Jerusalem

A História de Jerusalém

A História de Jerusalém

Jerusalem
Jerusalém é localizada no coração do país, localizada nas Montanhas da Judéia, entre o mar Mediterrâneo e o mar Morto. A cidade possui história milenar e locais sagrados para as três religiões monoteístas: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo.

Jerusalém, al-Quds al-Sharif (a nobre cidade santa)

“Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de David, repararei suas brechas; e, levantado-o das suas ruínas, restaura-lo-ei como fora nos dias da antiguidade…” (Amós 9.11)

 .Estas palavras do profeta Amós foram ditas em um período de grandes conturbações em Israel, um período em que os Reis de Israel (Reino do Norte) estavam se corrompendo moralmente e espiritualmente. Em uma época em que a glória do Reino de David e de Salomão estavam obscurecidas pelo pecado e pela rebelião. Um reino que desde de 930 a.E.C. estava dividido, não era mais ISRAEL, mas o Reino de Judá e o Reino de Israel

Sufocado por tantas intrigas e decepções um profeta-pastor chamado Amós brada pelas gerações: “… LEVANTAREI O TABERNÁCULO CAÍDO DE DAVI…”.

O Grande Propósito de D’us

“Quando ouviram a voz do Eterno D’us, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Eterno D’us, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o Eterno D’us ao homem e lhe perguntou: Onde estás?.” (Gn 3.8).

Devemos observar neste texto elementos chaves para a compreensão da profecia de Amós. Elementos como: ‘A voz do Eterno’, ‘A Presença do Eterno’ e ‘Chamou o Eterno’. Estes elementos são uma síntese de todo o plano redentor de D’us para sua criação.

D’us aproxima-se de sua criação através de sua ‘Palavra’, observe o que o texto diz: “… ouviram a voz do Eterno D’us, que andava no jardim…”, até mesmo no original percebe-se que na verdade o que está andando é “A VOZ DO ETERNO”, é através desta palavra personificada que D’us manifestava sua presença junto aos primeiros homens.

Mas, qual tem sido a reação natural dos homens perante a Presença do Eterno? “…esconderam-se da presença do Eterno D’us…”. O maior problema do pecado é este. O relacionamento criatura-criador é interrompido por causa da vergonha do pecado. Não obstante a fuga de sua criação, D’us insiste em procurá-los dizendo: ‘…Onde estás?…’.

Baseados na palavra hebraica para “pecado” podemos compreender esta situação. Chatá em hebraico pode ser traduzido como pecado, mas seu sentido original deveria ser “errar o alvo”. Sem dúvida, D’us propõe um alvo para o homem e está claro nos primeiros textos da Torá (Pentateuco) que o GRANDE PROPÓSITO D’US PARA SUA CRIAÇÃO É HABITAR COM ELA. Lembrando que a palavra “presença” usada neste texto é Pnei que significa ‘Face’. D’us não quer que o homem fuja de sua “Face”, mas que à aspire.

Jornada Divina

“E lançou fora do Jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.” (Gn 3.23 e 24).

O homem após sua queda tornou-se um ser incompatível com a ordem do Éden, sendo este um corpo estranho, em um paraíso onde é vital para sua sobrevivência, um relacionamento estreito com o seu Criador.

Mas, D’us continua em sua maravilhosa jornada redentora, perguntando ao homem: “Onde estás?”, é esta pergunta que é latente a todos os homens, que faz do homem um ser religioso (religare no latim, tem o sentido de ligar novamente), um ser que tenta se re-conectar com seu criador. Em toda a vida humana, as religiões pagãs do mundo, o cerimonialismo humano, as filosofias, o esoterismo e toda estas tentativas humanas para chegarem a algo que transcenda nossas vidas seculares, são a maior prova de que D’us continua perguntando “Onde estás?” e o homem continua se escondendo nas folhagens de sua religiosidade.

Mas, quando se busca a restauração deste contato com o Criador de forma sincera, o homem sai da religiosidade para o relacionamento, para o contato com a vida.

D’us então chama Abraão, este sai de sua terra em busca de uma terra onde poderia encontrar finalmente a paz. Peregrina a mesopotâmia a procura quem sabe de um novo Éden, onde seria restabelecido este profundo relacionamento com seu Senhor.

