A Maçonaria e a abolição

A Maçonaria e a abolição  E três figuras afro-brasileiras eram maçons: o engenheiro André Rebouças, o advogado Luiz Gama e o jornalista José do Patrocínio.

Os três percorreram o país com apoio de lojas maçônicas divulgando a necessidade do abolicionismo.

Outro apoiador era o intelectual, político e também advogado Rui Barbosa, considera inclusive na época um mulato, o que na verdade não era.

Ele pertencia a Loja América de São Paulo. Nesta mesma loja, no dia 7 de julho de 1868, Barbosa teria lido um projeto de Abolição com as seguintes propostas todas as lojas maçônicas: todas deveriam aderir ao abolicionismo e criar condições para capacitá-lo profissionalmente; deveriam criar um fundo especial para comprar alforrias de crianças escravas, e mesmo de adultos; incentivariam a criação de escolas diurnas e noturnas para a educação dos ex-escravos, comoforma de reparação pelo crime do escravismo.

A proposta de Rui Barbosa também dizia que ninguém poderia ser considerado maçom se mantivesse posse de escravos ou fosse traficantes de pessoas escravizadas.

Este documento influenciou todas lojas maçônicas no Brasil. A prova disto está no Amazonas, onde uma maçonaria comprou um jornal e passou a veicular a luta abolicionista. No Ceará, o primeiro estado a libertarem escravos, o então governador maçom Sátiro Dias assinou decreto extinguindo a escravidão naquele estado, em 1884. A dúvida de hoje é saber por que a proposta de Rui Barbosa não vingou.

Era uma verdadeira reforma social, endossada por nomes como:Joaquim Nabuco de Araújo, Pimenta Bueno e Eusébio de Queiroz.

Mas é bom citar que a maçonaria é feita por homens, que são em alguns casos progressistas ou conservadores. Igual o Congresso e Câmaras Municipais.



Total de leitores: 238. Leitura diária: 1. Total de visitas: 2.920.254

About EDITOR

Deixe seus Comentários

Seu comentário é muito importante. Com ele tomamos iniciativas úteis.


  1. Entre o fim do Império e o início da República, a cidade de Sorocaba expandiu intensamente sua atividade educacional, concomitante ao desenvolvimento urbano e o surgimento da industrialização.

    Diante de dois momentos históricos e, ideologicamente, diferentes, as Instituições Escolares apontaram o rumo que cidade devia ter através da sua práxis educacional, dos professores, diretores e através da imprensa.

    Entre as Escolas que compunham o campo educacional sorocabano neste período estava a Escola mantida pela

    Maçonaria Sorocabana com o objetivo de educar os filhos de escravos e de preencher a lacuna deixada pelo Ensino Público.

    Apenso uma tese: APONTAMENTOS SOBRE MAÇONARIA, ABOLIÇÃO E A EDUCAÇÃO DOS FILHOS DE ESCRAVOS NA CIDADE DE SOROCABA NO FINAL

    DO SÉCULO XIX.

    Autor : Ivanilson Bezerra da Silva

    Mestrando em Educação na USP

    História da educação e historiografia

    Aceite o meu Tríplice e Fraternal Abraço.

Deixe seus Comentários (rede social)