenham chegado a comprovar a acusação de heresia, a Ordem do Templo foi suspensa pela vergonha que manchou muitos de seus membros. A suspensão, declarada como sentença não-definitiva, foi motivada por causas de força maior e pela necessidade de se evitar que a Igreja sofresse um gravíssimo dano. Os ex-Templários poderiam voltar a fazer parte de alguma outra ordem religiosa, até mesmo do Hospital, apesar de uma antiga proibição reconsiderada pelas novas sanções. Os bens da Ordem seriam devolvidos ao Hospital para que fosse respeitada a vontade dos doadores, que os haviam deixado como contribuição para a causa da cruzada.

33 – Por volta de 1314, à situação ainda não havia mudado, e o rei pressionava para que a sorte dos dignitários, que ainda estavam sob a custódia da Igreja, fosse logo decidida.

34 – Nesta altura, a enfermidade que o Papa sofria chegou a um estado irreversível: há anos, violentas hemorragias forçavam-no a permanecer por muitos dias em seu leito e, por várias vezes, foi dado como morto. Clemente V sabia que não podia enfrentar pessoalmente a questão e nomeou uma comissão de bispos que deveria estabelecer a sorte dos chefes. Na realidade, o jogo já estava definido, tratava-se somente de tomar efetiva a medida de detenção perpétua sob a custódia apostólica que permitia salvar a vida dos dignitários e assegurava ao rei da França que o Templo não seria reconstituído.

35 – Escutando o veredicto o Grão-Mestre e o seu mais fiel companheiro, o Preceptor da Normandia Geoffroy de Charny, rebelam-se e proclamam a completa inocência do Templo em todas as suas culpas que lhe foram imputadas: nesse ponto, os bispos da comissão foram confundidos e decidiram interromper seus trabalhos, já que um fato dessa magnitude necessitava de certa ponderação, sendo necessário consultar a vontade do papa.

36 – Vendo escapar de suas mãos aquela solução do compromisso que provavelmente Clemente V havia proposto e que a parte regia já havia aceitado, Felipe decide uma maneira de encerrar de uma vez por todas a questão Templária, de modo que esta não pudesse mais ser rediscutida: o rei manda raptar Jacques de Molay e Geoffroy de Charny, subtraindo-lhes da legítima custódia dos comissários, mandando-os à morte pelo fogo em uma pequena ilha do Senna, pouco após o anoitecer.

37 – Oficialmente as fontes que nos falam desses fatos concordam com o grande heroísmo dos dois dignitários, que enfrentaram uma morte que teriam escolhido voluntariamente como ato supremo de testemunho pela própria Ordem. Jacques de Molay pediu aos carrascos que afrouxassem a corda que lhe cerravam os pulsos para que pudesse dirigir seus olhares à Catedral de Notre-Dame, que por mais de uma vez já havia visto testemunhar a sua inocência e rezou à Virgem Maria a quem São Bernardo havia dedicado a Ordem. Os Templários diziam que em nome da Virgem tudo havia tido início e que, em nome dela, tudo terminaria. Assim, com essa prece, o Grão-Mestre pretendia encerrar gloriosamente o fim do Templo, proclamando sua perfeita fé cristã.

38 – Segundo o testemunho do poeta Geoffroy de Paris, que provavelmente assistiu em pessoa à execução, Jacques de Molay teria chamado diante do Tribunal de Deus tanto o rei da França (que o havia traído) quanto o papa (que o havia abandonado).

39 – Clemente V jamais lançou sentenças de condenação contra os Templários; em vez disso, procurou reverter a excomunhão que havia sido lançada contra eles. Aquela absolvição jamais foi revogada, e a sentença de suspensão das atividades da Ordem, sancionada no Concilio de Viena, permanece ainda hoje inalterada, mesmo após sete séculos, sob a forma de uma decisão nãodefinitiva.

40 – O Grão-Mestre Jaques de Molay e o Preceptor da Normandia Geoffroy de Charny, seqüestrados e assassinados pelo soberano da França antes que a comissão destinada a julgá-los pudesse emitir um veredicto, morreram no mesmo estado em que a autoridade pontifícia os havia colocado, isto é, cristãos absolvidos e reintegrados à comunhão católica, assim como os plenipotenciários apostólicos haviam decidido por ordem de Clemente V em Chinon.

41 – No curso de uma cerimônia penitencial sem precedentes na História, João Paulo II pediu oficialmente perdão a Deus, em nome da Santa Igreja, pelos pecados cometidos por seus filhos desde a sua fundação há dois mil anos. Dentre os pedidos o papa formalizou suas desculpas à Ordem do Templo.

Em Portugal cria-se a “Ordem de Cristo”, uma ordem religiosa e militar, criada a 14 de Março de 1319 pela Bula Papal “Ad ea ex-quibus” de João XXII, que, deste modo, acedia ao pedidos do rei Dom Dinis. Recebeu o nome de Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo e foi herdeira das propriedades e privilégios da Ordem do Templo, que haviam sido confiscados pela coroa portuguesa.

A Ordem de Cristo está em atividade até os dias atuais e possui em seu site a sua história oficial (http://www.ordochristi.org/Historial.htm), vale a pena conferir….

P.S.: texto extraído do livro “Os Templários e o Pergaminho de Chinon – encontrados nos Arquivos Secretos do Vaticano” de Barbara Frale*, Ed. Madras, 2004.

* Barbara Frale doutorou-se na Universidade de Veneza com uma tese a respeito dos documentos do processo contra os Templários. Ela é oficial do Arquivo Secreto do Vaticano. Sobre este mesmo assunto, a autora escreveu também L ‘ultima Battaglia dei Templari e Il papato e il processo ai Templari.

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