Deste Abraão em dias posteriores, D’us levanta Moisés, e através dele liberta Israel do Egito, como o próprio D’us disse: “… para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla…”(Ex 3.8). Novamente D’us propõe ao homem uma ambiência favorável para se relacionar com ele. O Egito era um país politeísta, idólatra e pagão, sendo assim era um ambiente desfavorável para que D’us voltasse a habitar com o homem. Então ele chama um povo, escolhe uma terra e estabelece sua habitação.

Já no deserto D’us demonstra sua expectativa para Israel: “O Eterno ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os iluminar…” (Ex 13.21).

Tabernáculo: A proposta de D’us para voltar a habitar com sua criação

“E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles” (Ex 25.8). “Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da congregação, perante o Eterno, onde vos encontrarei, para falar contigo ali. Ali, virei aos Filhos de Israel, para que por minha glória, seja santificados…E habitarei no meio dos Filhos de Israel e serei o seu D’us” (Ex 29.43 e 45)

Observe como D’us, de certa forma, restaura o relacionamento inicial com sua criação. Conforme o texto acima, D’us propõe um holocausto, onde os Filhos de Israel se encontrariam com Ele (presença – Pnei) e ouviriam sua Palavra. E finalmente D’us é explícito: “Habitarei no meio dos Filhos de Israel…”.

Agora o mais curioso, é que a presença de D’us era representada no tabernáculo através da Arca da Aliança (Aron HaBrit) e esta arca possuía traços simbólicos que nos lembram com muita propriedade a ordem inicial proposta pelo ETERNO para o homem no Éden.

A Arca da Aliança possuía dois querubins sobre ela (Ex 25.18), em seu interior havia a vara de Arão que floresceu (Nm 17.10 e 11), o maná (Ex 16.32-34) e as Tábuas da Torá (Dt 10.1 e 2).

Para entendermos esta revelação, temos que compreender também um pouco da tradição judaica. Todos os Sábados pela manhã, quando o povo judeu se reúne para o “Avodat HaTorá” (Serviço da Torá), faze-se a leitura pública de um trecho do Pentateuco. Toda sinagoga possui um Sefer Torá (Rolo da Torá), este fica abrigado em uma armário que se chama Aron HaKodesh (Arca Sagrada), esta arca é uma representação sinagogal, da Arca da Aliança. Ao término da leitura da Torá, ela é reconduzida para a Arca, neste momento os judeus entoam uma oração milenar chamada “Ets Chaim” (Árvore da Vida) que diz: “É árvore da vida para os que nela se apegam, e os que nela se apoiam sáo bem-aventurados. Os seus caminhos são caminhos agradáveis e todas as suas veredas são de paz. Faze-nos voltar a Ti, Eterno, e voltaremos; renova os nosso dias como nos dias antigos” (Sidur – Ed. Sefer pg. 369).

Dois trechos neste texto nos deixam intrigados, primeiro a Torá é chamada de Árvore da Vida e depois se pede a restauração dos tempos antigos, o que é isto? Simplesmente, uma questão lógica! Sobre a Arca da Aliança havia dois querubins e no Éden o Eterno colocara querubins que guardavam o caminho à Árvore da Vida. O Éden é uma ambiência onde a ordem de D’us é estabelecida, é o modelo de uma terra em comunhão com o homem e de um homem em comunhão com seu Criador. A Torá (Palavra) é um instrumento de D’us para o restabelecimento desta ordem inicial, se vivermos e restaurarmos a ordem inicial voltaremos aos tempos antigos! Meu irmão entenda isto, ainda que o mundo ocidental e a filosofia grega nos ensinem que a evolução é progredir em inovações; pela Bíblia e pelas Sagradas Escrituras, pela Torá, pelos profetas, pelo judaísmo e pela doutrinas dos apóstolos do Messias, sabemos que EVOLUÇÃO é RESTAURAÇÃO (TIKKUN), é retornarmos (Teshuvá) ao nosso estado original. A proposta de D’us é permitir nosso acesso ao Éden novamente e fazer com que habitemos com Ele. Jamais devemos perder esta proposta de vista!

