Guerra seis dias

Guerra dos Seis Dias

Guerra dos Seis Dias

Guerra seis dias
A Guerra dos Seis Dias, assim ficou conhecida a guerra que confrontou Israel e os seguintes países árabes: Egito, Jordânia e Síria, com o apoio do Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Sudão e Argélia. A guerra pelo controle do Canal de Suez tinha deixado uma situação onde outra guerra poderia acontecer a qualquer momento. Israel, que tinha ocupado a península do Sinai (Egito), concordou em retirar suas tropas desde que o Egito deixasse de apoiar as ações da guerrilha que partiam daquela região. Em lugar das tropas de Israel a ONU ficou administrando a península do Sinai.

 

Soldados na Guerra dos Seis Dias

A tensão entre os países do Oriente Médio chega a um limite em 5 de junho de 1967 com o início da chamada Guerra dos Seis Dias. De um lado estava Israel e de outro Egito, Jordânia e Síria, apoiados por outros cinco países, Iraque, Kwait, Sudão, Arábia Saudita e Argélia.

O primeiro ataque foi de Israel, mas para responder a uma provocação que envolvia a instalação de bases militares à volta das Colinas de Golâ, em uma clara intensão de ataque a Israel. A troca de informações entre Sírios e Russos, por fim, acabou por facilitar de muitas formas os contra-ataques dos Sírios e Egípcios. A colaboração da Rússia nos conflitos nunca foi comprovada, mas teria sido constante antes e após os seis dias da crise entre os países.

Antecipando um ataque iminente do Egito e da Jordânia, a Força Aérea Israelense surpreendeu as nações aliadas, lançando um ataque preventivo e arrasador à força aérea egípcia.

O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7h e 10min da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta saísse do chão e causando danos às pistas de aterragem, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações. Ao mesmo tempo, forças blindadas de Israel investiam contra a Faixa de Gaza e o norte do Sinai. A Jordânia abriu fogo em Jerusalém e a Síria interveio no conflito.

No terceiro dia de luta, todo o Sinai já estava sob o controle de Israel. Nas 72 horas seguintes, Israel impôs uma derrota devastadora aos adversários, controlando também a Cisjordânia, o sector oriental de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria.

Assista o vídeo sobre a guerra (em espanhol)

Como resultado da guerra, aumentou o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egipto. Síria e Egipto estreitaram ainda mais as relações com a URSS, aproveitando também para renovarem seu arsenal de blindados e aviões, além de conseguirem a instalação de novos mísseis, mais perto do Canal de Suez.

As causas do conflito foram a instalação de governos anti-ocidentais e nacionalistas, coincidências entre os países que culminaram, no Irã, em 1979, com a Revolução Islâmica (saiba mais em: http://pauta-politica.blogspot.com/search/label/Oriente%20M%C3%A9dio).

A formação de movimentos de resistência palestinianos, que passaram a reagir cada vez mais à ocupação de Israel. A contínua repetição de episódios de confronto, principalmente ao longo da fronteira de Israel com seus vizinhos, e as pressões dos países árabes para uma tomada de posição mais firme por parte do Egipto levaram este último a formalizar pactos militares de defesa mútua com a Síria, a Jordânia e o Iraque. Egito e Síria estabelecem, em 1966, um Pacto de Defesa – uma aliança militar que os compromete reciprocamente em caso de guerra que implique um dos dois países.



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