O Templo e Aliança Davídica

Davi foi um homem que serviu de inspiração muita gente, isto sem dúvida não é em vão. Dentre as propostas teológicas que tentam responder porquê “Davi foi um homem segundo o coração de D’us”, me arrisco também aqui a propor uma resposta para este questionamento. Na minha opinião Davi foi um homem segundo o coração de D’us, principalmente porque ele entendeu o propósito de D’us para o homem. Davi entendeu a importância de se trazer a presença de D’us junto aos homens. Enquanto a arca estava esquecida em Baalá, ele foi com os escolhidos de Israel, buscá-la e levá-la para JERUSALÉM (II Sm 6), enquanto ele trazia a Shechiná (presença ou habitação) novamente para Sião, ele vinha dançando freneticamente perante a Arca de HaShem.

São estas atitudes que fizeram de Davi o que ele foi, pois ele havia entendido a importância de se trazer a habitação de D’us, ele não fugia da presença do Eterno como a maioria dos homens, mas pelo contrário, ele ansiava por esta Glória, ele ansiava em ver o Eterno sendo entronizado acima dos querubins (II Sm 6.2b).

D’us viu tanto zelo em Davi que decidiu entrar em Aliança com ele dizendo: “… Assim diz o Eterno: Edificar-me-ás tu casa para minha habitação? Porque em casa nenhuma habitei desde o dia em que fiz subir os filhos de Israel do Egito até o dia de hoje; mas tenho andado em tenda, em tabernáculo…Dar-te-ei, porém, descanso de todos os teus inimigos; também o Eterno te faz saber que ele, o ETERNO, te fará casa. Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.” (II Sm 7.1-6,11-13). Veja a beleza deste texto! Veja como D’us é tocado com a postura de Davi, não que D’us precise de uma casa de tijolos para morar, mas o ato, o posicionamento de Davi de expressar a D’us, o desejo de trazê-lo aos Filhos de Israel e aos homens.

A Queda do Templo

“No sétimo dia do quinto mês, do ano décimo nono de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã, chefe da guarda e servidor do rei da Babilônia, veio a Jerusalém. E queimou a Casa do Eterno e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém…” (II Rs 25.8 e 9)

O profeta descreve de forma lamentosa esta dolorosa cena: “Demoliu com violência o seu tabernáculo, como se fosse uma horta; destruiu o lugar da sua congregação…” (Lamentações 2.6). Sem dúvida a terra pranteou nestes dias, aquilo que era símbolo e até mesmo instrumento de proximidade de D’us a sua criação estava agora em ruínas, somente no ano 538 (aproximadamente) o Templo pode ser reconstruído sob a direção de Esdras, infelizmente não mais com a Glória do Templo de Salomão: “… sacerdotes, e levitas, e cabeças de famílias, já idosos, que viram a primeira casa, choraram em alta voz quando à sua vista foram lançados os alicerces desta casa…” (Esdras 3.12a).

A Restauração da Habitação do Templo

Quando da reconstrução do Templo o profeta Ageu proferiu palavras proféticas ao povo, para que estes reconstruíssem a Casa do Eterno, mas as palavras do Eterno através do profeta Ageu transcenderiam a questão da reconstrução do Segundo Templo, elas apontariam, para um Templo sobremodo excelente, não feito por mãos humanas, mas preparada pelo próprio Criador.

“Farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o Eterno dos Exércitos. Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Eterno dos Exércitos. A GLÓRIA DESTA ÚLTIMA CASA SERÁ MAIOR DO QUE A DA PRIMEIRA, DIZ O ETERNO DOS EXÉRCITOS; E, NESTE LUGAR, DAREI A PAZ, DIZ O ETERNO DOS EXÉRCITOS” (Ageu 2.7-9).

Conforme o texto que lemos anteriormente em Esdras, este templo não foi tão glorioso assim. Mas, isto não significa que a palavra do profeta estava errada, mas que suas palavras apontavam para a futura manifestação da habitação de D’us junto aos homens.

Yeshua “Tabernaculando” Entre a Humanidade

“E a Palavra (Verbo) se fez carne e habitou entre nós…” (João 1.14)
Este texto é fantástico, pois mostra a progressão de D’us para restabelecer sua presença. Como vimos no início deste estudo, D’us habitava com o homem no Ëden através de sua palavra personificada. Interessante isto pois no mundo ocidental, a palavra é um substantivo abstrato. Mas, na mentalidade judaica, ela, a “Palavra”, é uma pessoa tão séria, tão real, que um homem cuja Palavra não é veraz, é tido como uma pessoa indigna de credibilidade e respeito.

Creio que esta mesma Palavra que estava no Éden – “Quando ouviram a voz do Eterno D’us, que andava no jardim..”(Gn 3.8) – se fez carne na pessoa de Yeshua e HABITOU.
No grego esta expressão ainda é mais precisa, o termo grego eskênõsen [eskhnwsen] que foi traduzida em nossa versões como habitou, também pode significar: residiu, “tabernaculou”, habitou em tendas, etc. W.C. Taylor ainda é mais preciso: “Skêne, tenda, tabernáculo, especialmente o templo portátil de Israel no deserto que serviu de modelo ao templo em Jerusalém e era símbolo das realidades celestes”. A palavra hebraica correspondente é Yshcon [@kvy] cuja raiz deu origem às palavras Shechiná (presença, habitação), Mishcan (Templo, Tabernáculo), etc.

Baseado nestas definições da língua grega e hebraica, podemos agora entender, que Yeshua em Carne, foi mais um degrau no plano redentor de D’us para restabelecer sua habitação entre os homens, não somente a habitação, mas restaurar também o Éden, a Palavra habitando com os homens. Assim como a Palavra de D’us, a Torá (Lei), estava em tábuas no Tabernáculo. Quando Yeshua veio, a Palavra agora “tabernacula” em um corpo humano ‘andando’ e ‘habitando’ entre nós.

Yeshua é a mais pura expressão da proximidade de D’us aos homens.

Homem: Tabernáculo de D’us

“Não sabeis que sois santuário de D’us e que o Espírito de D’us habita em vós? Se alguém destruir o santuário de D’us, D’us o destruirá; porque o santuário de D’us, que sois vós, é sagrado” (I Co 3.16)

Através de Yeshua, recebemos a dádiva da habitação de D’us através de seu Espírito, que “tabernacula” em nós, este foi um passo importante no plano de redenção de D’us para humanidade. Compreendemos assim, um dos motivos da vinda de Yeshua em carne. Pois sua humanidade, sendo ele filho de D’us, se esvaziando à forma de homem, possibilitou aos que crêem e são fiéis a ele, a restauração da presença de D’us em nossas vidas, apesar de nossa humanidade. O véu do Templo foi rasgado e agora: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Yeshua, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne…” (Hb 10.19 e 20).
Viu-se um Tabernáculo nos Céus…

“Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do SANTUÁRIO e do VERDADEIRO TABERNÁCULO que o Eterno erigiu e não o homem… Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto ofertas como sacrifícios… os quais ministram em sombra das COISAS CELESTES, assim como Moisés foi divinamente instruído, quando estava para construir o TABERNÁCULO; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte” (Hebreus 8.1-3 e 5).

Observe a intensidade de revelação que existe neste texto. Vamos por partes:
1) Yeshua como sumo-sacerdote assentou à destra do Pai no Santuário Celestial;
2) Este santuário o autor aos hebreus chama de O VERDADEIRO TABERNÁCULO
3) Este tabernáculo não é feito por mãos humanas
4) Os sacerdotes do tabernáculo terreno ministram em sombra, isto quer dizer que o Tabernáculo Terreno é uma cópia (sombra) do Tabernáculo Celestial!
5) Moisés quando construiu o Tabernáculo, copiou este modelo celestial Ex 25.40: “… conforme o modelo que te foi mostrado no monte…”
Baseado nestes dados, isto nos mostra que D’us já tinha preparado sua habitação, seu reino, nos céus. Reservado para o dia em que a terra estivesse preparada para recebê-la. Não estaria este tabernáculo terrestre descendo ao nosso encontro? Não seria este o Reino anunciado por João Batista quando dizia: “Arrependei-vos porque é vindo o Reino dos Céus”? Não seria este tabernáculo celestial o grande “combustível” para os avivamentos na Igreja do I século? Não seria por causa desta esperança judaica do advento do Reino, que Yeshua dirá: “… Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34b)? Não será por isso que Yeshua nos ensinou a orar o “Pai Nosso” dizendo: “Venha à nós o teu REINO…” ? Não estaríamos na verdade em uma ardente expectativa para que este TABERNÁCULO CELESTIAL venha até nós?
A Visão continua…

Citarei agora uma série de versículos em que João vê o Santuário Celestial, o Tabernáculo de D’us:
E abriu-se no CÉU, o TEMPLO de D’us, e a arca do seu concerto foi visto no seu TEMPLO: e houve relâmpagos, e vozes…” (Ap 11.19)
“E abriu a sua boca em blasfêmias contra D’us, para blasfemar do seu nome, e do seu TABERNÁCULO, e dos que habitam no CÉU” (Ap 13.6)
“E depois disto olhei, e eis que o TEMPLO do TABERNÁCULO do testemunho se abriu no CÉU” (Ap 15.5)

Agora é interessante notar, antes de entrarmos na última visão de João, que este Tabernáculo está nos céus, e que João o viu várias vezes, com características próprias do Tabernáculo Terreno. Isto demonstra que o homem, mesmo que inconsciente, sempre sentiu a necessidade de se reconectar com seu Criador, D’us então levanta Israel como nação sacerdotal, para trazer e levar a reconciliação às nações através do Messias Judeu Yeshua. Todo o cenário está se preparando, então depois de julgada a morte e o inferno (Ap 20), diz João:
“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a CIDADE SANTA, a NOVA JERUSALÉM, que DESCIA DO CÉU, da parte de D’us, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então ouvi grande voz vinda do trono dizendo: Eis o TABERNÁCULO DE D’US com os homens. D’us HABITARÁ com eles. Eles serão povos de D’us, e D’us mesmo estará com eles…” (Apocalipse 21.1-3)

Veja, como aquele Tabernáculo nos CÉUS, começa sua descida, observe como as orações dos santos se cumprem, observe como que na verdade ao invés de irmos aos céus, é ele que está vindo até nós. Ela vem ataviada, D’us finalmente ‘HABITARÁ CONOSCO’ e Ele não perguntará mais: “Onde estás?”. Então ele transformará o nome da Cidade Santa, pois “… o nome da cidade desde aquele dia será: ADONAI SHAMÁ (O ETERNO ESTÁ ALI)” (Ezequiel 48.35), por isso:”Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, O Eterno dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos” (Zacarias 14.16). As nações abrasadas pela habitação de D’us, embriagadas pela sua presença virão ao Monte do Senhor, “as nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória… E lhe trarão a glória e a honra das nações…” (Ap 21.24 e 26).

Então a ordem do Éden é restaurada, a criação que gemia e suportava angústias por causa do pecado (Rm 8.18 e seg) agora é nova e transformada, pois “No meio de sua praça, de uma e outra margem do rio, está A ÁRVORE DA VIDA…” (Ap 22.2).

“Criarei meu Templo e o estabelecerei para mim [D’us] para a eternidade” (Rolo do Templo 2.7-10) – Manuscrito do Mar Morto

Nesta Nova Jerusalém “Nela jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21.27). Veja como este princípio também existe no judaísmo: “… A Jerusalém do mundo vindouro não será como a Jerusalém atual. A Jerusalém atual pode subir quem quiser; à Jerusalém do mundo vindouro somente poderão subir os convocados” (Talmud – Bava Batrá 75b).

Finalmente podemos entender as palavras do profeta Amós: “Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de David, repararei suas brechas; e, levantado-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade…” (Amós 9.11)

_________________________Apêndice Teológico
Gostaria de aproveitar esta oportunidade, para refutar com franqueza a antiga tradição teológica do cristianismo ocidental, que diz que “habitaremos nos céus”. As famílias cristãs tradicionais, em específico as oriundas do catolicismo, são educadas ou catequizadas, com o ensinamento de que habitaremos em céus de tédio e vida nostálgica.
Vimos claramente pelos textos apresentados, que na verdade não vamos “morar nos céus”, vamos morar eternamente em uma terra redimida, glorificada, purificada e restaurada! A Nova Jerusalém desce dos Céus à terra! O Céu (O REINO CELESTIAL) neste momento existe, mas nenhum crente habita lá neste momento, só estará disponível para os santos quando ele for estabelecido sobre a terra.

O Cristianismo Ocidental tem profunda dificuldade em aceitar esta realidade, de que este mundo atualmente violento, de guerras e prostituições, será redimida. E será nesta mesma terra, agora restaurada, que habitaremos com o Senhor eternamente. Mas, Paulo é explícito, ao dizer que a terra está sujeita à vaidade não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou (Satanás), por isso Paulo continua: “Na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de D’us…”(Rm 8.21).
Infelizmente, esta dificuldade é influência direta das filosofias platônicas e neoplatônicas do mundo grego. Na teoria dos “Universais” e “Particulares”, Platão dizia que o celestial é melhor que o terreno, que o metafísico é melhor que o físico. Mas, interessante é que a teologia bíblico-judaica, choca frontalmente estes conceitos conforme a teologia de Paulo já citada. O físico e terreno foram criados por D’us, infelizmente o pecado manchou a beleza desta criação que Ele mesmo fez para seus filhos. Por isso que os “elementos abrasados se derreterão…” (II Pedro 3.12) e esta purificação em fogo, tornará a terra digna da proximidade de D’us aos homens. Veja a expectativa dos judeus um pouco antes de Yeshua (Jesus) sobre este assunto: “… o Monte Sião será santificado na Nova Criação para a santificação da terra, através dele a terra será santificada de toda a sua culpa e impurezas para todas as gerações do mundo” (Livro de Jubileu 4.26) – Manuscrito do Mar Morto.

Gostaria de citar ainda, um comentário dos primeiros versículos de Apocalipse 21, do Ph.D. Russell P. Shedd, que é um teólogo cristão: “… Bem pode ser literal esta visão da nova criação (cf. Rm 8.19-22). Em oposição ao pensamento filosófico grego que separa o mundo material da ordem espiritual, a Bíblia consistentemente ensina que o homem viverá eternamente sobre a terra redimida, perfeitamente adaptada à felicidade dos remidos” (Bíblia Shedd pg.1783 – Comentário de Ap. 21.1).

Este é o Olam Rabá (O Mundo Vindouro), não se pode confundir com o Reino Milenar (Era Messiânica), tanto o judaísmo como as escrituras fazem clara distinção entre ambos, A ERA MESSIÂNICA, é citada pela tradição dos rabinos de Israel de forma muito esclarecedora: “Nos dias da sexta parte do sexto milênio, os portais do conhecimento sobrenatural se abrirão no alto, enquanto embaixo abrem-se as fontes da sabedoria secular. Assim se iniciará o processo pelo qual o mundo se preparará para entrar no SÉTIMO MILÊNIO o SHABAT (Sábado – Descanso)” (Zohar, Parashá Noach). Estes dias estão reservados ao Messias, por isso Paulo disse: “Porque convém que ele reine ATÉ que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés (…) Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que D’us seja tudo em todos” (I Co 15.25 e 28).

Vejam que Yeshua reinará (como Rei) por tempo limitado, por isto o texto diz “ATÉ”, pois quando todas as coisas estiverem sujeitas a Yeshua, então ele mesmo (Yeshua) se sujeitará ao PAI, para que D’us seja tudo em todos. Então quando será o fim do Reino Messiânico (Milenar)? Paulo responde: “E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao D’us e Pai…” (I Co 15.24). Neste momento em que o último inimigo a morte for destruído (Veja I Co 15.26 e Ap 20.14) Yeshua entregará o REINO ao PAI aí então chegaremos ao OLAM RABÁ, o Mundo Vindouro, Novos Céus e Nova Terra e a descida da Nova Jerusalém.

Veja a nobre tarefa de Yeshua, reinar, julgar, destruir a morte, e quando tudo isto tiver se cumprido, ele como filho bom e fiel, entregará tudo pronto para o PAI, para que seu senhorio seja estabelecido para sempre.

“Meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão. Habitarão na terra que dei ao meu servo Jacó, na qual vossos pais habitaram; habitarão nela, eles e seus filhos e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe ternamente…O meu tabernáculo estará com eles; eu serei o seu D’us, e eles serão o meu povo. As nações saberão que Eu o ETERNO que santifico a Israel, quando o meu santuário estiver para sempre no meio dele” (Ezequiel 37.24-28)

Publicado originalmente em 6 de junho de 2007 às 20:58

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